<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164</id><updated>2011-11-28T00:58:55.273+01:00</updated><category term='Meu cunhado querido e médico ortopedista durante muitos anos do Esporte Clube Bahia'/><category term='Bocage brinca na rua'/><category term='Reportagem de Surf'/><title type='text'>Odeio o Mundo Agora!      Maria Salles</title><subtitle type='html'>Filosofia,literatura e outros...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>107</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-4514718932411946006</id><published>2007-12-29T16:18:00.000+01:00</published><updated>2007-12-31T01:46:05.791+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R3ZmpIFO_4I/AAAAAAAAAIs/MwcQHtYQRpA/s1600-h/logo-unl.gif"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;Universidade Nova de Lisboa&lt;br /&gt;Faculdade de Ciências Sociais e Humanas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;img alt="Alinhar ao centro" src="http://www.blogger.com/img/gl.align.center.gif" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149416080674848642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 202px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px; TEXT-ALIGN: center" height="305" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R3ZmpIFO_4I/AAAAAAAAAIs/MwcQHtYQRpA/s400/logo-unl.gif" width="313" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que é o Dionisíaco?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Reflexão a partir do Nascimento da Tragédia de Nietzsche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Sales, nº 5529&lt;br /&gt;Trabalho Final de Licenciatura em Filosofia&lt;br /&gt;Orientado pela Professora Doutora Maria Filomena Molder&lt;br /&gt;2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Agradecimentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço primeiramente aos meus professores que provocaram em mim uma enorme admiração e, ao mesmo tempo, um prolongado entusiasmo. Entre eles destaco: Abel Barros Baptista, Maria Filomena Molder e Mário Jorge Carvalho. Um agradecimento especial à professora Maria José Vaz Pinto, pelo amor e dedicação aos gregos e a forma carinhosa com que me recebeu. Agradeço a minha família, que da Bahia emana amor e suporta estoicamente as minhas idiossincrasias de viver para além do Atlântico. Ao Claudius que de lá torce por mim. Quero agradecer também aos amigos portugueses as preciosas ajudas que deles recebi, seja directa ou indirectamente para a possibilidade deste trabalho, como também ao longo dos cinco anos de duração do curso. Destaco Luís Graça, amigo em qualquer buraco do mundo, o coronel Graça com suas pilhérias e à Lecas na sua infinita generosidade, uma família que encontrei em Portugal. Clélia Andrade, pelos mais variados aspectos de uma amizade, preocupação, jantares, ofertas de livros e outros. Ao Dr. Vilela pela amizade e dedicatória de livros e artigos do pai. À Paula Costa, que entre muitas qualidades, destaco a doçura. A enorme paciência do Nélson Marques e interesse nos meus assuntos filosóficos sempre disposto a ouvir, aprender e dar opinião. À Joana Pupo pela cedência do seu velho portátil e cumplicidade nos temas dos nossos trabalhos. Ao Gastão Travado e a Sofia Maurício, pela paciência em resolver, sem tréguas, todos os meus problemas com o computador. Ao Fábio Serranito, com quem mantive uma relação intelectualmente, e não só, muito interessante ao longo do curso. Ao Hélder Telo de quem divergi, facto que me obrigou a organizar as ideias para a disputatio filosófica. Ao Gonçalo, meu colega, muito disponível na elaboração técnica da capa e não só. Ao João Cachopo, músico com interesses filosóficos similares ao meu. Por último, agradeço a energia selvagem, num misto de dedicação e soberania, que amo receber dos meus gatos: Homero, Bocage e Clarice, presentes em muitos dos momentos de realização deste trabalho. E também agradeço a sensação de embriaguez, desfrutada através das inúmeras sms anónimas que tenho recebido nestes últimos meses e que influenciaram muito na minha disposição anímica, numa mistura fértil de alegria, suspeita e afectividade.&lt;br /&gt;Gostaria de ter feito muito mais da dádiva dos amigos. Nietzsche teve esta forte intuição sobre os gregos e escreve ainda muito jovem uma obra que deu muito que pensar, escrita com uma capacidade de concentração que se torna um desafio estudá-la. Aceitei o desafio e sinto que muito ganhei com o projecto, embora com o meu trabalho tenha ficado insatisfeita. Considero-o enquanto as primeiras noções para um estudo futuro aprofundado, que com tempo e espaço próprios possa investigar o trágico e o cómico com ferramentas arrojadas. Sendo este o meu primeiro trabalho académico de mais de vinte páginas, dou testemunho do embaraço, do perder-me e voltar a achar-me, dos vírus no computador, da inexperiência de não escrever as páginas das cotas e depois ter de voltar a procurá-las, das dores nos olhos e a pressão do tempo. Mas também do facto de, sendo naturalmente caótica, desfrutar da bênção de Nietzsche e Dioniso com algum socorro de Apolo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-4514718932411946006?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/4514718932411946006/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=4514718932411946006' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4514718932411946006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4514718932411946006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/12/universidade-nova-de-lisboa-faculdade.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R3ZmpIFO_4I/AAAAAAAAAIs/MwcQHtYQRpA/s72-c/logo-unl.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-114727077044817171</id><published>2007-12-27T23:59:00.001+01:00</published><updated>2007-12-28T00:13:42.249+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;As Bacantes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A questão central deste drama está entre duas teses principais, por um lado, a dignidade do deus Dioniso e por outro, a não crença nesta divindade. Em seguida o culto estranho que o envolve com a presença de mulheres também estranhas da Lídia longínqua, lideradas por este pretenso deus. As mulheres estranhas também apresentavam actos muito estranhos, como ir para a montanha, domar feras e comer carne crua. O novo culto é contrastante com a normalidade do culto grego. E por se tratar de culto, não se trata de uma mera teoria, trata-se da existência e relação nesta existência, com novos atributos, a partida incómodos e que trazem consequências. É imperativo saber se a nova força vem ou não de um deus, pois certos elementos do culto são repugnantes aos olhos de um grego. Urge saber se se deve submeter a esta divindade ou não. As personagens tomam posições, e Penteu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt; resiste e não argumenta, enquanto Cadmo e Tirésias aderem, provocando espanto. Tiresias apela por uma argumentação oposta à atitude de Penteu.&lt;br /&gt;O coro é formado por Bacantes convertidas. As mulheres da família de Penteu são chamadas pelo deus e estas entregam-se a um chamamento sobrenatural e partem para as montanhas para dedicarem-se a Dioniso e às suas actividades.&lt;br /&gt;Penteu sendo o único resistente é arrastado por uma progressiva epifania. Embora o seu desejo seja o de manter a soberania. Manda os soldados atrás das Bacantes quando Dioniso intromete-se com ironia e di-lo para não lutar contra um deus. Esta ironia dionisíaca do próprio deus acompanha todo o drama. A ironia surge como um traço ainda não evidente do deus em outras peças. O deus convence o governante a fazer sacrifícios, pois ainda é possível resolver tudo a bem. Dioniso oferece-se para trazer as mulheres sem usar a força. Penteu começa a desconfiar e suspeita de uma armadilha. Mas Dioniso domina a situação perguntando se Penteu gostaria de ver também as Bacantes sentadas ao pé umas das outras. A ironia e zombaria associadas a um poder de articulação para incitar no outro a curiosidade que será fatal. O rei diz que sim e que daria ouro por isto. E Dioniso começa a preparar Penteu de modo cómico: veste-o com uma túnica de mulher, uma longa cabeleira, uma fita, um Tirso e uma pele mosqueada de veado. Penteu hesita e Dioniso o convence a ir disfarçado de mulher. Penteu entra no palácio e Dioniso regozija-se com o coro, pois o rei caíra na rede e fará Penteu pagar a sua insolência com a morte. E antes quer troçar do rei levando-o pela cidade vestido de mulher. Dioniso quer ser reconhecido enquanto deus terrível e também enquanto o mais doce.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt; Penteu é o actual rei de Tebas, filho de uma irmã de Sémele, portanto primo do deus Dioniso. Dioniso vem a Tebas para revelar-se enquanto deus e tem como seu maior opositor o próprio primo, que enquanto político tem como preocupação fundamental a manutenção da ordem na cidade, duvidando do poder sobrenatural que se anuncia em manifestações estranhas. Dioniso não poupará o sofrimento dos opositores à sua condição de divindade e em frente ao palácio real de Tebas, ao lado do túmulo da mãe, aparece ao espectador vestido de chefe das Bacantes. Diz ser filho de Zeus e relata o trágico amor de Sémele, ao tempo que fala da sua vida errante em terras distantes, onde cultivou a dança e instituiu os seus mistérios. Dioniso tem uma relação problemática com o Olimpo. Se por um lado ele é filho do grande Zeus, por outro é um vagabundo. A Grécia será iniciada nos seus mistérios, o uso da pele de veado, do Tirso, um dardo coberto de hera, seus acessórios.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-114727077044817171?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/114727077044817171/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=114727077044817171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/114727077044817171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/114727077044817171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/12/questo-central-deste-drama-est-entre.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-8837636658346422123</id><published>2007-12-27T23:59:00.000+01:00</published><updated>2007-12-28T00:04:56.209+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;No Nascimento da Tragédia de Nietzsche o leitor é arrancado à soberania de uma visão do mundo mais ou menos estável, do desenrolar normal dos fenómenos causais, para ser lançado ao confronto assustador de uma realidade profunda e misteriosa – que tem o poder de arrebatar tudo quanto há, e que nada deixa por perpassar. Neste confronto tudo se transforma tomando novas colorações e simbologias não dominadas. Entre as artes, aquela que é responsável por esta força, por ser a mais espiritual de todas, é a música. A música não depende de nenhuma transformação de materiais, sustenta-se a si mesma e invade o ouvinte, transformando-o e, no caso dionisíaco, arrebatando-o em excesso. A música coloca o ouvinte em estado de embriaguez, subtraindo-o à sua individuação, para depô-lo na contemplação da verdade – que não se dá a ver sem mais, mas que a tragédia dá a ver, pois a música penetra no humano pelo seu carácter espiritual que aliada a palavra no drama encontra a sua temporalidade apreensível pela memória. A memória, para falar como Colli, dessedenta o homem, dá-lhe a vida, liberta-o da secura da morte. E neste recuperar do abismo do passado que o homem identifica-se com Dioniso. Trata-se das forças ocultas da natureza que exigem, para que sejam encontradas, uma transgressão, um salto. Salto que se encaminha para ser dado na tragédia alicerçado no mito trágico. A transgressão é crime contra a natureza mas, ao mesmo tempo, a única forma de lhe aceder. É porém, na compaixão que se apodera do sujeito que este se salva da descarga da dor primordial do mundo, tal como o pensamento e a palavra salvam da desgraça incontrolada da vontade inconsciente. Pela compaixão está-se junto da dor, a do herói que sofre ao experimentar a dor de Dioniso e que  pela palavra socorre-se.&lt;br /&gt; A razão consciente é uma pequena parte controlada do humano e nada pode fazer contra o poder musical dionisíaco, a não ser ganhar algum tempo no desenrolar do drama, pois que Apolo vem em socorro, para logo a seguir devolver o herói a Dioniso. Apolo é a consciência profunda da natureza, a consciência curativa, seja no sono, no sonho ou na arte que se dá enquanto símbolo de vidência. A tragédia grega que nasce sob o olhar de Nietzsche emerge da união destes dois impulsos, o apolíneo e o dionisíaco, onde Apolo, o deus solar – que cura, mas que também é terrível – se coloca à disposição de Dioniso, que é seu irmão, dado serem ambos filhos de Zeus. Giorgio Colli vê uma afinidade entre os deuses no que diz respeito ao jogo da inteligência e a perversão: O labirinto que Dédalo construiu com a ajuda de Dioniso para dominar o Minotauro, e, a forma oracular enigmática. A diferença que é relevante é o uso da palavra em Apolo. Colli acentua as identidades profundas de ambos os deuses. Nietzsche isola a oposição entre as divindades. Dioniso, tendo recebido os raios do pai, ainda em embrião, é socorrido por ele. Noutra versão do mito, Dioniso é identificado como sendo Zagreu, o indestrutível que, ainda que despedaçado pelos Titãs, emerge, em seu sofrimento de múltiplas individuações. Apolo é o deus terrível, que também é inseparável do conhecimento e da verdade. Deus da medida, solar, mas também da desmedida, sendo aquele que encaminha o herói a cometer insolência. Em ambas as divindades há uma conservação de ambiguidade.&lt;br /&gt;         Nietzsche encontrou na música de Wagner o suporte imaterial que, ao revelar o seu poder, possibilitou o seu regresso aos gregos desse momento especial de transição do culto dos mistérios para a articulação do pensamento filosófico. Os gregos que conheciam os horrores da existência. A tragédia, no seu melhor, concentra-se nas obras de Ésquilo, Sófocles e Eurípides. Este último torna-se o centro das zombarias de Aristófanes e da crítica de Nietzsche, por operar transformações racionais e obliterar os mistérios. Aristóteles foi o primeiro a teorizar sobre a tragédia, tornando-se incontornável para quem a queira estudar. Hierarquizou os géneros literários, reservando para a mesma o grau supremo da poesia. Mas não auscultou, como Nietzsche, o espírito da música, música que é uma disposição, uma harmonia emergente num salto que escapa à causalidade dada no limiar do fenómeno, no retirar da máscara, na vidência de um para lá da máscara. Aristóteles pensou a catharsis como uma purificação, em Nietzsche a consolação metafísica, não dissolve a tensão da polarização, pelo contrário, mantém-na facultando uma elevação do ponto de vista, num movimento heraclitiano e goethiano frente ao devir.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-8837636658346422123?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/8837636658346422123/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=8837636658346422123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8837636658346422123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8837636658346422123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/12/no-nascimento-da-tragdia-de-nietzsche-o.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-5849002273004579812</id><published>2007-12-25T22:21:00.000+01:00</published><updated>2007-12-25T22:25:01.971+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt; A ambas as divindades artísticas, Apolo e Dioniso, está associada a nossa asserção de que existe no mundo grego uma monstruosa oposição, no que diz respeito à origem e aos objectivos, entre a arte do escultor, a apolínea, e a arte da música isenta de imagens, como sendo a de Dioniso; ambos os impulsos, tão distintos, caminham lado a lado, na maioria dos casos em divergência aberta um com o outro e provocando-se para criar novos nascimentos cada vez mais vigorosos, a fim de perpetuar a luta daquela oposição que a palavra comum «arte» só aparentemente supera; até que finalmente através de um miraculoso acto metafísico da «vontade» helénica, eles surgem acasalados e, neste acasalamento, acabam por gerar a obra de arte, tão dionisíaca como apolínea, da tragédia ática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                          Friedrich Nietzsche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sirva de ensinamento a essas sérias criaturas o facto de eu estar convicto da arte como sendo a missão superior e a actividade propriamente metafísica desta vida …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                   Friedrich Nietzsche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…todo o artista é um «imitador», nomeadamente artista apolíneo do sonho ou artista dionisíaco do êxtase ou finalmente – como por exemplo na tragédia grega — em simultâneo artista do êxtase e do sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                    Friedrich Nietzsche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…os Gregos, enquanto não tivermos resposta para a pergunta «o que é o dionisíaco?», continuam totalmente por conhecer, permanecendo inimagináveis.&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                                              &lt;br /&gt;                                                                                    Friedrich Nietzsche&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-5849002273004579812?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/5849002273004579812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=5849002273004579812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5849002273004579812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5849002273004579812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/12/ambas-as-divindades-artsticas-apolo-e.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-1309545815272937699</id><published>2007-11-23T23:05:00.000+01:00</published><updated>2007-11-24T19:59:30.839+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;O Caracol em busca da casca perdida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#006600;"&gt;Para um caracol que conheço e que já gosto muito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136162316793250322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 453px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" height="400" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R0dQaiE1ghI/AAAAAAAAAH8/VlyEGTekZ_g/s400/img068.jpg" width="342" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Ao longo de um rio pedregoso vivia um caracol sem baba, porém, de barba comprida. Passava muito do seu tempo a olhar a paisagem e a pensar na natureza das coisas, enquanto saboreava deliciosas e suculentas folhas verdes que brotavam do solo fértil. Pensava tanto que a barba, para além de comprida, já estava branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava muito das hortaliças frescas que cresciam à beira do rio. Logo após uma boa refeição deixava, temporariamente, a sua casca para se refrescar e lavar a barba. Este era um dos melhores momentos do dia! Dava alguns mergulhos para refrescar o pensamento e aproveitar o bom tempo, pois o Inverno não tardaria.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136164150744285730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 497px; CURSOR: hand; HEIGHT: 399px; TEXT-ALIGN: center" height="400" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R0dSFSE1giI/AAAAAAAAAIE/wvU1abcVQzo/s400/img066.jpg" width="319" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Certo dia, atraído pela movimentação dos coloridos insectos, deixou-se levar pela correnteza já fria, ao encontro de sítios desconhecidos. A aventura foi tão inesperada que o deixou desorientado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação não durou muito, porque o lugar onde chegou era muito bonito, apesar de nebuloso, e o incentivou a um curioso passeio. Estava distante de tudo o que conhecia e tinha frio. Depois de muito andar, lembrou-se da sua casca. Deveria encontrá-la com urgência, pois fazia-se noite e não gostaria de dormir desabrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As noites nos bosques são frias e húmidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu procurar a casca, mas também pensava em encontrar um sítio seco e protegido para passar a noite, caso não encontrasse a sua pequena casa. Para sua surpresa o que encontrou foi um caracol muito grande! Assustou-se! Era uma caracoleta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma caracoleta é bem maior que um caracol. Como se a superioridade do seu tamanho não bastasse, a caracoleta olhou o pequeno caracol com desprezo. Julgara estar em presença de uma lesma e sentiu nojo daquele ser insignificante e amolecido pelo desânimo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136166555925971506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 493px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" height="400" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R0dURSE1gjI/AAAAAAAAAIM/NbQyZeBdzNo/s400/img065.jpg" width="327" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;O pequeno caracol sem casca desculpou o insulto da caracoleta. O seu equívoco poderia derivar do facto de há muito não ter contacto com um caracol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de trocar algumas impressões, a caracoleta compreendeu estar diante de um semelhante. Então, resolveu ajudá-lo a recuperar a sua casca perdida. O bosque já estava escuro, a pouca luz existente vinha dos raios de luar que passavam por entre as folhas das árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andaram muito e, quando já pensavam em desistir, surpreenderam-se com muitas cascas arrumadas, umas ao lado das outras. Olharam-se admirados, andando por entre as cascas estacionadas, quando ouviram sons e avistaram luzes de festa numa determinada direcção. Era uma festa de caracóis!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136482665518957154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 454px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" height="400" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R0hzxSE1gmI/AAAAAAAAAIk/Daii1K3dlAo/s400/img064.jpg" width="372" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Eles dançavam e divertiam-se para comemorar a época das chuvas. As chuvas deixam o solo fresco para fazer crescer plantas verdes e os caracóis até saem da terra de contentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria, de algum modo, abrange todas as criaturas, ainda que nem todas possam captar o seu significado. Nestes momentos, um caracol sabe como é bom estar vivo e ser um caracol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueceram o problema da casca perdida e resolveram juntar-se, partilhando a dança e os festejos com a comunidade de caracóis. Na festa, o caracol e a caracoleta puderam conversar e saber um pouco mais um do outro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136167900250735170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 494px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" height="400" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R0dVfiE1gkI/AAAAAAAAAIU/z_spbvX3VDc/s400/img063.jpg" width="396" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;A festa estava animada, os caracóis eram simpáticos, mas os dois reflectiram que era necessário pensar na casca perdida e encontrar uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando há amizade nasce a generosidade e nem os caracóis ficam incólumes. Agora que eram amigos, a caracoleta convidou o caracol a habitar a sua casca. De modo que, quando um descansava dentro da casa, o outro estava por perto, do lado de fora. Estavam alegres com a partilha alternada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, de facto, chegaram as chuvas. Para além de deixarem as plantas bem verdes, as chuvas serviam também para unir ainda mais os amigos dentro da mesma casca, ao mesmo tempo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136169120021447250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 447px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" height="400" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R0dWmiE1glI/AAAAAAAAAIc/2cm7C-DNS1I/s400/img061.jpg" width="380" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;O caracol e a caracoleta compreenderam que ter amigos é mais importante que uma simples casca!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-1309545815272937699?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/1309545815272937699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=1309545815272937699' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1309545815272937699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1309545815272937699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/11/o-caracol-em-busca-da-casca-perdida.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R0dQaiE1ghI/AAAAAAAAAH8/VlyEGTekZ_g/s72-c/img068.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-2948072206137353298</id><published>2007-11-18T23:24:00.000+01:00</published><updated>2007-11-18T23:41:27.840+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Versos Íntimos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Augusto dos Anjos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Vês! Ninguém assistiu ao formidável&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Enterro de tua última quimera.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Somente a Ingratidão - esta pantera - &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Foi tua companheira inseparável!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Acostuma-te à lama que te espera!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;O Homem, que, nesta terra miserável, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Mora, entre feras, sente inevitável &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Necessidade de também ser fera.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Toma um fósforo. Acende teu cigarro! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;O beijo, amigo, é a véspera do escarro, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;A mão que afaga é a mesma que apedreja.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Se a alguém causa inda pena a tua chaga, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Apedreja essa mão vil que te afaga,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Escarra nessa boca que te beija!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;Pau d'Arco, 1902.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-2948072206137353298?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/2948072206137353298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=2948072206137353298' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/2948072206137353298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/2948072206137353298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/11/versos-ntimos-vs-ningum-assistiu-ao.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-1637168468437400794</id><published>2007-11-17T13:46:00.000+01:00</published><updated>2007-11-18T22:42:08.649+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R0Cxn1pyGoI/AAAAAAAAAH0/ljNN_WdQ29U/s1600-h/Nova+imagem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134298873177709186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R0Cxn1pyGoI/AAAAAAAAAH0/ljNN_WdQ29U/s200/Nova+imagem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rz7jXlpyGlI/AAAAAAAAAHc/R_rrrF_NNMU/s1600-h/dia+mundial+filosofia.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133790619632802386" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rz7jXlpyGlI/AAAAAAAAAHc/R_rrrF_NNMU/s320/dia+mundial+filosofia.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Dia mundial da Filosofia 2005.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-1637168468437400794?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/1637168468437400794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=1637168468437400794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1637168468437400794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1637168468437400794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/11/dia-mundial-da-filosofia-2006.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/R0Cxn1pyGoI/AAAAAAAAAH0/ljNN_WdQ29U/s72-c/Nova+imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-7373858181572283475</id><published>2007-11-10T14:59:00.000+01:00</published><updated>2007-11-10T15:08:38.674+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzW5rytGF4I/AAAAAAAAAHU/Ewn8kAEvvaQ/s1600-h/S4023199.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131211512454977410" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzW5rytGF4I/AAAAAAAAAHU/Ewn8kAEvvaQ/s400/S4023199.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Luciana, minha prima e afilhada com Guiga, protagonista de "Guiga de pés velozes".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-7373858181572283475?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/7373858181572283475/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=7373858181572283475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7373858181572283475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7373858181572283475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/11/luciana-minha-prima-e-afilhada-com.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzW5rytGF4I/AAAAAAAAAHU/Ewn8kAEvvaQ/s72-c/S4023199.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-3737589843417674988</id><published>2007-11-10T00:49:00.001+01:00</published><updated>2007-11-10T00:57:49.591+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzTzxStGF3I/AAAAAAAAAHM/PUfbMIf4ZxY/s1600-h/Marcelo+2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130993903641958258" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzTzxStGF3I/AAAAAAAAAHM/PUfbMIf4ZxY/s400/Marcelo+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Luiz e Sandra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-3737589843417674988?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/3737589843417674988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=3737589843417674988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3737589843417674988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3737589843417674988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/11/luiz-e-sandra.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzTzxStGF3I/AAAAAAAAAHM/PUfbMIf4ZxY/s72-c/Marcelo+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-7334041834888032888</id><published>2007-11-10T00:49:00.000+01:00</published><updated>2007-11-10T00:54:25.365+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzTyeCtGF2I/AAAAAAAAAHE/S_I8fclmnio/s1600-h/foto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130992473417848674" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzTyeCtGF2I/AAAAAAAAAHE/S_I8fclmnio/s400/foto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Sandra, Fafá, eu e Itana, as manas em Sintra, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-7334041834888032888?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/7334041834888032888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=7334041834888032888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7334041834888032888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7334041834888032888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/11/sandra-faf-eu-e-itana-as-manas-em.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzTyeCtGF2I/AAAAAAAAAHE/S_I8fclmnio/s72-c/foto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-719365577082458177</id><published>2007-11-09T18:36:00.000+01:00</published><updated>2007-11-09T18:45:55.198+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meu cunhado querido e médico ortopedista durante muitos anos do Esporte Clube Bahia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzSbWStGF0I/AAAAAAAAAG0/311qaY8EGoU/s1600-h/image.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130896682762245954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzSbWStGF0I/AAAAAAAAAG0/311qaY8EGoU/s400/image.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Luiz Osório casado com a minha irmã Sandra há 34 anos e 10 anos de namoro.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-719365577082458177?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/719365577082458177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=719365577082458177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/719365577082458177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/719365577082458177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/11/blog-post.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RzSbWStGF0I/AAAAAAAAAG0/311qaY8EGoU/s72-c/image.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-6691558532876751373</id><published>2007-10-28T00:09:00.000+02:00</published><updated>2007-10-28T00:25:30.127+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cassandra, profetiza de Apolo&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber a imobilidade e silêncio de Cassandra na fascinante tragédia de Ésquilo &lt;em&gt;Agamémnon&lt;/em&gt;, o coro volta-se para um intensa comunicação com a profetiza. Primeiro há que esclarecer o papel de Cassandra no mito: Apolo, &lt;em&gt;o deus que atira ao longe&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;o deus da espada&lt;/em&gt; &lt;em&gt;de ouro&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;do arco de prata&lt;/em&gt;, tem para além de tantos outros epítetos, já sabemos, também o de &lt;em&gt;Lóxias&lt;/em&gt;, o oblíquo. Ora, Apolo enamorou-se de Cassandra, princesa de Tróia, filha de Príamo, e esta "sentiu-se obrigada" a retribuir ao amor do deus, tendo, por isto, feito juras de entrega afectiva. Foi a maneira mais rápida de se livrar das perseguições do deus poderoso, que, de facto, apaixonado podia ser violento. Quando os deuses se apaixonam o fazem na procriação, querem imediatamente conceber um filho. Apolo tornou Cassandra sua profetiza e dotou-a dos dons da profecia. Mas Cassandra não cumpriu a sua palavra de entregar-se a Apolo e este, ao contrário do que qualquer pessoa faria, não lhe retirou o dom da profecia, antes cuspiu-lhe na boca, retirando-lhe a credibilidade. Doravante, Cassandra vaticinaria, mas ninguém acreditaria nela, embora falasse uma língua compreensível.&lt;br /&gt;O coro presta atenção à Cassandra e discorre sobre sua apreensão, seu terror, "a alma em sobressalto que entoa sem lira um canto lúgubre, das Fúrias vingadoras, do coração a palpitar frenético, quase saltando, delirantemente, no peito onde há o instinto da justiça e o dom divino dos presságios certos"1120 a 1150. O coro ausculta, com alguma precisão o coração apavorado de Cassandra, que no drama, tem uma presença muito forte. O canto divino sem lira é o canto da Musa ou Musas. O pavor de Cassandra engendra um silêncio agónico, tumultuado e convulsivo, como é próprio do prelúdio profético, a iminência da transitividade do ponto de vista que revelará uma identidade diacrónica, com revelações súbitas, não antecipáveis para uma pessoa a quem não tenha sido concedida o dom profético.&lt;br /&gt;É Dioniso o principal homenageado, pois Melpomene, a Musa trágica revela estreita relação com o deus. Entre os três tragediógrafos é Ésquilo quem mantém relação estreita com Dioniso, seja no delírio a ele inerente, seja nos silêncios acentuados, como o da sentinela, a partir do verso 26, e o de Cassandra em seguida aos versos 1191 e 1200, opondo-se às ordens de Clitemnestra. E o silêncio do coro, depois de 1547, antes do grito de Agamémnon. Há silêncios de completude, mas há silêncios que são apreensões, antecipações de algo, no próprio ou do outro que não se conhece, e funda uma profundidade no drama trágico, profundidade temerosa. O silêncio dá-se no calar-se, uma suspensão da voz que gera a mudez, que é um momento desprovido de significante, palavra sonora: O silêncio de Cassandra é o real efectivo que traz consigo algo de sombrio e perigoso e o mundo fenoménico já não se sustenta. É a emergência de um subsolo que traz uma verdade ainda não vivida ainda não auscultada que já promete eficácia tumultuada, pois que já começa por levantar seu véu de escondimento. O anúncio disto é esta própria mudez, na sua qualidade que anuncia terror e perturba o coro, pois este extravasa o âmbito do humano e das Musas próprias do coro.&lt;br /&gt;Antes, as musas eram associadas à pureza. São nestes momentos que o texto cresce e é Nietzsche em &lt;em&gt;O Nascimento da Tragédia &lt;/em&gt;que vai bem longe ao afirmar que o dionisíaco é a chave da genialidade da tragédia grega. As musas partem dos cantos apolíneos em busca do obscuro Dioniso. Os momentos de Cassandra, diante do palácio, começam a ser delirantes e convulsivos.&lt;br /&gt;Clitemnestra volta do palácio na intenção de fazer Cassandra entrar, e chama-a, mas Cassandra permanece em silêncio. O Corifeu tenta acordar a profetiza, interpretando a sua atitude como a de "um animal selvagem recém cativo, inconformado com as amarras" 1215. Clitemnestra conclui pelo seu desvario e fica sem paciência, voltando ao palácio.&lt;br /&gt;Cassandra, então, desce do carro e em soluços, fala em tons alternados de lástima e exaltação, como se estivesse em transe. Apolo e Dioniso partilhando um grito e uma mesma honra, e este binómio, diz Nietzsche, é um autêntico produto da tragédia. A evidência de Cassandra é incontornável com seus gritos que são cantos e seu canto em forma de grito. Começa por produzir um canto de que não se percebe de modulação de mau augúrio em medidas agudas, 1230-1490. É neste sentido, o do luto, que a música e o seu espírito é lúgubre, sinistro que envolve o herói arrebatando-o à normalidade.&lt;br /&gt;Cassandra adquire um tom sinistro, e o Corifeu descodifica que ela adivinha os próprios males. Invoca Apolo, que, segundo julga o Corifeu, ser um deus que nada tem a ver com o pranto e a dor. Mais tem, e Cassandra sabe do amor de Apolo por ela e do seu ódio, por não ser correspondido, tornando-se no seu destruidor. Nesta peça, o amor de Apolo é um amor violento numa manifestação às avessas, ao entregar Cassandra a Dioniso.&lt;br /&gt;Cassandra acede aos antepassados da família real, toda a desgraça de Atreu e Tiestes. O delírio dionisíaco se intensifica e o coro deixa de percebê-la. Cassandra tem a visão do assassinato de Agamémnon, vê o bando de Erínias, as entidades vingadoras de crimes consanguíneos. Em 1290, Cassandra sabe que vai morrer. O coro ouve de Cassandra um canto desencantado, fúnebre e compara-a ao rouxinol da lenda de Procné a chorar o filho Ítis, morto pela mãe. E as lamentações proféticas seguem, ora com suavidade, ora com desespero, entre gritos e convulsões. Nos momentos fortes do transe a voz da profetiza alcança o grotesco, o animalesco.&lt;br /&gt;Sai da lamentação de si própria e relembra as trágicas bodas de Paris e Helena, a desgraça de todo um povo! Evoca os rios do Hades, Cócito e Aqueronte, onde em breve, sabe, irá cantar as profecias. Visão contraposta ao rio Escamandro, onde brincou em criança.&lt;br /&gt;Nesse momento o coro se apercebe que Cassandra vaticina sobre si própria, e a ira de Apolo se manifesta em ódio tão violento quanto a entrega às musas do seu companheiro Dioniso que a levará a morte, não sem o sofrimento da profetiza, pois esta vê a sua própria queda 1334. O coro fala de um possível espírito maligno a se apoderar da prisioneira, constrangendo-a a derramar lágrimas em confronto com a iminente morte 1340. Ao farejar homicídios antigos, intui a sua própria morte. Vê as Fúrias, num canto de morte, cantar as primeiras mortes da família. Para dizer que estará a dizer correctamente, usa a metáfora do arqueiro, que acerta o alvo, alusão a Apolo.&lt;br /&gt;Cassandra pede a confirmação ao Corifeu sobre a história da família e o Corifeu fica impressionado com a precisão 1370. Então Cassandra confessa o seu dom de profetiza, dom de Apolo, pelo seu ardente amor por ela. O Corifeu quis saber se os ritos amorosos foram praticados e Cassandra diz que prometeu e não cumpriu. E que então caiu em descrédito. Ela inclusive vaticinou a queda de Tróia, também relatado na Eneida, de Virgílio.&lt;br /&gt;Subitamente, Cassandra volta a agitar-se, volta a ser dominada pelo delírio e vê nitidamente o modo como Agamémnon morrerá, depois da visão das crianças de Tiestes mortas 1395. Cassandra já não se preocupa se lhe dão crédito, pois sabe que no cume dos delírios não a compreendem 1420. E diz ao Corifeu que este a reconhecerá, dentro de instantes, profetiza, pois também ela vai morrer. O Corifeu já tinha compreendido a parte do banquete de Tiestes a comer os seus próprios filhos, mas sobre o resto tem dúvidas 1430. E a confirmação da morte de Agamémnon obtém-se em 1434.&lt;br /&gt;O Corifeu encontra-se um tanto perdido, pois a partir da sua posição apolínea não compreende planos criminosos. Cassandra diz falar bem a língua helénica e o Corifeu responde que também a Pitonisa, mas ninguém a compreende1443. Segundo Loraux, Ortos é relativo à correcção do movimento apolíneo, sob uma música direita e orthos é o grito alto, como o grito de guerra que mete medo ao adversário. Apolo se aproxima dos gritos do luto, Iakkos, também relativo a um verbo que apresenta Dioniso nos mistérios de Elêusis. Para os gregos Iakkos apresenta duas características: o nome era evocado de modo alto e em repetição infinita, promovendo deste modo um aumento na disposição musical. Os gregos tinham presente, como já disse, que Dioniso ainda embrião recebeu a luminosidade de Zeus em toda a sua potencialidade, quando ainda se encontrava na barriga da mãe.&lt;br /&gt;No grito Evohé, um grito báquico, Apolo transparece como uma visão imediata de Dioniso, como em Sófocles no stasimon de Édipo rei. Põe em evidência duas correntes fundamentais: a imitação do mundo das imagens e a imitação do mundo da música, ganhando preponderância, o segundo, Cassandra vê fogo a avançar sobre ela e decide partir o ceptro de profetiza e se livrar das insígnias de Apolo, fitas, que a distinguia 1455. E diz claramente ser Apolo o seu maior inimigo, por amá-la é o causador da sua morte. Mata aquela que ele próprio inspirou, depois de tantas provações sofridas 1468. Cassandra é a carpideira de Apolo manifestando uma estrutural impossibilidade de comunicação, embora num longo diálogo, engendrando uma reflexão, segundo Loraux, meta-teatral. Schiller discorre sobre o carácter reflexivo da poesia sentimental que aponta para uma idealidade no infinito que não é, de todo em todo alcançada. Cassandra é uma profetiza virgem e apolínea incapaz do preceito délfico "Conhecer-se a si próprio", onde a pergunta inquietante é porque gemer em nome de Lóxias? Este momento é o de um Apolo que mete medo.&lt;br /&gt;No mesmo seguimento profético, vê Orestes chegando para vingar o seu amado pai 1472. E aceita o seu destino com firmeza 1490. Pois sabe que lutas não a salvará 1500. Na primeira tentativa de entrar no palácio, recua com expressão de horror, pois sente o cheiro de sangue que de lá vem. O Corifeu diz ser dos sacrifícios, e lembra-lhe da existência de incensos sírios. E outra vez encaminha-se para o palácio e torna a recuar e pede aos anciãos que sejam testemunhas do que se vai passar, referindo-se a sua morte e a de Agamémnon. Pede ao Sol que dê destino igual aos inimigos, assassinos de uma escrava, presa fácil. Lamenta-se da sorte dos mortais, triste sorte 1525.&lt;br /&gt;Neste momento o coro reflecte a situação humana, o facto de não estar em situação de poder gabar-se de haver destino isento de tristezas 1445. Ouve-se o grito de morte de Agamémnon e a métrica dos versos sofre um aumento, enquanto o Corifeu pede silêncio. E ouve-se Agamémnon queixar-se de novo ferimento.&lt;br /&gt;O coro sabe da morte consumada e começa a deliberar sobre o que fazer e as opiniões são diversas. E nesta equivocidade uns dizem da impossibilidade de poder afirmar, apenas por ouvir gritos, a morte de alguém, o que impossibilita uma decisão.&lt;br /&gt;Abrem-se as portas do palácio com a iminência dos anciãos entrarem. Vêem-se os corpos do rei e da princesa de Tróia, e Clitemnestra tem as mãos e o rosto manchados de sangue. Clitemnestra se ufana de seus planos e seus actos, dizendo ser esta a sua missão 1590. Emaranhou o rei numa rede e depois o golpeou duas vezes. No terceiro golpe, o rei já estava morto, mas o fez em homenagem a Zeus.&lt;br /&gt;O Corifeu espanta-se com a arrogância de Clitemnestra, apontando-a num acto injusto. O coro indaga sobre que erva má terá ela ingerido para pensar ter assassinado o marido justamente, 1625-1630. É ameaçada de banição, exílio. Aos olhos do coro Clitemnestra é uma desvairada. Clitemnestra diz que sua justiça é vingar a sua própria filha. A morte é em nome do amor que nutria pela adorável Ifigénia. E diz também ter vingado as crianças inocentes, irmãs de Egisto, mortas por Atreu.&lt;br /&gt;O coro se preocupa com o funeral de Agamémnon, mas Clitemnestra afasta-o dizendo-lhe que tais cerimónias não lhe compete. Egisto aparece e lembra a desgraça dos irmãos pequenos, pois ele foi o único que se salvou, e diz ter sido um agente da justiça ao planear a morte do primo 1880. O coro fala do ódio do povo, que Egisto não escapará. Egisto responde mostrando-lhe o lugar inferior e a possível tortura de fome e prisões que os inferiores estão sujeitos 1885. O Corifeu acusa-o na sua covardia de apenas tramar e não consumar o acto 1915. Egisto admite que era muito mais fácil ser Clitemnestra a fazê-lo, pois ele era suspeito.&lt;br /&gt;Egisto cansa-se e põe os soldados contra os anciãos. Clitemnestra intervém dizendo que ambos terão o poder suficiente para por em ordem a situação sem ter que dar ouvidos aos velhos e entram para o palácio.&lt;br /&gt;É Aristóteles o primeiro a estruturar o estudo da tragédia e da poesia em geral. E um dos momentos do seu pensamento que aqui nos importa directamente é que a tragédia deve imitar casos que suscitem o terror e a piedade, pois tal é o próprio fim da tragédia. A piedade tem lugar naquele que é infeliz sem o merecer, mas não pode ser em homens muito bons que passem da boa para a má fortuna, pois Agamémnon não era assim tão bom. Mas de facto tinha a seu favor o facto de ter vencido a guerra, quando era o chefe de expedição e o próprio facto de ter sido o líder revelava o seu poderio militar. Neste sentido, ele merecia ser bem recebido, e a sua morte no regresso, causa terror e piedade, comete a insolência em pisar tapetes reservados aos deuses, a &lt;em&gt;hubris&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-6691558532876751373?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/6691558532876751373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=6691558532876751373' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/6691558532876751373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/6691558532876751373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/10/cassandra-profetiza-de-apolo-ao.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-5453827900858790208</id><published>2007-09-16T23:15:00.000+02:00</published><updated>2007-09-17T00:05:32.724+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#993399;"&gt;Acho que fui a última pessoa a entrar na era dos SMS. Fui bombardeada por mensagens, em agosto, por pessoas aparentemente desconhecidas. Também podem muito bem ser a mesma pessoa desdobrada em cartões diferentes. Foi um verão picante de comunicações kafkianas, às vezes com algum sentido de humor e amorosas. Acho que nunca saberei de quem se trata embora tivessem se identificado com nome e profissão. O que nunca foi dito é como ficaram a saber o meu número, o que me faz suspeitar ser uma pessoa muito querida e próxima do coração. Mistério! Sinto-me incompetente, devo contratar Sherlock Holmes. Enverguei um flair play mal amanhado e mandei muitos SMS de volta, consegui um grande stress e agora sei menos do que sabia sobre muitos assuntos. Inexperiente em SMS deram-me um grande olé, e já não posso ver um telemóvel a frente. Não sei porque, não sei como provar, mas desconfio muito de uma pessoa, por sinal gosto muito dela, mas não se aproxima de mim nos parâmetros normais o que insufla minha incapacidade para resolver enigmas. Que sorte a minha!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-5453827900858790208?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/5453827900858790208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=5453827900858790208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5453827900858790208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5453827900858790208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/09/acho-que-fui-ltima-pessoa-entrar-na-era.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-8470186837364800207</id><published>2007-09-09T23:56:00.000+02:00</published><updated>2007-09-17T00:11:38.332+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#663300;"&gt;Mais um domingo na festa do Avante, como nos últimos anos, a acompanhar minha amiga comunista, Clélia. Uma fartura à chegada, o dircurso a começar, mas continuamos a andar e a ouvi-lo aos bocados entre um e outro interesse. Jantamos na barraca do PT, Partido Trabalhador brasileiro, com direito à fotografia do Lula, tão bem produzida que já parece um magnata. Sim Senhor Presidente, já faz uma boa figura no retrato! Perdeu o aspecto de proletariado, que também tinha o seu lugar. Comemos uma feijoada brasileira, diga-se carioca, pois cada Estado tem a sua e na Bahia é com feijão mulato. Estava boa e era mesmo o que eu senti merecer! Comprei umas sandálias marroquinas que vi o momento de o marroquino me bater! O pé direito era excelente e esquerdo tinha alças folgadas, quis misturar os pares e ele não gostou muito, mas acabei fazendo o que quis, pois ele não tinha um feitio pior que o meu. Ele lá teve que fechar os olhos. Maneira artesanal de fazer sandálias dá nisto, o público europeu exigente vê defeitos! A seguir comprei chá de mirtilo, passeamos, vimos livros , um pouco de música ...e minha amiga continua a não entender a minha falta de consistência política, enfim tenho olhos para a totalidade, tenho sede de absoluto, &lt;em&gt;partidos&lt;/em&gt; é como comer um pedaço de bolo e dizer que foi a festa! Mas tenho que admitir que em certos momentos um partido, uma tendência pode ser uma defesa pessoal. Certa vez, consumindo-me entre não querer ser aceite para uma determinada situação e não saber o que fazer, encontrei a solução vestindo uma t-shirt do Che, santo remédio, fui excluída sem delongas!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-8470186837364800207?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/8470186837364800207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=8470186837364800207' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8470186837364800207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8470186837364800207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/09/mais-um-domingo-na-festa-do-avante-como.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-3425270083871737553</id><published>2007-08-26T14:45:00.000+02:00</published><updated>2007-08-26T15:02:39.737+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;muda-se o ser, muda-se a confiança;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;todo o mundo é composto de mudança,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;tomando sempre novas qualidades.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;Continuamente vemos novidades,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;diferentes em tudo da esperança;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;do mal ficam as mágoas na lembrança,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;e do bem (se algum houve), as saudades.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;O tempo cobre o chão de verde manto,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;que já coberto foi de neve fria,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;e, em mim, converte em choro o doce canto.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;E, afora este mudar-se cada dia,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;outra mudança faz de mor espanto,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;que não se muda já como soía.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;                                 &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Luis de Camões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-3425270083871737553?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/3425270083871737553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=3425270083871737553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3425270083871737553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3425270083871737553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/mudam-se-os-tempos-mudam-se-as-vontades.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-6834001206285883493</id><published>2007-08-23T00:25:00.000+02:00</published><updated>2007-08-23T00:30:01.025+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rsy4mEJj5OI/AAAAAAAAAGc/joLzIHRvErI/s1600-h/img165.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101655441992312034" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rsy4mEJj5OI/AAAAAAAAAGc/joLzIHRvErI/s400/img165.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Salvador, maio de 1980&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-6834001206285883493?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' 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url='http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rsy4mEJj5OI/AAAAAAAAAGc/joLzIHRvErI/s72-c/img165.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-90334078168033117</id><published>2007-08-21T15:17:00.000+02:00</published><updated>2007-08-21T15:22:11.775+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rsrm6UJj5MI/AAAAAAAAAGM/Tx5E7qVOJgc/s1600-h/Imagem+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101143417466119362" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rsrm6UJj5MI/AAAAAAAAAGM/Tx5E7qVOJgc/s400/Imagem+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-90334078168033117?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' 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/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/3239334666431023177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=3239334666431023177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3239334666431023177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3239334666431023177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/blog-post_21.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rsrk_UJj5LI/AAAAAAAAAGE/zltAA_JBuJA/s72-c/Imagem+032.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-7084302867300341825</id><published>2007-08-16T00:15:00.000+02:00</published><updated>2007-08-16T00:19:25.319+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;INSCRIÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#663300;"&gt;&lt;em&gt;Sofia de Mello Breyner Andresen&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Quando eu morrer voltarei para buscar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Os instantes que não vivi junto do mar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-7084302867300341825?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/7084302867300341825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=7084302867300341825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7084302867300341825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7084302867300341825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/inscrio-sofia-de-mello-breyner-andresen.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-2720255838148532484</id><published>2007-08-14T00:01:00.000+02:00</published><updated>2007-08-27T00:48:03.330+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;PENSAR POR SI PRÓPRIO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que quer Kant dizer com isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kant preocupa-se com os princípios da perfeição lógica do pensamento ou os princípios de exclusão da possibilidade de erro. A perfeição lógica do pensamento ainda não traz o conhecimento completo, mas visa alcançar uma perspectiva em que as regras de sua própria construção não sejam adulteradas. Portanto isto inclui não ultrapassar a própria perspectiva, ou seja nada fixar quando não há condições para tal. Deste modo tal perspectiva deverá permanecer aberta, o que os gregos diriam: uma &lt;em&gt;epoché&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O pensar deve ser esclarecido, alargado e consequente. Pensar esclarecido é pensar por si próprio, o pensar alargado passa pelo transporte ao pensamento do outro. O pensar consequente é ter em atenção as possíveis derivações e inferências num juízo. Um juízo deve ser feito na verificação do seu fundamento,portanto o importar um juízo alheio deve acompanhar-se da verificação do seu fundamento, e se ele não for importado também não significa que seja já fundamentado. A emissão de um juízo deve ser acompanhada de um fundamento que garanta a sua apodicticidade, ou seja que esteja excluída a possibilidade de ser de outro modo, estar na posse do estado de coisas a que ele é relativo.&lt;br /&gt;Quem é o outro do juízo no pensar alargado? É o outro modo de pensar que pode ser alheio ou do próprio. Uma explicitação de uma implicação do primeiro. Trata-se da consideração das alternativas, ou seja estar aberto a alternativas possíveis. A perspectiva alheia interessa como possível perspectiva própria. Então a verificação do fundamento não é perfeita se não estiver sujeita às concorrentes. A ponderação para ser crítica tem que ter em consideração a totalidade das alternativas, tem de estar nas fronteiras de si mesmo, a farejar a possibilidade de ser de outro modo.&lt;br /&gt;Será possível emitir algum juízo?&lt;br /&gt;Estamos na efectividade de juízos provisórios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;(migalhas das aulas de Ontologia&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-2720255838148532484?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/2720255838148532484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=2720255838148532484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/2720255838148532484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/2720255838148532484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/pensar-por-si-prprio-o-que-quer-kant.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-5088854417785240304</id><published>2007-08-12T14:26:00.000+02:00</published><updated>2007-08-16T00:21:19.151+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;GUIGA DE "PÉS VELOZES"&lt;br /&gt;Para Guilherme Reis Falcão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, Guiga era o menino mais rápido da escola, pois chegava sempre em primeiro lugar nas brincadeiras de correr. Guardava com orgulho os troféus e medalhas de campeão conquistados nos torneios . Títulos conseguidos com empenho e habilidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era muito rápido em tudo ! Só andava a correr e chegava cedo a todos os sítios. Era também o primeiro a acabar os trabalhos da escola. Sabe-se lá a qualidade com que os terminava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fins-de-semana eram passados no campo e adorava saltar ao redor das árvores, ao sabor dos ventos, pois sabia tirar partido das correntes de ar. Guiga competia com as rajadas mais fortes! Também corria com outras crianças à volta do campo de futebol, enquanto se aqueciam para uma partida. Durante o jogo era sempre o primeiro a marcar golos. Era assim o mais importante do clube e, portanto, um atleta muito disputado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8Ad2mEWaI/AAAAAAAAAFU/smbhXhjYKDE/s1600-h/img079.jpg"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097793816078080418" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8Ad2mEWaI/AAAAAAAAAFU/smbhXhjYKDE/s400/img079.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a sorte que costumava estar do seu lado um dia escapou-lhe e Guiga teve de enfrentar a dureza do momento. Durante uma jogada arriscada, confrontou-se com um adversário e magoou um calcanhar. O jogo ainda estava no princípio, mas teve de ser interrompido. Que azar! Logo na primeira eliminatória do torneio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guiga que nunca tinha andado devagar na sua vida, foi obrigado a voltar para a casa lentamente, o que foi muito difícil . Andar devagar era demasiado monótono para uma criança com uma energia como a sua. Ele era tão possante que até Homero o teria confundido com Aquiles, o herói grego, pois parecia uma estrela, ao correr pela planície em busca de Heitor, o príncipe troiano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8BO2mEWbI/AAAAAAAAAFc/w82Ll5Cu75Y/s1600-h/img077.jpg"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097794657891670450" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8BO2mEWbI/AAAAAAAAAFc/w82Ll5Cu75Y/s400/img077.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho, que sempre foi curto para Guiga, agora parecia muito comprido e difícil de percorrer. .. e tão cedo não poderia voltar a jogar. Era necessário saber viver com a nova situação. Por um instante, Guiga ficou pensativo a olhar a Natureza. Começou a sentir a vida exuberante em toda a parte! Desfrutava agora de um prazer diferente, ao mesmo tempo profundo e intenso, e respirava calmamente para encontrar o modo de conviver com a novidade. A surpresa fez-lhe perder a cor, tornando-o quase transparente e difícil de ser visualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8B0mmEWcI/AAAAAAAAAFk/tlZMrilVmPE/s1600-h/img076.jpg"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097795306431732162" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8B0mmEWcI/AAAAAAAAAFk/tlZMrilVmPE/s400/img076.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sapo mais colorido olhou para aquele menino quase incolor e começou a coaxar com insistência. Só deixou de fazer barulhos de sapo quando se apercebeu que a falta de cor do Guiga supunha um misto de dor e confusão pelo encontro com tantos bichos. De modo que o sapo colorido, movido por um sentimento súbito de simpatia e solidariedade, ofereceu a Guiga um exemplar do mais belo livro de histórias dos sapos da Amazónia. O sapo colorido tinha justamente acabado de reeditar esta celebridade para que todas as rãs, sapos e pererecas tivessem a rica instrução da verdade da origem dos sapos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8CKmmEWdI/AAAAAAAAAFs/f1VXb793adY/s1600-h/img075.jpg"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097795684388854226" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8CKmmEWdI/AAAAAAAAAFs/f1VXb793adY/s400/img075.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guiga, agradecido, sem perceber muito bem o que se passava à sua volta, e com dificuldade para caminhar, via que tudo aquilo era muito bonito e importante. Era delicioso desdobrir o mundo, ainda que pudesse encontrar sapos ora enfezados, ora generosos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admirava-se com as acrobacias das borboletas, os variados cheiros das flores, os diferentes tamanhos dos grilos e tantas cores de sapos! E agora de calcanhar magoado, um pequeno Aquiles amuado, iria se entregar à leitura para descobrir muito sobre o seu novo amigo sapo ou simplesmente mergulhar nos seus mistérios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8Cq2mEWeI/AAAAAAAAAF0/iK3-mYChnBA/s1600-h/img074.jpg"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097796238439635426" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8Cq2mEWeI/AAAAAAAAAF0/iK3-mYChnBA/s400/img074.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apercebeu-se de que a beleza tinha várias formas e de que era preciso tempo para apreciá-la. Descobrira o privilégio de saber observar. E isto parecia bem melhor do que ser o mais rápido. Sabia que deveria conhecer tudo isto em pormenor. Talvez conseguisse captar muitas das evoluções mais expressivas dos seres. Queria descobrir as misteriosas transformações de todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler e pensar poderiam ser os mais seguros passos para compreender… Que bela prenda e que belo aviso o sapo colorido lhe dera! Pensou que, se queria apreciar a beleza das flores,dos bichos, das pedras…já não poderia andar tão depressa. Cada ser é muito mais do que aquilo que podemos julgar. Decidiu que, daquele momento em diante, só correria quando fosse necessário. Queria, desde já, estar diante da possibilidade de uma nova descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8DMmmEWfI/AAAAAAAAAF8/Zj1aY77jh8Y/s1600-h/img073.jpg"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097796818260220402" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8DMmmEWfI/AAAAAAAAAF8/Zj1aY77jh8Y/s400/img073.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dava início a um tempo de recolhimento, de abrir o coração aos outros e repensar o modo de viver a vida. E foi dessa maneira nova de viver que Guiga recuperou a sua cor.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-5088854417785240304?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/5088854417785240304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=5088854417785240304' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5088854417785240304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5088854417785240304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/guiga-de-ps-velozes-para-guilherme-reis.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr8Ad2mEWaI/AAAAAAAAAFU/smbhXhjYKDE/s72-c/img079.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-7933119549157897874</id><published>2007-08-12T00:07:00.001+02:00</published><updated>2007-08-12T00:14:28.822+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr40qGmEWZI/AAAAAAAAAFM/rwuR5KhiCoQ/s1600-h/img147.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr40qGmEWZI/AAAAAAAAAFM/rwuR5KhiCoQ/s400/img147.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097569726159411602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-7933119549157897874?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/7933119549157897874/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=7933119549157897874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7933119549157897874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7933119549157897874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/blog-post_12.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rr40qGmEWZI/AAAAAAAAAFM/rwuR5KhiCoQ/s72-c/img147.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-7880870545392713504</id><published>2007-08-12T00:07:00.000+02:00</published><updated>2007-08-12T00:10:25.837+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;                                    IMPRESSÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;à beira&lt;br /&gt;o desespero encanta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;insónia&lt;br /&gt;tentações voláteis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao lado&lt;br /&gt;a angústia pisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um certo&lt;br /&gt;sonho flautista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao centro&lt;br /&gt;a solidão embala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saudade do artista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de dentro&lt;br /&gt;a esperança imprime&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   um sopro&lt;br /&gt;                   ou ânsia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um poema&lt;br /&gt;um beijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o ser amado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não vá o tempo&lt;br /&gt;escoar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-7880870545392713504?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/7880870545392713504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=7880870545392713504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7880870545392713504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7880870545392713504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/impresso-beira-o-desespero-encanta.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-8961240056183435745</id><published>2007-08-05T21:51:00.000+02:00</published><updated>2007-08-05T22:28:13.723+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;OS ACROBATAS&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vinícius de Moraes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Subamos!&lt;br /&gt;Subamos acima&lt;br /&gt;Subamos além, subamos!&lt;br /&gt;Com a posse física dos braços&lt;br /&gt;Inelutavelmente galgaremos&lt;br /&gt;O grande mar de estrelas&lt;br /&gt;Através de milênios de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subamos!&lt;br /&gt;Como dois atletas&lt;br /&gt;O rosto petrificado&lt;br /&gt;No pálido sorriso do esforço&lt;br /&gt;Subamos acima&lt;br /&gt;com a posse física dos braços&lt;br /&gt;E os músculos desmesurados&lt;br /&gt;Na calma convulsa da ascensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, acima&lt;br /&gt;Mais longe que tudo&lt;br /&gt;além, mais longe que acima do além!&lt;br /&gt;Como dois acrobatas&lt;br /&gt;Subamos, lentíssimos&lt;br /&gt;lá onde o infinito&lt;br /&gt;De tão infinito&lt;br /&gt;Nem mais nome tem&lt;br /&gt;Subamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tensos&lt;br /&gt;Pela corda luminosa&lt;br /&gt;Que pende invisível&lt;br /&gt;E cujos nós são astros&lt;br /&gt;Queimando nas mãos&lt;br /&gt;Subamos à tona&lt;br /&gt;Do grande mar de estrelas&lt;br /&gt;Onde dorme a noite&lt;br /&gt;subamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu e eu, herméticos&lt;br /&gt;As nádegas duras&lt;br /&gt;A carótida nodosa&lt;br /&gt;Na fibra do pescoço&lt;br /&gt;Os pés agudos em ponta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no espasmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando&lt;br /&gt;Lá, acima&lt;br /&gt;Além, mais longe que acima do além&lt;br /&gt;Adiante do véu de Betelgeuse&lt;br /&gt;Depois do país de Altair&lt;br /&gt;Sobre o cérebro de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num último impulso&lt;br /&gt;Libertados do espírito&lt;br /&gt;Despojados da carne&lt;br /&gt;Nós nos possuiremos&lt;br /&gt;E morremos&lt;br /&gt;Morremos alto, imensamente&lt;br /&gt;IMENSAMENTE ALTO.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-8961240056183435745?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/8961240056183435745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=8961240056183435745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8961240056183435745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8961240056183435745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/os-acrobatas-vincius-de-moraes-subamos.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-4677305235099810503</id><published>2007-08-05T16:03:00.000+02:00</published><updated>2007-08-05T16:05:25.415+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RrXY_2mEWYI/AAAAAAAAAFE/2bmeD4OweRE/s1600-h/img158.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RrXY_2mEWYI/AAAAAAAAAFE/2bmeD4OweRE/s400/img158.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095217144938125698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Namur, 1980&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-4677305235099810503?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/4677305235099810503/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=4677305235099810503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4677305235099810503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4677305235099810503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/namur-1980.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RrXY_2mEWYI/AAAAAAAAAFE/2bmeD4OweRE/s72-c/img158.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-5558067328465446618</id><published>2007-08-05T00:51:00.000+02:00</published><updated>2007-08-05T01:05:07.791+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Enamoramento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    a fulano ou sicrano, ou melhor: a beltrano              &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Abraçavam-se quase imobilizados de um desejo concentrado no membro rijo mesmo à beira do sexo dela, imobilidade que potencializava a sexualidade transbordante por uma longa espera. A temporalidade do momento emanava uma cintilação de cura profunda. Uma harmonia se expandia daqueles corpos nus, muito unidos, suados, amados numa entrega de uma paixão alicerçada por um amor que define um verdadeiro encontro. Depois do clímax da entrega dos corpos permaneceram unidos e a harmonia tomava nova densidade saltando para fora do sonho e inundava a escuridão do quarto. Era uma nova força a que recebera e parecia que veio para sempre. Ela sorriu de alegria e tornou a abraçar o seu gato que recebia, deliciado, toda aquela energia benfazeja. Tinha sonhado com ele e a atmosfera que trazia para a realidade era de reconciliação consigo própria permitindo a continuação de um sonho reparador, feliz, sempre abraçada ao seu gato que com ela dorme todas as noites. A atmosfera amorosa acompanhou-a durante alguns dias de modo notório e reparador. As próximas vezes que se viram tinham um namoro tácito, isento de palavras e muito carinho doado em momentos dispensados ao toque da visualização um do outro. Moíam-se debaixo do calor de um sol ardente numa esplanada pouco protegida, mas que lhes permitia uma intimidade demorada para se olharem sempre que quisessem, ainda que sob um pudor de não mostrar ao outro de modo bruto a evidência do interesse. E a ingenuidade do disfarce, que nada esconde, servia-lhes para saborear a presença do outro de forma requintada e ir sentindo as transformações que no íntimo se vai operando quando o amor quer deixar de ser incerto e pede uma morada absoluta, em liberdade. Ela sentia-se no vórtice de um jorro afectivo, e senhora de si olhava-o com um pouco mais de desprendimento, queria colaborar com uma decisão encorajante, para que ele pudesse captar o progresso de uma estabilidade desejada. Nesta atmosfera aconchegante ambos sentiam-se tranquilos e receptivos e já apontava no horizonte emocional de ambos uma proximidade que em breve tomaria novos contornos. Ele já se preparava para partir, não sem dar a ela o tempo de preparação para algo de eficaz entre ambos. Ela acompanhava os movimentos dele e dava-se conta que estavam prestes a se olharem de modo muito verdadeiro, e de facto olharam-se e ele mostrou-se muito sincero, pois nos seus olhos desta vez não mostrava barreiras e chegava-lhe como um convite. Ela atrapalhou-se com tamanho brilho na emoção, que ofuscando-a revelou-a uma timidez que os impediram de seguir um rumo tão desejado e tão merecido.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-5558067328465446618?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/5558067328465446618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=5558067328465446618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5558067328465446618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5558067328465446618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/enamoramento-abraavam-se-quase.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-1591702937743873458</id><published>2007-08-04T14:40:00.000+02:00</published><updated>2007-08-04T14:45:31.411+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RrR01mmEWXI/AAAAAAAAAE8/1K0Pbn775JI/s1600-h/img159.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RrR01mmEWXI/AAAAAAAAAE8/1K0Pbn775JI/s400/img159.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094825542704978290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-1591702937743873458?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/1591702937743873458/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=1591702937743873458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1591702937743873458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1591702937743873458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/blog-post.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RrR01mmEWXI/AAAAAAAAAE8/1K0Pbn775JI/s72-c/img159.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-2261371430923904499</id><published>2007-08-04T01:09:00.000+02:00</published><updated>2007-08-04T01:29:39.269+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>IN HERBERTO HELDER&lt;br /&gt;OU O POEMA CONTÍNUO&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Minha cabeça estremece com todo o esquecimento.&lt;br /&gt;Eu procuro dizer como tudo é outra coisa.&lt;br /&gt;Falo, penso.&lt;br /&gt;Sonho sobre os tremendos ossos dos pés.&lt;br /&gt;É sempre outra coisa,uma &lt;br /&gt;só coisa coberta de nomes.&lt;br /&gt;E a morte passa de boca em boca&lt;br /&gt;com a leve saliva,&lt;br /&gt;com o terror que há sempre&lt;br /&gt;no fundo informulado de uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu agora mergulho e ascendo como um copo.&lt;br /&gt;Trago para cima esta imagem de água interna.&lt;br /&gt;-Caneta do poema dissolvida no sentido&lt;br /&gt;primacial do poema.&lt;br /&gt;Ou o poema subindo pela caneta,&lt;br /&gt;atravessando seu próprio impulso,&lt;br /&gt;poema regressando.&lt;br /&gt;Tudo se levanta como um cravo,&lt;br /&gt;uma faca levantada.&lt;br /&gt;Tudo morre o seu nome noutro nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema não saindo do poder da loucura.&lt;br /&gt;poema como base inconcreta de criação.&lt;br /&gt;Ah, pensar com delicadeza,&lt;br /&gt;Imaginar com ferocidade.&lt;br /&gt;porque eu sou uma vida com furibunda&lt;br /&gt;melancolia,&lt;br /&gt;com furibunda concepção. Com&lt;br /&gt;alguma ironia furibunda.&lt;br /&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-2261371430923904499?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/2261371430923904499/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=2261371430923904499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/2261371430923904499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/2261371430923904499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/in-herberto-helder-ou-o-poema-contnuo.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-3106772512880761712</id><published>2007-08-03T18:02:00.000+02:00</published><updated>2007-08-03T18:10:36.476+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O que fazer quando a vida empurra um indivíduo a funcionar no subliminar? Ter que traduzir o dito com o não dito é uma tarefa magnânima e arriscada! Até que ponto a poderosa imaginação alcança o momento alargado do verdadeiro local do outro? Vencer com sabedoria o egoísmo lógico alertado por Kant. O risco de evasão e confusão é enorme, mas também sem ela a vida ficaria encurralada em horizontes muito restritos. Viver é correr riscos, saber o que se quer e encontrar a audacia dos corajosos, ou então morrer na praia...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-3106772512880761712?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/3106772512880761712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=3106772512880761712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3106772512880761712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3106772512880761712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/o-que-fazer-quando-vida-empurra-um.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-9046655507330547821</id><published>2007-08-03T17:45:00.000+02:00</published><updated>2007-08-04T14:33:25.326+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Coro enquanto momento inaugural da tragédia, dança e canto em honra a Dioniso&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tragédia era inicialmente dança e canto coral em honra a Dioniso. Era executada por cantores que se vestiam ou mascaravam com peles de animais e se identificavam como seres divinos, tendo sua forma primitiva muito próxima da lírica que se desenvolve em géneros distintos pelo modo como assimila os mitos encontrados na poesia épica. O drama funda-se no tipo de transformação em que o coro representa as pessoas do mito, convertendo-se em actor. A tragédia, distanciando-se da lírica, estava ligada a uma única celebração religiosa, o culto a Dioniso e a representação do mito deu-se em forma dramática, que pouco a pouco foi se distanciando desta unilateralidade de culto. &lt;br /&gt;  Nietzsche propõe que olhemos para o cerne desse coro, sua origem religiosa. Pois a tradição diz-lhe de modo categórico que a tragédia surgiu do coro trágico e que era na origem apenas coro, e então devemos olhar para o cerne desse coro enquanto drama primordial. Por um lado, cita Schlegel com a interpretação de ser o coro a essência e o sumário de espectadores, o coro enquanto o espectador ideal, mas Nietzsche ressalta a dificuldade de encontrar analogias entre o público de teatro e o coro trágico. Decide-se pela visão de Schiller, uma muralha viva que protege o acontecimento em cena de qualquer interpretação que mine uma elevada forma de arte. Os sátiros, membros do coro, eram seres metamorfoseados e discípulos fiéis do seu deus, Dioniso.&lt;br /&gt; Para dar início a sua argumentação afirma que o verdadeiro espectador teria que ter a consciência permanente de que diante de si o que há é uma obra de arte, contra a ideia de que o coro trágico grego vê-se na obrigação de ver figuras reais em palco, considerando o deus em cena não menos real que a si próprio. Então a expressão de Schlegel sugere, contrariamente ao que Nietzsche pensa, que o mundo cénico produzisse um efeito não estético, mas sim físico e empírico. Para Nietzsche o espectador sem espectáculo é um conceito absurdo, assim como uma teoria que desse uma primazia ética e não uma primazia estética ao nascimento da tragédia. Um espectador, repito, tem a consciência, ou deveria tê-la, de que diante de si o que há é uma obra de arte. &lt;br /&gt; De facto é a Schiller, no prefácio a obra A noiva de Messina quem Nietzsche escuta quando este diz que considera o coro como uma muralha viva erguida pela tragédia à sua volta a fim de se apartar puramente do mundo real, mantendo o seu solo ideal e a sua liberdade poética. Está aqui descartada a hipótese de naturalismo. A partir da visão de Schiller o coro da tragédia originária, o coro dos sátiros se movimenta a um solo elevado em relação à realidade dos seres mortais. O espectador grego vê uma estrutura flutuante, uma ficção de um estado natural, onde o coro visto pelo espectador projecta uma visão, que por sua vez é a visão do deus Dioniso. O que o espectador vê é o coro em sua projecção dionisíaca, ora a delirar, ora a profetizar, indagar, dançar e cantar…A projecção dionisíaca do coro não é uma projecção arbitrariamente fantasiada, pois a projecção diz respeito à uma realidade de teor de credibilidade como a do Olimpo. O coreuta, este sátiro devoto do seu deus, vive uma religiosidade reconhecida e através dele fala a sabedoria dionisíaca da tragédia. Fala através de um espírito, espírito que é música, música que se encontra numa relação de anterioridade em relação à música civilizada, domada. Diz respeito a um elemento que a civilização não doma. Esta música, que é uma disposição que produz uma harmonia, não uma relação matemática perfeita, uma harmonia que contém algo de dissonante, que toma a forma de tragédia, que é uma força indomável, inseparável do luto e que faz dançar e cantar, promove uma leveza. É uma força com atmosfera de luto e que ao seu tempo produz tal leveza. Neste momento o espectador passa a conhecer algo ainda não notificado nas suas vidas quotidianas. Sofre uma supressão, uma suspensão do sentido habitual, perante o coro e a sua visão dionisíaca, visão que permite uma experiência afectiva ainda não experimentada de modo efectivo, de proximidade enigmática, pois que vê-se envolto de estranheza na movimentação mais própria das suas vidas, estranheza que faz quebrar as distâncias entre um ser humano e outro, algo no seu todo acontece que o envolve e lhe confere uma nova visão, um vislumbre na essência das coisas. Esse vislumbre é de algo ainda não suspeitado, que paralisa a acção, pois advém-lhe a evidência da impossibilidade de, com a acção humana, organizar um mundo saído dos eixos. Sem o envolvimento de um véu, algo que limite uma visão tão penetrante, parece impossível o agir. O agir é fragmentado pela sensação de impotência, da nulidade da força particular de um sujeito. Aristóteles fala de catarsis, este processo através do qual o espectador passa e Nietzsche acrescenta a consolação metafísica do herói, que sabe que vai morrer e, evidencia que, apesar da mutabilidade dos fenómenos, o fundamento das coisas é indestrutivelmente poderoso e pleno de prazer, o encontro com o deus. O coro é formado por sátiros, diz Nietzsche, que vive por detrás de toda a civilização, permanecendo inextinguíveis e sempre os mesmos. Esta visão não é dada sem mais, o estado dionisíaco é convulsivo, pois nele opera-se a destruição das habituais barreiras e limites da existência. Colli  chama a atenção por hoje estarmos rodeados pelo espectáculo, tudo hoje é espectáculo, e não apenas o teatro, o cinema, a televisão. Hoje também os homens de acção olham mais do que agem. Por essa razão ficamos aterrorizados, quando alguém consegue revelar o que foi a tragédia grega. De súbito percebemos que aquilo não era unicamente um ver, que aquele espectáculo era a essência do mundo, contagiante, sobrepondo-se aos objectos que acreditávamos serem reais. Se por um lado o grego perdia a capacidade de agir, não era por um problema de falta de penetração, mas sim um sentimento de impotência para modificar uma estrutura profunda que se dava ao olhar. A não acção do homem de hoje é por outro motivo, oposto, por não alcançar a penetração do grego e ficar-se mergulhado no mundo fenoménico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-9046655507330547821?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/9046655507330547821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=9046655507330547821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/9046655507330547821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/9046655507330547821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/08/o-coro-enquanto-momento-inaugural-da.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-1321963085772445142</id><published>2007-07-31T17:37:00.000+02:00</published><updated>2007-08-16T00:22:26.777+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;em&gt;QUAL O SEGREDO DA NATUREZA?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9YjGmEWRI/AAAAAAAAAEM/BcY1qxB4ixY/s1600-h/img088.jpg"&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093387063668267282" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9YjGmEWRI/AAAAAAAAAEM/BcY1qxB4ixY/s400/img088.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;O Jardim mais bonito da aldeia era também muito pequenino. Era o local preferido das crianças. Florisvaldo, o jardineiro, já estava muito velho e ao longo dos anos, cultivou o bom gosto. E nisto ele era excelente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é um jardineiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa que rega as plantas com regularidade. Isto também a chuva faz… Aquele que revolve a terra para que as raízes possam desempenhar melhor a sua função de procurar água e minerais. Revolver a terra também fazem as toupeiras, as minhocas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jardineiro será também aquele que poda, que tira as folhas secas e corta os ramos estragados, para que as flores possam desabrochar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jardineiro é, sobretudo, aquele que conhece todas as suas flores e Florisvaldo cumprimentava-as todos os dias. O BOM DIA era a atitude importante para transformar as suas flores nas mais vivas e mais fortes de toda a aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9ZV2mEWSI/AAAAAAAAAEU/8Jx84Pe-AmE/s1600-h/img087.jpg"&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093387935546628386" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9ZV2mEWSI/AAAAAAAAAEU/8Jx84Pe-AmE/s400/img087.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas crescidas também gostavam de lá ir passear, ler, respirar bom ar, ou simplesmente estar um bocado, antes ou depois do trabalho. As crianças brincavam “às escondidas” por entre os arbustos, enquanto as borboletas prolongavam a beleza das flores, desenhando no ar figuras abstractas de alegria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9aFmmEWTI/AAAAAAAAAEc/Scw7KTUuZNo/s1600-h/img089.jpg"&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093388755885381938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9aFmmEWTI/AAAAAAAAAEc/Scw7KTUuZNo/s400/img089.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria, como uma expressão de harmonia entre as pessoas, flores e bichos, fazia do pequeno jardim o lugar mágico da aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia ninguém que conseguisse permanecer triste naquele sítio. O perfume dos lírios penetrava os sonhos das pessoas e, quando elas sonhavam livremente, com a ajuda da natureza, passavam a conhecer-se melhor. O poder do sonho fortalece o espírito e é no retorno à realidade que isto se verifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jardineiro adorava trabalhar entre as flores, tão suaves e perfumadas! Mas, apesar da saúde que elas poderiam oferecer, Florisvaldo começou a sentir um cansaço inevitável. A idade já era avançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florisvaldo adoeceu e, durante uns tempos, não pôde continuar a cuidar e cumprimentar as suas flores. As margaridas, os crisântemos , as rosas, lírios e jasmins começaram a perder a força e a cor da beleza viva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9a8mmEWUI/AAAAAAAAAEk/_MuP8re_NLM/s1600-h/img085.jpg"&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093389700778187074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9a8mmEWUI/AAAAAAAAAEk/_MuP8re_NLM/s400/img085.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local mais bonito do lugarejo corria grande perigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era vital salvar o jardim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele lugar não era apenas um jardim bonito onde se ia passear ou brincar. Era, para além de tudo, um lugar encantado, que devolvia a harmonia a todos os seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças descobriram onde morava o jardineiro e os adultos acompanharam-nas. Os mais pequeninos deram-lhe beijos e os crescidos alimentos e afecto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9bpGmEWVI/AAAAAAAAAEs/JsgDOSy27U0/s1600-h/img084.jpg"&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093390465282365778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9bpGmEWVI/AAAAAAAAAEs/JsgDOSy27U0/s400/img084.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo Florisvaldo recuperou a saúde e pôde, então voltar ao cuidado do seu jardim. As flores logo arrebitaram ao sentir a generosidade da sua presença. Os pássaros chilreavam com vôos rápidos ao redor do jardineiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pequena nuvem, para mostrar o seu carinho e bom humor, mandou-lhe um pouco de chuva. O sol sorriu em intensos raios prontamente, e o pequeno jardim voltou a ser o que era, e ainda mais frequentado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças estavam muito atentas, enquanto os adultos perguntavam pelo belo segredo da natureza. Todos compreenderam, com a ajuda do jardineiro, que a beleza é eterna enquanto existe reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vive-se o reconhecimento na alegria que sentimos quando comunicamos com as flores, como faz Florisvaldo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9cMGmEWWI/AAAAAAAAAE0/go4wEukQW-c/s1600-h/img082.jpg"&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093391066577787234" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9cMGmEWWI/AAAAAAAAAE0/go4wEukQW-c/s400/img082.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As flores fazem-nos o favor de trazer o belo para bem perto de nós e, amando-as, permitimos que elas continuem belas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-1321963085772445142?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/1321963085772445142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=1321963085772445142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1321963085772445142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1321963085772445142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/07/qual-o-segredo-da-natureza-o-jardim.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rq9YjGmEWRI/AAAAAAAAAEM/BcY1qxB4ixY/s72-c/img088.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-7997951668006665755</id><published>2007-07-28T22:31:00.000+02:00</published><updated>2007-07-28T22:32:48.414+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqun3GmEWNI/AAAAAAAAADs/Qxvru0BvFY0/s1600-h/img154.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqun3GmEWNI/AAAAAAAAADs/Qxvru0BvFY0/s400/img154.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092348368777402578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-7997951668006665755?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/7997951668006665755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=7997951668006665755' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7997951668006665755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7997951668006665755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/07/blog-post_28.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqun3GmEWNI/AAAAAAAAADs/Qxvru0BvFY0/s72-c/img154.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-838133018791029641</id><published>2007-07-28T00:55:00.000+02:00</published><updated>2007-07-29T14:33:22.620+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O MENINO POBRE E O CÃOZINHO ADIVINHAS&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqp-H2mEWHI/AAAAAAAAAC8/mwTK7lyPhPE/s1600-h/img059.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqp-H2mEWHI/AAAAAAAAAC8/mwTK7lyPhPE/s400/img059.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092021002075134066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Havia um menino que morava num vale deserto. Ele tinha apenas cinco anos,  mas já gostava de saber, de aprender com as pessoas e com a natureza à sua volta. Não tinha memória da verdadeira cor das coisas pois desde que nasceu, a seca já se encontrava instalada, e aquele tom desbotado não era o tom original da vida. Tudo ao seu redor tinha sempre uma cor acastanhada, com poucos vestígios de verde.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Também não tinha televisão e por isso não desejava brinquedos sofisticados, como acontece com aquelas crianças estimuladas pela publicidade. Ele tinha um cão, o seu único e verdadeiro amigo. O cãozinho acompanhava-o em todas as caminhadas e chamava-se Adivinhas, porque adivinhava todos os desejos do menino. O menino precisava de aprender muitas coisas, pois ainda não tinha idade para ir à escola, mas já sabia que quando crescesse, se tornaria um sábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqtm12mEWLI/AAAAAAAAADc/TfipW2kVZ_U/s1600-h/img056.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqtm12mEWLI/AAAAAAAAADc/TfipW2kVZ_U/s400/img056.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092276879046760626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com o Adivinhas, gostava de imaginar e de pensar no tempo da sabedoria, pois com frequência brincava com a imaginação e nela chegava a muitos sítios nunca visitados. O cãozinho era muito orgulhoso do seu pequeno dono, de ideias tão grandiosas. O menino andava muito triste por não saber como alcançar os seus intentos. A falta de chuva não permitia que o solo fizesse germinar um caroço de ameixa, que até então guardava na algibeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqyFPGmEWQI/AAAAAAAAAEE/Jk0MwMA2Io8/s1600-h/img058.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqyFPGmEWQI/AAAAAAAAAEE/Jk0MwMA2Io8/s400/img058.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092591773164001538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre acompanhado do seu cãozinho, cavava todas as semanas um novo buraco na terra seca, onde colocava o seu caroço de ameixa. Afagava uma grande esperança de ter uma amiga árvore que lhe desse sombra, frutos e muitos conhecimentos.&lt;br /&gt;Não conseguia bons resultados. Ali nada crescia, nada florescia e não havia nuvens que pudesse enviar água de chuva… Adivinhas era um verdadeiro amigo, pois o facto de adivinhar os desejos do menino indicava uma proximidade. E a proximidade entre ambos não era apenas física, era, principalmente, uma proximidade do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqqBvmmEWKI/AAAAAAAAADU/28MAZFQk0No/s1600-h/img040.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqqBvmmEWKI/AAAAAAAAADU/28MAZFQk0No/s400/img040.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092024983509817506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar perto do coração é o melhor que nos pode acontecer, os seres que se querem bem tornam-se semelhantes, pois, de algum modo, fundem-se como se fossem apenas um. Os desejos do menino inquietavam Adivinhas, pois também este conhecia a realidade da seca. Sempre que fazia xixi assistia à sua evaporação em menos de cinco minutos…O cãozinho até dava piruetas para entreter o menino, mas a proximidade dotou-o de superiores dons.&lt;br /&gt; Num determinado instante o cão ficou imóvel, embora inquieto, e começou a ladrar em direcção ao alto de uma montanha. O menino, então, subiu-a acompanhado do cão. Precisava de pensar. Achou que era bom chorar e pedir aos anjos que pedissem a Deus que o ajudasse na realização dos seus projectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no alto da montanha, os sentimentos eram muito grandes dentro do menino. Lá em baixo, tudo parecia muito pequenino, principalmente a sua árvore, que nunca nasceu. O menino chorou uma tarde inteirinha junto do cãozinho, que também chorava muito, porque queria ajudá-lo a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqp_32mEWJI/AAAAAAAAADM/xaMEqa4IAV8/s1600-h/img042.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqp_32mEWJI/AAAAAAAAADM/xaMEqa4IAV8/s400/img042.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092022926220482706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas aquelas lágrimas despertaram a montanha, que passou a jorrar do seu íntimo água pura, de uma fonte que esteve sempre lá, a espera de ser convocada! O menino e o cão ficaram muito admirados com todo aquele acontecimento! Desceram depressa a montanha molhados de seu novo riacho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando cá abaixo, encontraram a tão desejada árvore, prestes a nascer. E o menino ficou, então, mais feliz  do que algum dia pudera imaginar, porque tinha um cãozinho que lhe adivinhava os desejos, uma árvore frondosa com galhos fortes para o baloiço, e, o que era mais surpreendente, um lindo e pequeno rio para mergulhar. É verdade que Advinhas também precisava de uns bons banhos, para livrar-se das pulgas…&lt;br /&gt;E assim, cuidando do seu cão, respeitando e brincando com a sua árvore, o menino aprendia e perguntava ao rio tudo o que considerava importante.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqtn0mmEWMI/AAAAAAAAADk/94-XTk5u6pA/s1600-h/img043.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqtn0mmEWMI/AAAAAAAAADk/94-XTk5u6pA/s400/img043.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092277957083551938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rio tudo sabia responder-lhe, porque tinha nascido da sua natureza mais profunda.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-838133018791029641?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/838133018791029641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=838133018791029641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/838133018791029641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/838133018791029641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/07/o-menino-pobre-e-o-cozinho-adivinhas.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rqp-H2mEWHI/AAAAAAAAAC8/mwTK7lyPhPE/s72-c/img059.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-4484564405349807231</id><published>2007-07-28T00:32:00.000+02:00</published><updated>2007-07-28T17:42:36.981+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>BIOGRAFIA   &lt;br /&gt;Maria Salles nasceu na Bahia, onde estudou jornalismo na Universidade Federal da Bahia. Trabalhou na TV Manchete Bahia, onde foi Repórter do Desporto Amador e Apresentadora do "Realce", com Clips musicais , desporto radical e entrevistas.&lt;br /&gt;Trabalhou na criação da Agência de Publicidade Caixa Alta e Baixa, no Jornal Correio da Bahia e com colunas semanais : &lt;em&gt;VELEJANDO&lt;/em&gt;, no Jornal A Tarde e &lt;em&gt;IATISMO&lt;/em&gt;, na Tribuna da Bahia. Foi Assistente de Marketing da Alimba, empresa de laticínios, onde cuidava dos atletas patrocinados. Foi Tetra-Campeã do Norte e Nordeste de Vela, classe Laser e Campeã Brasileira da mesma classe, em 1987, Altura em que volta para a Europa, pois já havia vivido na Inglaterra, por um ano, logo que entrou para a Faculdade de Direito, na Universidade Católica, curso para o qual nunca voltou.&lt;br /&gt;     Hoje vive em Lisboa onde cursa Filosofia, na Universidade Nova de Lisboa, dedicando-se à Estética, área na qual deseja fazer Doutouramento ou Mestrado.Participa de tertúlias de poetas e banda desenhada.Tem três gatos, adora os amigos e a natureza. É do signo de Touro, ascendente em Leão, com lua em Peixes. Área de estudo: a tragédia grega, a épica .... Gosta de Nietzsche, Schiller, Aristóteles... Mantém a dupla nacionalidade: brasileira e portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-4484564405349807231?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/4484564405349807231/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=4484564405349807231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4484564405349807231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4484564405349807231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/07/biografia-maria-salles-nasceu-na-bahia.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-749220573105167294</id><published>2007-07-26T22:05:00.000+02:00</published><updated>2007-07-26T22:29:25.522+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqkBEWmEWGI/AAAAAAAAAC0/ymS_-IEte_Q/s1600-h/pginterior3.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqkBEWmEWGI/AAAAAAAAAC0/ymS_-IEte_Q/s400/pginterior3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091602028015409250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqkA42mEWFI/AAAAAAAAACs/MP68bPjxP2A/s1600-h/pginterior2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqkA42mEWFI/AAAAAAAAACs/MP68bPjxP2A/s400/pginterior2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091601830446913618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqkArmmEWEI/AAAAAAAAACk/k9sAZh3ZzD8/s1600-h/pginterior1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqkArmmEWEI/AAAAAAAAACk/k9sAZh3ZzD8/s400/pginterior1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091601602813646914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqkAX2mEWDI/AAAAAAAAACc/yXRoJfAppLU/s1600-h/Capa.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqkAX2mEWDI/AAAAAAAAACc/yXRoJfAppLU/s400/Capa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091601263511230514" /&gt;&lt;/a&lt;br /&gt;encomenda: maria.contos.salles@gmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-749220573105167294?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/749220573105167294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=749220573105167294' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/749220573105167294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/749220573105167294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/07/encomenda-maria.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RqkBEWmEWGI/AAAAAAAAAC0/ymS_-IEte_Q/s72-c/pginterior3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-3229637418854883818</id><published>2007-07-10T16:52:00.000+02:00</published><updated>2007-07-10T16:56:51.369+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem de Surf'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RpOdxh0HqrI/AAAAAAAAACM/qIvWa7vtGgU/s1600-h/img152.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RpOdxh0HqrI/AAAAAAAAACM/qIvWa7vtGgU/s400/img152.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085581878447549106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-3229637418854883818?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/3229637418854883818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=3229637418854883818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3229637418854883818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3229637418854883818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/07/blog-post.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RpOdxh0HqrI/AAAAAAAAACM/qIvWa7vtGgU/s72-c/img152.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-3467589863391171552</id><published>2007-07-10T16:35:00.000+02:00</published><updated>2007-08-30T17:29:54.245+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A&lt;/span&gt;N&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;G&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;L&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Edição revisada&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As badaladas esperavam com ansiedade a sua sonoridade pontual. Todas as pernas faziam seus movimentos de tesouras apressadas, desvairadas, no percurso das existências sem sentido, descendo e subindo degraus que se estiravam em curvas para levar os transeuntes até ao nível do solo ou ao cimo. Muitos fragmentos de intenções, nem sempre totalmente descortinadas, cruzavam-se sem se desmembrarem, nas suas insipiências, com a simples passagem dos outros. As intenções são persistentes e ainda que cegas vão abrindo caminhos às decisões que porventura encontram as suas brechas no mundo dos vivos impondo-se consoante a fibra que a cada um reveste. Assim também procedia o encanto pela atracção do primeiro dia em que o vira, uma sensação também obscura, mas não fraca, que prendia a alma aos encantos daquele novo modo, aquele ser que a envolvia e lhe roubava as capacidades de defesa. Já sabia do irreversível processo para o qual fora convocada. Era capaz de reconhecer aquela força à procura de corpos permeáveis à invasão para neles se instalar dominando sem pedir consentimento, como um vírus que muda de forma e cristaliza ao sentir-se perseguido. O hospedeiro parte para tão perigoso jogo com ou sem o receio que refreia a imaginação peregrina, a imaginação que aliena e desenvolve a sua habitação própria no centro de uma vida fragmentada, impondo-lhe uma unidade de destino indeterminado. Ele também a notara com o sabor que só a tropical espontaneidade afectiva poderia proporcionar, e intensificando a prosa com um dinamismo inesperado, uma força extra que acompanha uma maquinação desconhecida preparando a sua duração, as suas modulações, a sua cadência, a sua estadia. Ela não lhe passava despercebida e os olhares, forçosamente esparsos, denunciavam, pela proeminência da sua qualidade, o susto, o inesperado. A possibilidade com suas asas informes inquietava duas pessoas até então desencontradas, separadas, problematicamente sós. O interesse redobrava a emoção e o silêncio catalizava o entorpecimento que só quem o vive pode comunicar sem palavras, sem gestos, sem nada. Como se algum deus se apossasse do fascínio de duas pessoas despreparadas para tal confronto e então, com sarcasmo, as colocasse a mercê de um sentimento primitivo, anterior ao pensamento, desconcertantemente manifesto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O encanto emudecera-os e ricamente preenchidos de nada engatilhavam lembranças minuciosas sobrevalorizadas pela emoção de uma memória, uma música tocada de saber, uma continuidade anunciada desdobrando-se em palpitações solicitantes de uma morada, uma habitação apropriada para a experiência de um colapso, uma perda próxima do controle envolvendo sofrimentos e danos, riquezas e tronos. O novo hospedeiro habitaria doravante ambos os corpos, misturando-se com as individualidades de cada um para gerar situações de espanto, de jogo, de vida. Aquela tez mediterrânica de andar indolente e olhar atento provocava-a, deixava-a em suspenso, provocava-lhe a perda da objectividade das coisas. Por instantes esqueceu a funcionalidade da caneta, da cadeira, da roupa que vestia e das soluções quotidianas na sua relação efectiva com o mundo. Um frio não meteorológico, não proveniente das condições físicas, a invadira promovendo-lhe uma sensação de transporte involuntário. Sentia-se perdida, não funcional, tolamente apaixonada por um futuro que emergia numa colecção de decisões incertas aproximando-a de um sentimento de colapso, uma perda de identidade, um instante de morte.&lt;br /&gt;As mãos inertes caíram sobre a mesa de fórmica barata num gesto religiosamente doado e bem perceptível. Ele tornou a olhá-la e desta vez teve a certeza de uma totalidade que despontava fragmentariamente nítida. Muda, paralisada, com o olhar desconcertadamente desviado ela escrevia-lhe na imutabilidade das horas um testamento afectivo. Ele desarmava-se da sua vivência acumulada e precisava reinventar-se para encontrar a altura do instante diante. Isto implicava uma actividade em parte conhecida, mas na sua porção importante completamente nova e assustadora. Improvisava um sentimento de posse recriando-se como o possuidor à medida da presa. Perdia-se e continuava o seu discurso duplo, um suportado pelos significantes sonoros e outro penetrante, aparentemente mudo, promovendo qualidade ao resto. Sentia-se absolutamente vivo esbanjando o que gostaria de poder controlar e reter. Não queria errar os movimentos ou descontrolar as consequências e acabava por afrouxar a lógica de construção dos conceitos. Ela captara-o e propunha-se raptá-lo para longe de qualquer possibilidade arisca de escape, percebendo a inteligência hábil, camaleónica, a inteligência que por sua vez julgava poder auscultá-la. Inconscientemente desejava ser raptado, amordaçado, tratado ao gosto da assaltante convidada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;III &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lá fora o espaço aéreo estava composto por nuvens cortadas por andorinhas em revoada, o vento soprava alto com orgulho nímbico anunciando a possibilidade de chuva próxima. O sol opunha-se à lua que embora frágil permanecia na abóbada ao meio-dia, numa confluência de fenómenos perceptíveis ao olho humano, embora naquele momento só ele se encontrasse voltado para o cenário, mas alheio a este, pois que absorvido pela trama dos acontecimentos. Ela notara a confluência de imagens a que ele se sujeitara e desajeitadamente sentiu-se no centro do universo, enquanto ele dava passos lentos, estudados, calculando a distância na proximidade material aflitivamente indisponível. Encontrava conscientemente o canto em que pudesse afastar-se para sofrer a atracção em novo ângulo e suspeitou da possibilidade de alguma macumba. Felicitou o próprio destino e esboçou um sorriso de Alexandre, o Grande. O silêncio dominava as testemunhas imunes ao acontecimento destinando-as apenas à paisagem. A imaginação forjava um único campo magnético que a ambos protegia confluindo, indiferente ao cansaço, com as acrobacias do interesse. Doravante a vida ganharia uma nova textura a partir de uma tessitura que a quatro mãos conquistava o tempo oportuno das sensações variegadas revolvendo o mais próprio de cada um deles. Às vezes tinham que se olhar um ao outro, promovendo a cumplicidade no desconhecido e tudo se tornava explícito e aos poucos aprendiam a reverenciar o anunciado vencedor. As palestras sucederam-se com regularidade e esperar os esparsos momentos de tocarem-se com as retinas era a regra dos dias, escamoteando a sondante omnipotência em encontros aparentemente casuais. Facto que resvalava para regiões misteriosas da esfera entre o profano e o sagrado e os dotava de uma atmosfera em crescente poder que ora se assumia enquanto distinta, ora enquanto caótica. A comunicação pelo silêncio era mágica e a palavra começava a estabelecer-se em fragmentos de espanto partindo do sensual e alcançando o filosófico. As personalidades ofereciam seus contornos e os primeiros passos para o conhecimento disparavam-se com teoria e divindade doadora de sentido, que sem conceito de fim, sem significado, se sustentavam no belo. A imaginação disparava na busca das formas fugidias sendo impossível estabelecer qualquer definição. E esta impotência da razão transformava-se em ternura exótica. Não se despediam, debandavam, não sem antes se espreitarem com o sistema nervoso em frequências desencadeantes da acção. O desejo era de unidade, mas os receosos passos contrariavam o alado e rechonchudo deus que manejava impunemente o seu arco e flecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os dias passam a voar e os apaixonados em vésperas de si próprios nem sempre sabem fazer atrasar o tempo e moldá-lo às suas disposições, pois entre o amor e a vida pode haver muito espaço e os contratempos têm arestas promotoras de outros atritos e nós que tomam proporções indesejáveis pela ausência, que deixa de fora o toque das fracções do abraço, do beijo. Cada partida representava uma demora de sofrimento esgarçado, sem direito a despedida, enquanto fingiam, um ao outro, nada levar consigo de importante enquanto esparsos olhares traíam a mentira quase adolescente e pouco sustentável, no dobrar do lance de escadas que enrolando-se para a esquerda, ao modo de uma serpente, fugia de um destino que mete medo. Mais adiante olhou por um ângulo inferior em degraus obtendo sobre si paralela visão de pernas sob calças que avançavam sobre o presente. Recompondo a sobriedade terminava os degraus com passo lento, mostrando o pescoço tenso, a cabeça inclinada, pretendendo alcançar, o melhor possível, o nível do solo ainda que com determinada frustração prolongada. Ela examinava o que acontecia sem compreender a violência impregnante da distância, da força contrária ao óbvio, contrária a sua movimentação natural que a convidava a segui-lo, a simplesmente caminhar a seu lado, como se isso fosse lógico.&lt;br /&gt;Restava-lhe a visão dos pardais cruzando o pátio em voos baixos à procura de farelos e esses chamavam-lhe a atenção perdida no vazio da perplexidade muda. Observava o alarido das crias em sua aprendizagem de autonomia. A responsabilidade das mães pássaro era o único espectáculo possível, e abstraindo-se de tudo o mais à sua volta, continuava a fixar-se nos pardais que se movimentavam sem a hesitação de comer ou levar no bico. Levar no bico a migalha encontrada, depois de tanto procurar na actividade semi-circular da cabeça, era o que se permitiam os adultos que cuidavam ninhos, sendo imediatamente imitados pelas crias. A ansiedade encontrava um ancoradouro sólido e distribuía o cansaço, trazendo o peso da melancolia arrastada na lentidão do tempo, socorrida apenas pelas ideias estéticas que em letras de forma preenchem o papel, na ânsia de concertar o momento disperso. A literatura encontra-se com a filosofia e na magia dos dedos obsessivos no teclado, enquanto ele o testemunha, ao passar despercebido, deliciando-se na concentração dela, uma música se despeja em capítulos e o sentimento toma novas formas apertadas, como na contenção própria da arte dos bonsais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Parada, notara uma sombra que atravessava uma vidraça. Ele olhava-a há alguns segundos e ela por acaso descobria seus aposentos literários e espantando-se com a quantidade de reinos desconhecidos no seu percurso quotidiano. Há muitos anos que frequentava aquele lugar, ocupando com naturalidade aquele espaço, com o tempo tão seu, e no entanto não se lembrava de algum dia o ter visto, e perguntava-se se ele ali agora, enquanto sombra, já a conheceria ou não. Não sabia o que pensar sob as restrições que acompanham cada vida em particular, que nada mais é que uma pequena clareira movimentando-se numa escuridão. Ter ali passado muitos dias e durante muitos anos não os fazia velhos amigos. Como se a vida, enquanto reservatório, guardasse sempre e no mesmo lugar surpreendentes novidades, coletes salva-vidas e botes contra o iminente tédio. O amor a que se aspira no desenrolar de uma paixão é uma ponte. Numa das vezes em que se encontraram diante de si próprios pela presença do outro, inconscientemente padeciam de uma sensibilidade já acumulada, treinada na leitura de pequenos gestos e sob qualquer variação de atitude uma modificação fisiológica inesperada desencadeava uma nova expectativa, desconcertante, promotora de embaraço. Deu-se uma recolha mútua, de parte a parte, enquanto ganhavam tempo para integrar novos dados que a natureza oferece como um bónus aos que devem entregar-se em paixão, no consumo combustível dos corpos, onde a química justifica a sua existência. A confusão ia-se dissipando em momentos de clareza, e a necessidade solidificava-se na consciência do estado actual em que a fruição chamava os elementos do desejo. Eles a nada sabiam dar início, olhando-se simplesmente, sem poder ainda dissolver a inadequação de uma temporalidade anunciada. Haverá uma causalidade nas impressões que empurra o momento futuro para o presente actual e o manipula, brincando com uma maldade singular com aquilo que indefeso pede cuidados para crescer robusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ele gostava de provocá-la até ao ponto de aproximar-se e olhá-la demoradamente nos olhos, ela absorveu o olhar devolvendo-lhe um sorriso de comunhão. Ele suspirou. Ela encontrou uma maneira de informá-lo da frequência do pensamento, mas ele não esteve a altura da exposição, da situação. A complexidade potenciou-se e todo o aprendizado fora mandado para a reciclagem e começar do zero dificilmente se harmonizaria. Os momentos degradaram-se e a segurança perdeu a sua almofada. Ele forçava uma comunicação quase desesperada mas mesmo alcançando seu receptor nem por isso o retirava de um buraco da escura emoção onde caíra.&lt;br /&gt;A beleza partira-se aos bocados e num gesto de oração ela apanhava os cacos e submetia-se a uma remissão simbólica ao perdido.&lt;br /&gt;Tudo se tinha modificado e a estranheza voltava-se para o exterior inóspito. A escuridão era desconsoladora e promovia um duro questionamento que se impunha como uma acusação num tribunal. Ninguém sai incólume das forças secretas da natureza, estas exercem os seus poderes de modo tal que promovem uma anarquia no sistema fisiológico elementar do organismo. Ela não foi excepção. Um dia teve uma paragem de digestão, consequência de emoções mal administradas que ao sabor de energias estranhas acarretam danos somatizados pelo instante arrogante. Passou a ter medo de comer mas nem por isso perdeu muito peso, comia pouco e amiúde pois a fome e o sem sentido da situação devoravam-na. A recuperação, sendo lenta, dá tempo ao pensamento para a configurar em melodia criada na ausência. Sonhara com a fusão total, pela fricção do tacto, a sofisticação do olfacto, o prazer do paladar autenticado na visão redentora, ao som de tambores nalgum terreiro de candomblé esquecido na memória. Noutro dia, perdida a capacidade de atenção, enquanto atravessava uma avenida movimentada, não vendo um buraco, torceu um pé. Vinha distraída a pensar nele e o momento da torção provocou uma dor violenta levando-a ao chão, com dificuldade soergueu-se, com um carro à frente, alcançando a calçada sentou-se num banco de jardim. Pulando sobre um único pé, pôde parar e tentar avaliar a situação. Mas a dor intensa escureceu-lhe os olhos e quando deu por si estava caída com a cara agarrada as pedras, acossada de súbita vergonha levantou-se ainda tonta de volta para o banco. Suspeitava da brevidade do desmaio, alguns segundos, pois ninguém a rodeava, e permaneceu ali mais um tempo, como quem aprecia a paisagem, bebeu água e dirigiu-se para o autocarro. Pensou que talvez na sua primeira encarnação, teria vindo ao mundo na pele do primeiro filósofo, Tales, que distraído, caíra num buraco, facto que tornou a sua criada famosa por rir-se do amo. Haveria ali alguma criada? Procurou-a à sua volta e ponderou que a fama desta a esgotara, que teria perdido a razão da sua existência. Hoje talvez se ria de outras coisas, como do ordenado! Ele, por sua vez, também se atarantava nos gestos mais corriqueiros, como aconteceu certa vez, quando fechara a porta de casa com a chave dentro e, atrasando-se para os seus compromissos, decidiu resolver a situação de um modo insólito. Tocou à campanhia do vizinho de baixo e explicando-lhe a situação, obtivera a permissão para, através da varanda, saltar como um macaco para a sua. Movimento que punha a prova a capacidade de seus músculos, pois com um pulo, segurava-se à sacada da sua casa, mas ainda faltava fazer subir o seu corpo, o que implicava força. Com a sua habilidade conseguira o seu intento recuperando a chave e gostaria que ela estivesse presente para testemunhar a sua coragem, a sua flexibilidade, e, orgulhoso da sua destreza, dedicava-lhe o sucesso.&lt;br /&gt;Foi tudo o que a natureza lhes ofereceu: contratempos. Ele ofereceu-lhe macacadas a bel-prazer. Ela não sabe o que lhe deu. Sabe apenas que ainda não alcançaram o tempo da delicadeza. Hoje passam um pelo outro como dois desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-3467589863391171552?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/3467589863391171552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=3467589863391171552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3467589863391171552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3467589863391171552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/07/t-rop-o-fag-i-t-r-o-p-ical-edio.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-4897087086594998990</id><published>2007-07-06T17:48:00.000+02:00</published><updated>2007-08-28T01:04:48.848+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Ro5kbB0HqqI/AAAAAAAAACE/FnjuXQUlGrw/s1600-h/troia+020.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084111444854155938" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Ro5kbB0HqqI/AAAAAAAAACE/FnjuXQUlGrw/s400/troia+020.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#993300;"&gt;O que é o verão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Foto: Anabela Fragoso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-4897087086594998990?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/4897087086594998990/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=4897087086594998990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4897087086594998990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4897087086594998990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/07/o-que-o-vero-foto-anabela-fonseca.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Ro5kbB0HqqI/AAAAAAAAACE/FnjuXQUlGrw/s72-c/troia+020.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-5744923381554458513</id><published>2007-06-18T20:54:00.000+02:00</published><updated>2007-06-18T20:56:59.707+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RnbVKRCrhgI/AAAAAAAAAB8/64GAIvpZRd8/s1600-h/img157.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077480002256864770" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RnbVKRCrhgI/AAAAAAAAAB8/64GAIvpZRd8/s400/img157.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;ATAI ULISSES AO MASTRO!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-5744923381554458513?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/5744923381554458513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=5744923381554458513' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5744923381554458513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5744923381554458513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/06/atai-ulisses-ao-mastro.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RnbVKRCrhgI/AAAAAAAAAB8/64GAIvpZRd8/s72-c/img157.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-8930042178583521088</id><published>2007-06-18T20:32:00.000+02:00</published><updated>2007-06-18T20:46:26.279+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;ANTROPOFAGIA TROPICAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele gostava de provocá-la até ao ponto de aproximar-se e olhar demoradamente nos olhos dela, olhar que ela absorveu devolvendo-lhe um sorriso de comunidade e satisfação que nele promoveu suspiros. Ela encontrou uma maneira de informá-lo da frequência do pensamento, mas ele não esteve a altura da exposição, da situação. A complexidade potencializou-se, e todo o aprendizado fora mandado para a reciclagem e começar do zero o que, de facto, já era intenso, dificilmente se harmonizaria. Os momentos degradaram-se e o sentimento crescente perdera a almofada da convicção feliz. Ele forçava uma comunicação quase desesperada, que de facto alcançava o seu receptor, mas não o retirava de um buraco da emoção escurecida pelos acontecimentos. A beleza partira-se aos bocados, e num gesto de oração, ela apanhava os cacos e submetia-se a uma remissão simbólica ao perdido. Tudo tinha se modificado e a estranheza voltava-se para o exterior inóspito. A escuridão era desconsoladora e promovia um questionamento duro, não desejado, que se impunha, como uma acusação num tribunal.&lt;br /&gt;Ninguém sai incólume das estonteantes forças secretas da natureza. Estas exercem seus poderes de modo tal, que promovem uma anarquia no sistema fisiológico elementar do organismo, a que ela não se tornou imune. Um dia teve uma paragem de digestão, consequência de emoções que ao sabor de suas energias mal administradas acarretam danos somatizados pelo instante arrogante. Passou a ter medo de comer, mas nem por isso perdeu muito peso, comia pouco e amiúde, pois a fome junto com o sem sentido da situação a devorava em inquietação desveladora de uma direcção fluida que pudesse vir a se apresentar. A recuperação, sendo lenta, dá tempo ao pensamento a se configurar numa melodia promotora de uma fusão mediada na saudade, na carência. Sonhara com a fusão total, pela fricção do tacto, a sofisticação do olfacto, o prazer do paladar autenticado na visão redentora, ao som da actividade de tambores de algum terreiro de candomblé esquecido na memória. Um outro dia, e desta feita sem a mínima capacidade de atenção proveniente da sequência afectiva de contratempos, não vendo um buraco, torceu um pé, ao fim de atravessar uma avenida bem transitada. Vinha distraída a pensar nele e o momento da torção provocou uma dor violenta levando-a ao chão, que com dificuldade soergueu-se, com um carro à frente, e alcançando a calçada sentou-se num banco de jardim. Pulando sobre um único pé, pôde parar e tentar avaliar a situação. Mas a dor intensa escureceu-lhe os olhos e quando deu conta de si estava caída com a cara agarrada as pedras, e acossada de súbita vergonha levantou-se ainda tonta, de volta para o banco. Suspeitava da brevidade do desmaio, alguns segundos, pois ninguém a rodeava, e permaneceu ali mais um tempo, como quem aprecia a paisagem, bebeu água e direccionou-se para o auto-carro. Pensou que talvez na sua primeira encarnação, teria vindo ao mundo na pele do primeiro filósofo, Tales, que distraído, caíra num buraco, facto que transformou sua criada famosa pelo riso ao amo. O que teria acontecido à criada? Procurou-a a volta e ponderou que a sua fama a esgotara, e teria perdido a razão da sua existência. Hoje talvez se ria de outras coisas, como do ordenado! Ele, por sua vez, também atarantava-se nos gestos mais corriqueiros, como aconteceu certa vez, quando fechara a porta de casa com a chave dentro e, atrasando-se para os seus compromissos, decidiu resolver a situação de um modo insólito. Tocou a campanhia do vizinho de baixo e explicando-lhe a situação, obtivera a permissão para, através da varanda, saltar como um macaco para a sua. Movimento que punha a prova a capacidade de seus músculos, pois com um pulo, segurava-se à sacada da sua casa, mas ainda faltava fazer subir o seu corpo, o que implicava força. Com a sua habilidade conseguira o seu intento recuperando a chave e julgava pertinente que ela estivesse presente e pudesse testemunhar a sua coragem, sua flexibilidade corporal, e orgulhoso de sua destreza, dedicava-lhe o sucesso. E fora tudo o que a natureza oferecia aos falsos amantes: contratempos. Ofereceram um ao outro macacadas, desgostos e ciladas. Hoje continuam dois desconhecidos.&lt;br /&gt;FIM&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-8930042178583521088?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/8930042178583521088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=8930042178583521088' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8930042178583521088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8930042178583521088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/06/antropofagia-tropical-vi-ele-gostava-de.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-5213705476970638403</id><published>2007-06-12T19:54:00.000+02:00</published><updated>2007-06-12T20:01:56.685+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;ANTROPOFAGIA TROPICAL &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada, notara uma sombra que atravessava uma vidraça. Ele a olhava há alguns segundos e ela por acaso descobria seus aposentos literários e espantava-se com a quantidade de reinos desconhecidos no seu percurso quotidiano. Há muitos anos frequentava aquele lugar, ocupando com naturalidade aquele espaço que era já tão seu e não se lembrava de algum dia o ter visto, se ele ali agora enquanto sombra já a conheceria ou não. Não sabia o que pensar sob as restrições que acompanham cada vida em particular, que nada mais é que uma pequena clareira movimentando-se numa escuridão. Ter ali passado muitos dias e durante muitos anos não os fazia velhos amigos. Como se a vida, enquanto reservatório, guardasse sempre e no mesmo lugar surpreendentes novidades, coletes salva-vidas e botes contra o iminente tédio. O amor a que se aspira no desenrolar de uma paixão é uma ponte. Numa das vezes que se encontraram diante de si próprios pela presença do outro, inconscientemente, padeciam de uma sensibilidade já acumulada, treinada na leitura de pequenos gestos, e sob qualquer variação de atitude, uma modificação fisiológica desencadeava uma excitação nova, inesperada, desconcertante, promotora de embaraço. Deu-se uma recolha mútua, parte a parte, enquanto ganhavam tempo para integrar novos dados que a natureza oferece como um bónus aos que devem entregar-se em paixão, no consumo combustível dos corpos, onde a química justifica a sua existência. A confusão ia-se dissipando em momentos de clareza, e a necessidade solidificava-se na consciência do estado actual em que a fruição chamava os elementos do desejo mútuo, que inertes nada sabiam dar início, olhando-se simplesmente, sem poder ainda dissolver a inadequação de uma temporalidade anunciada. Haverá uma causalidade nas impressões que empurra o momento futuro para o presente actual e o manipula, brincando com uma maldade elementar, aquilo mesmo que indefeso pede cuidados para crescer robusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-5213705476970638403?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/5213705476970638403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=5213705476970638403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5213705476970638403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5213705476970638403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/06/antropofagia-tropical-v-parada-notara.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-1667306917876087181</id><published>2007-06-11T19:48:00.000+02:00</published><updated>2007-06-11T19:52:28.130+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rm2K8RCrhfI/AAAAAAAAAB0/bWeOQ7PW8zs/s1600-h/img148.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074865123087844850" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rm2K8RCrhfI/AAAAAAAAAB0/bWeOQ7PW8zs/s400/img148.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Lisboa,1993.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-1667306917876087181?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/1667306917876087181/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=1667306917876087181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1667306917876087181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1667306917876087181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/06/blog-post.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rm2K8RCrhfI/AAAAAAAAAB0/bWeOQ7PW8zs/s72-c/img148.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-3862734901508484760</id><published>2007-06-06T11:59:00.000+02:00</published><updated>2007-06-06T12:03:40.811+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RmaGLhCrhdI/AAAAAAAAABk/tAvRREnaWVA/s1600-h/img153.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072889562685736402" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RmaGLhCrhdI/AAAAAAAAABk/tAvRREnaWVA/s400/img153.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Suiça, verão 1980.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-3862734901508484760?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/3862734901508484760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=3862734901508484760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3862734901508484760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3862734901508484760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/06/suia-vero-1980.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RmaGLhCrhdI/AAAAAAAAABk/tAvRREnaWVA/s72-c/img153.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-3320210644802595365</id><published>2007-06-06T11:11:00.000+02:00</published><updated>2007-06-11T19:44:19.760+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;ANTROPOFAGIA TROPICAL &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias passam a voar e os apaixonados em vésperas de si próprios nem sempre sabem fazer atrasar e moldar o tempo às suas disposições, pois entre o amor e a vida pode haver muito espaço e os contratempos têm arestas promotoras de outros atritos e nós que tomam proporções indesejáveis pela ausência, que deixam o toque fora das fracções do abraço, do beijo. Cada partida representava uma demora de sofrimento esgarçado, sem direito a despedida, enquanto fingiam, um ao outro, nada levar consigo de importante enquanto esparsos olhares traíam a mentira quase adolescente e pouco sustentável, no dobrar do lance de escadas que se enrolando para a esquerda ,ao modo de uma serpente, fugia de um destino que mete medo. Mais adiante olhou por um ângulo inferior em degraus obtendo sobre si paralela visão de pernas sob calças que avançavam sobre o presente. Recompondo a sobriedade terminava os degraus com passo lento, mostrando o pescoço tenso, a cabeça inclinada, pretendendo alcançar o nível do solo ainda que com determinada frustração prolongada. Ela examinava o que acontecia sem compreender a violência impregnante da distância, da força contrária ao óbvio, contrária a sua movimentação natural que a convidava a segui-lo, simplesmente caminhar ao lado dele, como se isto fosse lógico.&lt;br /&gt;Restava a visão dos pardais cruzando o pátio em voos baixos a procura de farelos de bolos e esses chamavam-na a atenção perdida no vazio da perplexidade muda. Observava o alarido das crias em sua aprendizagem de autonomia. A responsabilidade educativa das mães pássaro era o único espectáculo possível, abstraindo-se de tudo o mais à sua volta, continuava a fixar-se nos pardais que se movimentavam sem a hesitação de comer ou levar no bico. Levar no bico a migalha encontrada, depois de tanto procurar na actividade semi-circular das cabeças, era o que se permitia os adultos que cuidavam ninhos, sendo imediatamente imitados pelas crias. A ansiedade encontrava um ancoradouro sólido e distribuía o cansaço inerente, trazendo o peso da iminente inquietação amalgamada em melancolia arrastada. Arrastada pela lentidão do tempo e socorrida pelas ideias estéticas que em letras de forma preenchem o papel sagrado na ânsia de concertar o momento disperso. A literatura encontra-se com a filosofia e na magia dos dedos obsessivos ao teclado, uma música se despeja em capítulos e o sentimento toma novas formas apertadas, como na contenção própria da arte dos bonsais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-3320210644802595365?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/3320210644802595365/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=3320210644802595365' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3320210644802595365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3320210644802595365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/06/antropofagia-tropical-iv-os-dias-passam.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-9071684337550196375</id><published>2007-06-01T15:58:00.000+02:00</published><updated>2007-06-05T16:33:42.309+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;ANTROPOFAGIA TROPICAL &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora o espaço aéreo estava composto por nuvens cortadas por andorinhas em revoada, o vento soprava alto com orgulho nímbico a anunciar a possibilidade de chuva próxima. O sol se opunha a lua, que embora frágil, permanecia na abóbada ao meio-dia, numa confluência de fenómenos perceptíveis ao olho humano, embora naquele momento só ele se encontrasse voltado para o cenário, mas alheio a este, pois que absorvido pela trama dos acontecimentos. Ela notara a confluência de imagens a que ele sujeitara-se e desajeitadamente sentiu-se no centro do universo, enquanto ele dava passos lentos, estudados, calculando a distância na proximidade material aflitivamente indisponível. Encontrava conscientemente o canto em que pudesse afastar-se para sofrer a atracção em novo ângulo e suspeitou da possibilidade de alguma macumba. Felicitou o próprio destino e esboçou um sorriso de Alexandre, o Grande. O silêncio dominava as testemunhas imunes ao acontecimento destinando-as à paisagem. A imaginação dela confluía com o interesse acrobata indiferente ao cansaço que forjava um único campo magnético que a ambos protegia. Doravante a vida ganharia uma nova textura a partir de uma tessitura que a quatro mãos conquistava o tempo oportuno das sensações variegadas, a revolver o mais próprio de cada um deles. Às vezes tinham que se olhar um ao outro, promovendo a cumplicidade no desconhecido e tudo se tornava explícito e aos poucos aprendiam a reverenciar o anunciado vencedor. As palestras sucederam-se com regularidade e esperar os esparsos momentos de tocarem-se com as retinas era a regra dos dias, escamoteando a sondante omnipotência em encontros aparentemente casuais. Facto que resvalava para regiões misteriosas da esfera entre o profano e o sagrado e os dotava de uma atmosfera em crescente poder que, ora assumia-se enquanto distinta, ora enquanto caótica. A comunicação pelo silêncio era mágica e a palavra começava a se estabelecer em fragmentos de espanto que partia do sensual e alcançava o filosófico. As personalidades ofereciam seus contornos e os primeiros passos para o conhecimento disparavam-se com teoria e divindade doadora de sentido, que sem conceito de fim, sem significado, se sustentavam no belo. A imaginação disparava na busca das formas fugidias sendo impossível estabelecer qualquer definição. E esta impotência da razão transformava-se em ternura exótica. Não se despediam, debandavam, não sem se espreitarem com o sistema nervoso em frequência desencadeante da acção. O desejo era de unidade, mas os receiosos passos contrariavam o alado e rechonchudo deus que manejava impunemente o seu arco e flecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-9071684337550196375?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/9071684337550196375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=9071684337550196375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/9071684337550196375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/9071684337550196375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/06/antropofagia-tropical-iii-l-fora-o.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-8611494153134271211</id><published>2007-05-30T20:29:00.000+02:00</published><updated>2007-05-30T20:38:51.933+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;ANTROPOFAGIA TROPICAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encanto emudecera-os e ricamente preenchidos de nada, engatilhavam lembranças minuciosas sobrevalorizadas pela emoção de uma memória, uma música tocada de saber, uma continuidade anunciada se desdobrando em palpitações solicitantes de uma morada, uma habitação apropriada para a experiência de um colapso, uma perda próxima do controle, que envolve sofrimentos e danos, riquezas e tronos. O novo hospedeiro habitaria doravante ambos os corpos, se misturando com as individualidades de cada um para gerar situações de espanto, de jogo, de vida. Aquela tez mediterrânica de andar indolente e olhar atento provocava-a deixando-a em suspensão a respeito da objectividade das coisas. Por instantes esqueceu a funcionalidade da caneta, da cadeira, da roupa que vestia e das soluções quotidianas na sua relação efectiva com o mundo. Um frio não meteorológico, não proveniente das condições físicas, a invadira promovendo-lhe uma sensação de transporte involuntário. Sentia-se perdida, não funcional, tolamente apaixonada com um futuro que emergia numa colecção de decisões incertas a promoverem um sentimento confuso, perda de identidade, um instante de morte.&lt;br /&gt;As mãos inertes caíram sobre a mesa de fórmica barata num gesto religiosamente doado e bem perceptível. Ele tornou a olhá-la e desta vez teve a certeza de uma totalidade que despontava fragmentariamente nítida. Ela muda, paralisada, com o olhar desconcertadamente desviado escrevia-lhe na imutabilidade das horas um testamento afectivo. Ele desarmava-se da sua vivência acumulada e precisava reinventar-se para encontrar a altura do instante diante. Isto implicava uma actividade em parte conhecida, mas na sua porção importante completamente nova e assustadora. Improvisava um sentimento de posse recriando-se como o possuidor a medida da presa. Perdia-se e continuava o seu discurso duplo, um suportado pelos significantes sonoros e outro penetrante, aparentemente mudo, promovendo qualidade ao resto. Sentia-se absolutamente vivo esbanjando o que gostaria de poder controlar e reter. Não queria errar os movimentos ou descontrolar as consequências e acabava por afrouxar a lógica de construção dos conceitos. Ela captara-o e propunha-se raptá-lo para longe de qualquer possibilidade arisca de escape, percebendo a inteligência hábil camaleónica que por sua vez julgava poder auscultá-la. Inconscientemente desejava ser raptado, amordaçado, tratado ao gosto da assaltante convidada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-8611494153134271211?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/8611494153134271211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=8611494153134271211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8611494153134271211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8611494153134271211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/05/antropofagia-tropical-ii-o-encanto.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-2708892704230836864</id><published>2007-05-25T15:43:00.000+02:00</published><updated>2007-06-05T16:32:25.747+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;ANTROPOFAGIA TROPICAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As badaladas esperavam com ansiedade a sua sonoridade pontual. Todas as pernas faziam seus movimentos de tesouras apressadas, desvairadas, no percurso das existências sem sentido, a descer e subir degraus que se estiravam em curvas para levar os transeuntes até ao nível do chão ou ao último andar. Muitos fragmentos de intenções, nem sempre totalmente descortinadas, cruzavam-se sem se desmembrarem, nas suas insipiências, pela simples passagem dos outros em situações semelhantes. As intenções são persistentes e, ainda que cegas, vão abrindo caminhos às decisões, que por ventura encontram as suas brechas no mundo dos vivos que se impõem consoante a fibra que a cada um reveste. Assim também procedia o encanto pela atracção do primeiro dia em que o vira, uma sensação também obscura, mas não fraca, que prendia a alma aos encantos daquele novo modo, aquele ser que a envolvia e roubava-lhe as capacidades de defesa. Já sabia do irreversível processo em que fora convocada. Era capaz de reconhecer aquela força que procura pessoas para nelas se instalar dominando sem pedir consentimento, como um vírus que muda de forma e cristaliza ao sentir-se constrangido. O hospedeiro parte para tão perigoso jogo com ou sem o receio que refreia a imaginação peregrina que aliena e desenvolve a sua habitação própria no centro de uma vida fragmentada, impondo-lhe uma unidade de destino ansioso e duvidoso. Ele também a notara com o sabor que só a tropical coincidência afectiva poderia proporcionar, e intensificando a prosa com um dinamismo inesperado, uma força extra que acompanha uma maquinação desconhecida a preparar a sua duração, as suas modulações, a sua cadência, a sua estadia. Ela não lhe passava despercebida, e os olhares, forçosamente esparsos, denunciavam, pela proeminência da sua qualidade, o susto, o inesperado. A possibilidade com suas asas informes inquietava duas pessoas até então desencontradas, separadas, problematicamente sós. O interesse redobrava a emoção e o silêncio catalizava o entorpecimento, que só quem o vive pode comunicar sem palavras, sem gestos, sem nada. Como se algum deus se apossasse do fascínio de duas pessoas despreparadas para tal confronto e então, com sarcasmo, as colocasse à mercê de um sentimento primitivo, anterior ao pensamento, desconcertantemente manifesto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-2708892704230836864?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/2708892704230836864/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=2708892704230836864' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/2708892704230836864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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src="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rkh62ixW_oI/AAAAAAAAABc/UYTLUvuLaEs/s400/img151.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ibiza, 1987/88.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-747281291940376079?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/747281291940376079/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=747281291940376079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/747281291940376079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/747281291940376079'/><link rel='alternate' type='text/html' 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src="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RkRjuixW_nI/AAAAAAAAABU/kji5AHBiM8M/s400/Imagem+036.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Gato de veludo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-1415221970517377159?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/1415221970517377159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=1415221970517377159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1415221970517377159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1415221970517377159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/05/gato-de-veludo.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RkRjuixW_nI/AAAAAAAAABU/kji5AHBiM8M/s72-c/Imagem+036.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-2602355113272787115</id><published>2007-05-08T12:47:00.000+02:00</published><updated>2007-05-08T12:53:38.065+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RkBWVCxW_mI/AAAAAAAAABM/Rt_uKk01pEw/s1600-h/img164.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062140900685577826" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RkBWVCxW_mI/AAAAAAAAABM/Rt_uKk01pEw/s400/img164.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Salvador-Ba, maio 1980&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-2602355113272787115?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/2602355113272787115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=2602355113272787115' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/2602355113272787115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/2602355113272787115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/05/salvador-ba-maio-1980.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RkBWVCxW_mI/AAAAAAAAABM/Rt_uKk01pEw/s72-c/img164.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-5789268177759507706</id><published>2007-05-04T14:30:00.000+02:00</published><updated>2007-05-04T14:43:36.084+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RjsqaCxW_lI/AAAAAAAAABE/vGooKaSVctE/s1600-h/149b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060685233189748306" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RjsqaCxW_lI/AAAAAAAAABE/vGooKaSVctE/s400/149b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;IATE CLUBE DA BAHIA &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NAVEGAR É PRECISO!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-5789268177759507706?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/5789268177759507706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=5789268177759507706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RjsmSixW_hI/AAAAAAAAAAk/XI7Xv6AL7QM/s1600-h/156b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060680706294218258" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RjsmSixW_hI/AAAAAAAAAAk/XI7Xv6AL7QM/s400/156b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#996633;"&gt;&lt;em&gt;O MAR E O CANAVIAL&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#996633;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#996633;"&gt;João Cabral de Melo Neto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#996633;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;O que o mar sim aprende do canavial:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;a elocução horizontal de seu verso;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;a geórgica de cordel, ininterrupta,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;narrada em voz e silêncio paralelos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;O que o mar não aprende do canavial:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;a veemência passional da preamar;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;a mão-de-pilão das ondas na areia,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;moída e miúda, pilada do que pilar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;O que o canavial sim aprende do mar:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;o avançar em linha rasteira da onda;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;o espraiar-se minucioso, de líquido,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;alagando cova a cova onde se alonga.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;O que o canavial não aprende do mar:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;o desmedido do derramar-se da cana;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;o comedimento do latifúndio do mar,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;que menos lastradamente se derrama.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-1007222640704066376?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/1007222640704066376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=1007222640704066376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1007222640704066376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/1007222640704066376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/05/o-mar-e-o-canavial-joo-cabral-de-melo.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' 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rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RjYTwixW_gI/AAAAAAAAAAc/781Mb_3SV24/s72-c/img161.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-2113820473230421262</id><published>2007-04-27T19:22:00.000+02:00</published><updated>2007-04-27T19:24:04.790+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RjIxmCxW_fI/AAAAAAAAAAU/MVfUf-aDYLc/s1600-h/maria6alterado.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RjIxmCxW_fI/AAAAAAAAAAU/MVfUf-aDYLc/s400/maria6alterado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058159861139176946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-2113820473230421262?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/2113820473230421262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=2113820473230421262' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/2113820473230421262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/2113820473230421262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/04/blog-post_27.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/RjIxmCxW_fI/AAAAAAAAAAU/MVfUf-aDYLc/s72-c/maria6alterado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-4872097765099098343</id><published>2007-04-23T19:37:00.000+02:00</published><updated>2007-04-23T19:43:38.553+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É preciso, no entanto, que nos mitos bem compostos não seja o acaso a determinar o seu começo ou o seu fim, e decididamente, os mitos devem ter uma extensão adequada à apreensão da memória. E tendo em conta a Memória, Menemosine, mãe das Musas, a tragédia deve ser extensa sem perder de vista a sua apreensão e nesta extensão estar dado o transe da infelicidade à felicidade ou, o que é o mais das vezes a passagem da felicidade à infelicidade. A unidade do todo da tragédia é conferida pelas acções unas e completas, pela imitação correcta dos mitos, de modo necessário, influenciando o todo. Sem unidade não poderia haver tragédia, pois também a unidade pertence ao herói, no modo como se sente a si próprio, sua atmosfera trágica advém de não ter muitas saídas, pois sua autenticidade não o permitiria. A acção inteira e completa deve ter princípio, meio e fim. Pois é enquanto organismo vivo que produzirá prazer. A verosimilhança e a necessidade na sucessão das acções são determinantes na plausibilidade do poema, na sua universalidade. As acções simples não contêm nem peripécia nem reconhecimento na mudança de fortuna. A acção complexa, por sua vez, é aquela que as contém. Aristóteles não descura a causalidade implicada na conexão dos factos. O acaso aqui não é apreciado se utilizado sem a devida pertinência, revela a falta de talento do poeta. O reconhecimento é a passagem da ignorância para o saber, e através desta passagem revela-se ou não a genialidade poética. Não devo deixar de dizer que uma tragédia deve suscitar o terror e a piedade, além  do prazer que lhe é próprio, no uso artístico dos dados da tradição. Uma tragédia deve utilizar apenas um mito, uma epopeia pode utilizar vários. É o maravilhoso na ordem do inteligível, do racional, ao contrário do que se passa na epopeia. Aristóteles cita Homero, em relação à perseguição de Aquiles a Heitor, onde um apesar de ser mais veloz do que o outro não o consegue apanhar&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Situações destas são de evitar na tragédia. Se houver algo de irracional, que este algo se encontre fora da representação e quanto a isto, menciona a ignorância de Édipo em relação à morte de Laio. A tragédia também se diferencia da comédia, pois a primeira trata assuntos elevados como a epopeia, mas a comédia de assuntos torpes, o ridículo…e tem origem distinta. Aristóteles parece dar de forma nítida a superioridade poética a tragédia, mas Schiller&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; aponta alguma problematicidade, quando se trata do tratamento do objecto, está de acordo com Aristóteles, mas se voltar-mos a atenção para a exigência do sujeito mais importante, a resposta penderá sobre o sujeito em causa, o próprio poeta. O poeta trágico transporta o seu objecto, o cómico tem em contrapartida, de manter o seu num plano esteticamente elevado através do seu sujeito. Aquele pode tomar um impulso, para o que precisamente não é necessário fazer muito; o outro tem de permanecer igual a si próprio, tendo portanto de já estar lá, de estar em casa, aí onde o outro não consegue chegar sem um ímpeto…por leveza e permanência. No primeiro a liberdade vem de um impulso exterior, divino, no segundo há uma liberdade própria, tratando o objecto da comédia de forma teórica, precavendo-se contra o pathos e entretendo o entendimento. O autor trágico, por sua vez, defende-se contra a reflexão serena visando despertar o interesse do coração. Schiller em parte concorda com Platão, quando vê qualidade de vida no encontro com contingências, e não com destino. Schiller aponta para uma ironia, a de poder rir com as incongruências em vez de encolerizar-se ou chorar por um mal momento&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;       A origem do nome tragédia pode ter uma causa imaginada por Eratóstenes. Dioniso teria ensinado a Icário&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; o cultivo da vinha, um bode comeu dela e então o animal foi sacrificado e os vinheteiros teriam dançado e cantado sobre a pele cheia de vento do animal, e quem não caísse recebia a carne e vinho. O coral era TRUGOIDIA, relativo a vinho novo, e a denominação TRAGOIDIA, por dizer respeito a um TRAGOS, bode, o prémio. Eratóstenes (275-195) era discípulo de Calímaco, poeta, e seu sucessor enquanto director na biblioteca de Alexandria.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Homero, Ilíada Canto XXII 199-201&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Schiller, Sobre Poesia Ingénua e Sentimental § 56&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; O poder do riso teria sido tratado por Aristóteles, em obra perdida, tese de Umberto Eco, em O Nome da Rosa. O tema foi recuperado por Bergson, na obra O Riso.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Sousa, Eudoro, Téspis, Origem da Tragédia na Ática, INTRODUÇÃO À POÉTICA, Imprensa Nacional-Casa da Moeda: Icário era uma cidade na Ática, segundo Téspis. Seus habitantes segundo Eratóstenes, foram os primeiros a dançar em torno do bode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-4872097765099098343?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/4872097765099098343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=4872097765099098343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4872097765099098343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4872097765099098343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/04/preciso-no-entanto-que-nos-mitos-bem.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-4821589258871427064</id><published>2007-04-23T19:24:00.000+02:00</published><updated>2007-04-23T19:36:39.391+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rizsx07ddNI/AAAAAAAAAAM/JPo_240M4V0/s1600-h/img160.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056676822396007634" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rizsx07ddNI/AAAAAAAAAAM/JPo_240M4V0/s400/img160.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Sansão e Dalila&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como é bom ter macacos no sótão!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-4821589258871427064?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/4821589258871427064/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=4821589258871427064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4821589258871427064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/4821589258871427064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/04/blog-post_23.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fZoNgYhEdnI/Rizsx07ddNI/AAAAAAAAAAM/JPo_240M4V0/s72-c/img160.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-7646266400682201426</id><published>2007-04-03T16:17:00.000+02:00</published><updated>2007-04-03T19:02:02.076+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;§1. O mito enquanto função da poesia tanto na tragédia como noutras formas literárias.&lt;br /&gt;Para se compreender ou tentar auscultar o dionisíaco na tragédia grega sinto a necessidade de introduzir o leitor, não o iniciado, mas o interessado em geral, à implicação dele com os vários momentos da realidade grega no seu dia-a-dia, fonte do homem comum e fonte do poeta, que é o homem comum, por um lado, mas não só, já que é aquele que escreve o que vê, que sente e quer reter o momento presente, o momento que passa, enfim, expressar.&lt;br /&gt;O que subjaz e precede a poesia, pois remete para uma origem mais remota, é o mito, este deixa de ser uma esfera exclusiva dos deuses e heróis e entra no quotidiano dos gregos, pela rememoração de um acontecimento heróico que é o equivalente a uma façanha que agudiza, no homem, o poder de apropriação de uma coragem ou uma atitude invulgar, que dará espaço para uma modificação do sujeito em relação à sua própria vida. O mito é também uma forma velada de dizer verdades fundamentais e de apresentar o real de modo a perpetuar um princípio de transformação naquele que com ele convive, que o escuta ou o vê representado. O mito tem um sentido que vai muito além do imediatamente expresso, alcançando uma relação do sujeito com o que é profundo e oculto, podendo interferir na esfera das reacções fundamentais, como a própria actividade do sujeito e a esfera da vontade, do querer… A mitologia grega apresenta-se como um conjunto de narrativas maravilhosas de feitos de deuses e heróis da Grécia antiga e propagou-se entre os séculos IX e VIII a.C.&lt;br /&gt;O mito opõe-se ao logos, pois um é da ordem da imaginação sob o sopro da fantasia, mas completa a linguagem neste próprio entrelaçamento com o logos. Por exemplo: A palavra junta-se com outras para formar uma síntese que determinará o sentido e para desocultar algo, trazer algo à presença. Como diz Aristóteles&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;[1]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;, o substantivo ligado ao verbo traz à lucidez algo determinado, antes oculto, pela coincidência e dissociação operada na síntese, que por sua vez vai operar uma nova síntese entre a lucidez e o discurso, falado ou pensado e, neste processo, o pensado volta-se para outras instâncias mais profundas concentradas nos mitos. Este processo pode continuar a operar-se na vida de um grego e então as constantes sínteses penetram a existência de um grego tornando-a exuberante. O logos é o raciocínio e pode pretender convencer, podendo ser verdadeiro ou falso, podendo querer, deste modo, algo para lá de si, um engodo ou a verdade. O mito não tem outro fim senão ele próprio. A lucidez, pela articulação entre pensamento e linguagem, cria o mito e serve-se dele para compreender a si própria, por um envolvimento que retorna e permite o auscultar da lucidez em instâncias mais profundas. A crença neles é um acto de fé e diz respeito à sua beleza, sua força no maravilhoso e verosimilhança. O mito atrai todo o irracional que fica de fora do pensamento humano, deste modo encontramo-lo impregnando nas actividades do espírito habitável fortemente pela arte. O mito é algo de essencial para um grego, tão essencial ao pensamento deste como o Sol ou o ar que permitem a própria vida, para falar como Pierre Grimal&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;[2]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;. O mito tem uma vida própria que advém desse seu entrelaçamento entre o coincidente e o dissociado, contradição que gera fertilidade de pensamento que cria vida. A vida própria do mito circula entre a razão, a fé e o jogo, articulando um modo de conhecimento susceptível de libertar o desconhecido que habita o humano e o move, deixando à parte racional um pequeno âmbito de manobra que se quer dominante, mas que acaba por sucumbir porque dirige o desconhecido, portanto não dirige ou o faz por pouco tempo e até certo ponto. Graças ao mito os gregos deram vazão à reflexão e graças a ele a poesia permite-se transformar-se em sabedoria. O poeta é aquele que capta e escreve primeiro, registando desta forma algo que por ele passa, que, se importante, volta a ser usado por quem lê. O mito diz respeito à composição dos actos e é como que a atmosfera essencial, a alma da tragédia. O talento do poeta está em utilizá-lo com a marca da sua genialidade. O mito tem um longo percurso a percorrer e um longo tempo, não nasce como um conjunto organizado, mas cresce ao acaso, como um ser da natureza. Os gregos tinham mitos para a criação do mundo e mitos para o nascimento dos deuses e foi um poeta, Hesíodo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;[3]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;, o primeiro a se preocupar em reuni-los. Antes dele, Homero&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;[4]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt; enriqueceu e educou os gregos nas suas narrativas heróicas, primeiras fontes míticas e literárias do pensamento ocidental. É de Homero que o homem grego herda a divisão do mundo em dois cenários onde o superior dá sentido e significado ao que ocorre no mundo inferior.&lt;br /&gt;O carácter essencial do mito é o seu fraccionamento, recobre muitas realidades da vida de um grego e, de facto, é o resultado de uma longa evolução das aspirações, medos, heroísmos que jorram da natureza da alma humana. O mito enquanto imitação de uma acção na tragédia, deve imitar, segundo Aristóteles, as acções unas e completas com acontecimentos em conexão tal que tenha uma relação directa com o todo, a unidade da tragédia. O mito contém uma plasticidade de se moldar à vivência humana de modo tal, que pode se transformar numa epopeia, numa tragédia, ou outro género literário, e também numa revelação mística. Os mitos alcançam vida própria permitem-se variações e não raramente, entre os gregos, ganham um estatuto de um organismo com pulsações e metamorfoses incessantes. Imitar é congénito no homem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;[5]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt; e no próprio vocábulo imitar está implicado o mito assimilado. E é segundo Aristóteles por imitação que se apreende as primeiras noções e nela há comprazimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Aristóteles, De Interpretatione&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Grimal, Pierre, Mitologia&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Hesíodo, Teogonia&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Homero, Ilíada e Odisséia&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Aristóteles,Poética,IV-4&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-7646266400682201426?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/7646266400682201426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=7646266400682201426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7646266400682201426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/7646266400682201426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/04/1.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-8564437841856172537</id><published>2007-03-23T17:39:00.000+01:00</published><updated>2007-04-01T15:15:40.721+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Iacobeia Cantar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da musa venha discurso&lt;br /&gt;Fluido d'oralidade,&lt;br /&gt;Correndo a literatura&lt;br /&gt;A ser em pleno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D'ondas faça recurso&lt;br /&gt;Emboida vitalidade,&lt;br /&gt;Metendo a mesura&lt;br /&gt;Na boca de Sileno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As memórias das letras&lt;br /&gt;São falsas memórias,&lt;br /&gt;Nem lapis, nem canetas,&lt;br /&gt;Sabem contar histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do som vem o sentido&lt;br /&gt;Sentindo bem Brómio,&lt;br /&gt;Nem visto, nem escondido,&lt;br /&gt;Anjo mente demónio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devenha o seu uso&lt;br /&gt;Em viva liberdade,&lt;br /&gt;Lóxias na lonjura&lt;br /&gt;Da Pítia p'lo treno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfaça-se o abuso&lt;br /&gt;E venha a verdade,&lt;br /&gt;Ó Febo da iluminura&lt;br /&gt;Sai já do terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó distante cruel&lt;br /&gt;As setas são d'amar,&lt;br /&gt;Fica no teu papel&lt;br /&gt;E deixa dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que do fiel cão&lt;br /&gt;Astuto caçador seu,&lt;br /&gt;Quem dança bem são&lt;br /&gt;É o sábio Zagreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as portas devagar&lt;br /&gt;Já se abrem pró céu,&lt;br /&gt;Começando a largar&lt;br /&gt;Por cima do véu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu musa, canta&lt;br /&gt;O Zagreu disperto,&lt;br /&gt;Se o Apolo espanta&lt;br /&gt;O caminho é certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-11-2005 Da autora do &lt;a href="http://www.skapsis.blogspot.com"&gt;www.skapsis.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-8564437841856172537?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/8564437841856172537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=8564437841856172537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8564437841856172537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/8564437841856172537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/03/iacobeia-cantar-da-musa-venha-discurso.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-5839736691491609084</id><published>2007-03-16T19:07:00.000+01:00</published><updated>2007-03-21T16:36:15.991+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O elemento dionisíaco une o ser humano com o seu semelhante e com a natureza de modo tal que a dança e o canto tornam-se o seu meio próprio de expressão. Sob a dança e o canto tornam-se leves, deixam de falar e tornam-se propensos a ascender, pela leveza, dançando nos ares. Os gestos tornam-se encantatórios e sentindo-se como um deus, deixa de ser artista para se tornar obra de arte, tal é a comunhão com os mistérios eleusianos.&lt;br /&gt;Os elementos apolíneo e dionisíaco na tragédia cruzam-se com o humano enquanto artista. O homem sonha, pois o sonho não faz discriminação de nível social ou intelectual e por outro lado o homem é destruído por uma inebriante realidade, sob a sensação mística de unidade, tornando-se simultaneamente artista do êxtase e do sonho. O Sono&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; no panteão grego é uma divindade, irmão da morte e tem o poder de transportar o sujeito, fazê-lo dormir, mostrar a verdade ou enganá-lo , como acontece em Homero, para ajudar a Hera no seu dolo contra Zeus. Desta dualidade resulta uma embriaguez não salva pelo sonho, que é dionisíaca, sob a forma de alienação mística de si próprio, ao encontro do fundamento mais íntimo do mundo. Este fundamento é-lhe dado numa imagem onírica simbólica. &lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=36698164#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Ilíada, canto XIV&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-5839736691491609084?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/5839736691491609084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=5839736691491609084' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5839736691491609084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5839736691491609084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/03/o-elemento-dionisaco-une-o-ser-humano.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-863809800179666560</id><published>2007-03-15T17:34:00.000+01:00</published><updated>2007-03-15T19:00:08.955+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nietzsche procura a resposta para a pergunta: O que é o dionisíaco? E está convencido de que enquanto esta resposta ainda não surgir no horizonte de possibilidade daquele que pergunta, os Gregos, este povo magnânimo, de vida exuberante sob a força do pessimismo, fica por conhecer, permanecendo inimaginável. Fala de si próprio como um iniciado e apóstolo do deus Dioniso, um conhecedor deste deus de artista irreflectido e imoral, e que portanto, em O Nascimento da Tragédia encontra-se uma resposta para esta pergunta. Afirma que a relação grega com a dor e o grau de sensibilidade dos gregos inserem-se numa questão psicológica difícil, pois centra-se no querer saber a que tempo remonta a propensão grega para o enigmático e destrutivo da existência humana, o trágico. O trágico salientado, não sendo uma imitação superficial para a representação, só pode ser derivado da energia que transborda de uma saúde e uma plenitude convergente com uma loucura dionisíaca, um delírio, como denominava Platão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-863809800179666560?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/863809800179666560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=863809800179666560' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/863809800179666560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/863809800179666560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/03/nietzsche-procura-resposta-para.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-3214675014483213018</id><published>2007-03-02T15:32:00.000+01:00</published><updated>2007-03-02T15:40:09.321+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:webdings;font-size:180%;color:#993300;"&gt;FECHADO PARA BALANÇO !!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Webdings;font-size:180%;color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#993300;"&gt;FECHADO PARA BALANÇO!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-3214675014483213018?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/3214675014483213018/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=3214675014483213018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3214675014483213018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/3214675014483213018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/03/fechado-para-balano.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-5379789961170860338</id><published>2007-02-15T16:17:00.000+01:00</published><updated>2007-02-15T16:36:06.459+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Hélder, meu colega de Filosofia, é um génio! Tem a mania de colocar alcunhas nos amigos e, como ainda não tinha recebido nenhuma, perguntei-lhe:&lt;em&gt; e a minha qual é? &lt;/em&gt;Ele pensou apenas dois segundos e virou-me dizendo: &lt;em&gt;DINAMITE!!!&lt;/em&gt; Eu adorei, contrariamente ao que ele poderia supor e pensei: &lt;em&gt;Mino-lhe os alicerces!&lt;/em&gt; Posteriormente ao ler ECCE HOMO de Nietzsche constatei que ele se intitula a si próprio DINAMITE e eu, que já queria tamanha semelhança com o filósofo, fiquei espantada, não há fome que não derive em fartura! Fazendo uma rápida retrospectiva veio-me a memória que o meu professor de Fil. Medieval disse-me algumas vezes: &lt;em&gt;Assim estraga-me a aula Maria!&lt;/em&gt; e mais recentemente o meu professor de Lit. Brasileira disse-me: &lt;em&gt;Tu partes-me todo!&lt;/em&gt; Bem gostaria de ser um pouco mais suave, pelo menos de vez em quando, só quando me calo?, mas não posso me calar muitas vezes... pois vem a seguir um vendaval...Um ser humano para se aguentar comigo tem que ser um Super-Homem. Viva Nietzsche!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-5379789961170860338?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/5379789961170860338/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=5379789961170860338' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5379789961170860338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/5379789961170860338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/02/o-hlder-meu-colega-de-filosofia-um-gnio.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-482647546999940582</id><published>2007-02-14T19:08:00.000+01:00</published><updated>2007-02-16T16:52:46.003+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>MACHADO DE ASSIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Delírio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brás Cubas delicia-se com a sua possibilidade de falar sobre o seu próprio delírio, uma experiência mística, talvez xamânica. Primeiro vê-se a si próprio transformado num barbeiro chinês, depois na Suma Teológica de Tomás de Aquino. Seguidamente, empreende uma viagem ao fim dos séculos no lombo de um hipopótamo que por último se transforma no seu gato que brinca com uma bola de papel ao pé da porta. Os gatos trazem os mistérios para dentro de casa e Brás tradu-los nos enigmas, ao longo da sua vida.&lt;br /&gt;No final dos tempos é Pandora quem recebe Brás Cubas e o assusta com a declaração de ser sua Mãe e Inimiga. Brás assustado responde-lhe dizendo que ela é absurda, pois uma mãe não é inimiga, que ela é uma fábula. Pandora o suspende pelos cabelos e o delírio tem o seu cume, pois Brás assiste ao desfile dos tempos... Pandora diz não mais precisar dele e que o minuto que vem é mais importante que o minuto que passa e o minuto que vem traz a morte...&lt;br /&gt;Brás Cubas acaba por morrer e torna-se um escritor, e, já não submetido às exigências espacio temporais da existência, alcança uma escrita graciosa, irónica e cheia de humor, com uma liberdade superior. Enquanto vivo seu espírito parecia uma peteca, um jogo divertido, simples, em que a cada pancada o objecto alcança alturas, na trajectória do impulso. Era um melancólico e sua falta de ímpeto o encaminhava à frustração. À cada impacto com a realidade, com as opiniões, o seu espírito leve sofria alterações. Faltava-lhe envergadura de carácter, virtudes sólidas, e a capacidade de amar profundamente. Esta lacuna facultava a leveza da peteca. Santo Agostinho disse &lt;em&gt;: o meu amor é o meu peso&lt;/em&gt;, e não havendo peso, submetia-se à peteca...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-482647546999940582?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/482647546999940582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=482647546999940582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/482647546999940582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/482647546999940582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/02/machado-de-assis-o-delrio-brs-cubas.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-117086677723438281</id><published>2007-02-07T17:10:00.000+01:00</published><updated>2007-02-16T17:07:58.947+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AINDA SOBRE MACHADO DE ASSIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a especificidade de um defunto- autor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brás Cubas faz questão de afirmar que não é um autor- defunto e sim um defunto -autor. Ou seja, sua obra foi escrita depois de morto. A grande vantagem de escrever um livro, nomeadamente as memórias, depois de morto é que já tem a história completa, o sumo do sentimento e as alturas do raciocínio que operou em vida. O Todo Analítico, diria Kant, já está totalizado e as formas da intuição pura, o espaço e o tempo, já não desfrutam das suas qualidades anisotrópicas, de mudarem de propriedade consoante o lugar que ocupa e consoante o momento específico. Tudo já está configurado e as memórias podem ser a sua própria essência, o seu próprio sumo, como diria Brás, e não apenas um diário.&lt;br /&gt;Para além disso, o modo da relação do autor com a escrita é muito própria e numa liberdade sem igual. Se por um lado, pode fazer as mais desconcertantes confissões, pois encontra-se em relação de indiferença, por outro, com seu estilo, não espera admiradores vulgares. Se o leitor só compreende um modo literário escorreito, linear, a ironia do escritor oferece-lhe um estilo de um ébrio, que tomba para a direita, para esquerda e cai. Capítulo LXXI, &lt;em&gt;O senão do livro&lt;/em&gt;, onde ele admite o arrependimento de escrever, embora o facto de escrever o distraia da entediosa eternidade. Admite que o livro é enfadonho, mas o maior defeito do livro é o próprio leitor, por razões apontadas. Sua escrita ébria ameaça, resmunga, urra, gargalha e escorrega… No capítulo IX, &lt;em&gt;Transição&lt;/em&gt;, especifica que o livro tem as vantagens do método, sem a rigidez do método, ou seja, o melhor do método é tê-lo sem gravatas nem suspensórios, e sim à fresca e à solta. E vai mais longe na comparação: como a eloquência, há uma genuína e vibrante e outra tesa, a primeira é feiticeira e natural a outra engomada e chocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade é tamanha que o permite começar pelo fim, pelo seu óbito. Tendo a totalidade da sua vida, tem a forma, e com esta, com a habilidade de um volatim, figura utilizada para expressar uma ideia fixa que move-se insesantemente até se configurar numa existência e descodificada, tem o poder de comunicar.&lt;br /&gt;Adverte aos leitores que não vai explicar o seu processo de escrita a partir do outro mundo, seria muito complicado, apenas menciona as contracções cadavéricas de que padece . Sua indiferença de morto contrasta com o entusiasmo do vivos, que não podem desdenhar completamente e por isso não podem desfrutar de uma ironia radical.&lt;br /&gt;Resta-lhe apenas um ofício, o de escritor, a inteligibilidade que isto requer, num esforço de escrever do outro lado do mundo. Há sim uma decisão de escrever, uma iniciativa que é uma causa responsável. Um livro é um ente não natural e seu princípio de produção não está nele próprio, é o produto de uma idealidade do autor, da vontade de fama, e sendo um morto e sem filhos, não diria que uma necessidade de sustentar a família. Para além disso Brás era rico.Uma árvore nasce de uma semente, um livro, por instância nasce de uma ideia, um esforço de escrita.&lt;br /&gt;A morte de Brás deu-lhe o que ele não obteve em vida, a fama. Recebeu do pai o gosto do arruído. Seu pai, promoveu no rapaz o desejo de &lt;em&gt;nomeada. Este desejo está presente na&lt;/em&gt; escolha do seu nome, um forçado entroncamento no nome de um sujeito que fundou a Companhia de São Vicente que ficou na História, que por acaso tinha o mesmo apelido, para além dos esforços em convencer o filho a estudar, casar e ser político.&lt;br /&gt;Estudou em Coimbra e confessa não ter se dedicado muito, ficou-se pela exterioridade do conhecimento. Não casou com a mulher pretendida, tendo sido antecipado por outro, o Lobo Neves, com ambição de águia, enquanto ele compara-se a um pavão, mais bonito, mais inteligente,…, mas menos penetrante nos seus objectivos.&lt;br /&gt;Não chegou a ministro, não teve filhos, visto ter tido o ímpeto, sob a descrição do sentimento de um fluido misterioso. Foi amante da mulher com quem iria se casar e amou-a de modo superficial, enaltecendo sua beleza física, notificando e congratulando-se com o seu pico.&lt;br /&gt;Sem a força de um amor mais profundo, era sua especialidade ficar-se pela exterioridade das coisas, só se encontrou apaixonado tardiamente, depois das infinitas voltas insinuadas nas valsas. A pretensão de infinitude da valsa o remetia para a infinitude do amor de Virgília já de possibilidades finitas, visto já estar casada com outro restando-lhe a possibilidade de serem amantes.&lt;br /&gt;Seu amor de nomeada, confesso no capítulo II, sob a criação de um medicamento que viria actuar contra a dor que assola a humanidade, um emplasto contra hipocondríaco, advém do facto de ser um melancólico consciente. Chamava a doença &lt;em&gt;uma flor amarela, &lt;/em&gt;uma espécie de vento morno nem forte nem áspero, mas abafadiço, que abate e dissolve o espírito. Uma flor que  o depõe numa garganta, entre o passado e o presente. O medicamento curaria a dor da humanidade e a própria, através da fama, seu nome público, a inscrição dele nas caixinhas, nos lugares… Uma cura particular através de um movimento de alcance universal.&lt;br /&gt;Por ironia do destino Brás Cubas morre de um pneumonia mal curada, enquanto só tinha olhos e tempo para a sua ideia. É no outro mundo, sob a iniciativa de escrever, que alcança a fama. Poucos conhecem o Brás Cubas, fundador da Companhia de São Vicente, mas muitos conhecem o Brás Cubas de Machado de Assis, tido como o maior escritor brasileiro.&lt;br /&gt;Em vida, teve que lidar com as contingências, sua própria finitude, ter corpo, o elemento que prende, que puxa para baixo, que estorva, que choca-se com outros e resiga-se a uma ordenação… Enquanto defunto- autor, sua liberdade permite um estilo debochado, irónico, onde o elemento do humor toma a dianteira e envolve sem mistificação o interior do escritor. Não ter o que temer, poder fazer as confissões é uma possibilidade de liberdade sem limites. Confessa que o emplasto daria ao mundo uma solução e este lhe daria de volta a estima e o lucro. Ele, por ele próprio desfrutaria mais do prestígio da fama. No seu delírio pede à Pandora que o deixe viver, viver simplesmente, não quer morrer. Não chega a ser um epicurista, pois para Epicuro, a vida é um bem, desde que a morte não preocupe o sujeito, que a morte não seja um mal, pois esta é ausência de sensação. Em última instância a morte não é executável, pois quando ela vem o sujeito nada sente, se ainda não veio não tem que se preocupar com ela, pois é do âmbito da possibilidade. A possibilidade não deve afectar a felicidade.&lt;br /&gt;Não é um aristotélico, pois está de costas voltadas para a melhor possibilidade, possibilidade extrema de vida para o homem, a vida em busca da sabedoria que o remete para a contemplação.&lt;br /&gt;Brás Cubas é preso de FILONIKIA, amor ao poder sobre outrem e FILOTIMIA, amor à fama, à honra?  Não digo que também seja preso de FILODERKEIA, pois esta sede descreve melhor sua primeira relação, Marcela. Brás é rico e obter lucro com o emplasto era contingente e não o almejado.&lt;br /&gt;Aquiles, visitado por Ulisses, na Odisseia quando vai ao Hades, confessa o desejo de não ter morrido cedo, abdicando de seu heroísmo. Também Ulisses, na República de Platão, por ocasião da teoria da migração das almas, tendo a possibilidade de voltar a vida, opta por vir a ser um homem comum.&lt;br /&gt;A vontade de fama advém de uma frustração, e, Brás Cubas é um frustrado, uma bandeira à meio pau. Não chega aos seus objectivos, não chega ao âmago da coisas. Sua possibilidade de defunto- autor outorga-lhe a fama, aquilo que tem direito, aquilo que durante sua vida esteve latente mas não veio à manifestação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-117086677723438281?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/117086677723438281/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=117086677723438281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/117086677723438281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/117086677723438281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/02/ainda-sobre-machado-de-assis-qual.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-117042776245237309</id><published>2007-02-02T15:47:00.000+01:00</published><updated>2007-02-02T15:49:22.453+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/1600/983991/maria4.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/400/675326/maria4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-117042776245237309?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/117042776245237309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=117042776245237309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/117042776245237309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/117042776245237309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/02/blog-post.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-117008912806363058</id><published>2007-01-29T17:39:00.000+01:00</published><updated>2007-01-29T17:45:28.070+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/1600/813258/maria1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; 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de Kierkgaard, há muitas formas de ironia. Podemos isolar três, para não falar da ironia romântica: a ironia absoluta, perigosíssima, pois só o ironista se apercebe dela, pois dá ao interlocutor a impressão de uma atitude séria. O ironista fecha os canais de comunicação mantendo uma aparência absoluta de comunicação. É o maior desprezo que alguém pode dar a alguém. E se isto é com todos, chega-se àquilo que Kierkgaard chama demoníaco.&lt;br /&gt;A ironia de salão é a mais inocente de todas. Dizer à serio o que é para brincar ou brincar com o que se deve levar à sério. É semelhante ao humor, mas este é mais profundo e complexo que a ironia. A outra possibilidade é a ironia em suspeita, pois nela não há um indício claro, o que acontece nos diálogos platónicos. Quando há uma réplica irónica o ouvinte é levado, em princípio, a reavaliar o significado do seu enunciado. Suspeita do seu sentido e experimenta-se uma distância do sujeito em relação ao sentido, a validade e o peso. Quando se argumenta lança-se uma âncora para se capturar o outro, para vergá-lo.&lt;br /&gt;Tornar-se irónico é uma possibilidade para o interlocutor. Se o interlocutor é sério é capturado, mas o ironista também, caso tenha se esquecido de alguma alternativa, e, então, terá que se retratar. O ironista é livre, mas o sério tem do seu lado verdades transcendentes e sofre. Kierkgaard diz que &lt;em&gt;a seriedade é algo tão sério que o falar dela é já falta de seriedade.&lt;/em&gt; Trata-se de uma relação fixada com o conteúdo. E o sujeito não está livre do conteúdo. Ele está exposto à Humanidade.&lt;br /&gt;A ironia é fundamental para mostrar o que é ou não sério. Se dois ironistas estiverem a dialogar, ao tocarem em algum assunto sério, algum dirá: "com isso não brinco". O ironista quando livre em relação a si próprio é admirável, alcança o humor.&lt;br /&gt;O núcleo da ironia é o nada, pois o ironista não precisa de teses, se não tiver mais argumento ri-se.&lt;br /&gt;Sócrates tem uma ironia radical, pois suspende as teses. Sócrates tem uma relação peculiar com a sabedoria. Para ele só há um bem &lt;em&gt;a sabedoria e só há um mal a ignorância.&lt;/em&gt; Isto o distingue de Pirro e de Diógenes, o cínico. Santo Agostinho introduz que é possível saber e fazer o contrário. Sócrates diria que ainda não sabia.&lt;br /&gt;Sócrates toma a sua ignorância como um destino. O oráculo aponta-o como o mais sábio. Isto para ele tem um sentido existencial. Ele não prega a sua ignorância, não faz exposições. Ele executa a ignorância, não é um professor, ele pergunta, testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método de Sócrates&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessa a noção de interrogação e ironia. O método de Sócrates tem dois aspectos fundamentais: o diálogo e a interrogação, meios indispensáveis para o alcance da lucidez. Os Sofistas, pelo contrário, expõem e respondem. Para Sócrates o diálogo é uma investigação de perguntas e afirma que sem diálogo não consegue pensar. O diálogo é um sistema de forças, onde o objecto do diálogo sofre puxões, sofre agressões.&lt;br /&gt;Interrogar é uma relação do indivíduo com o objecto em questão e com outro indivíduo. Na exposição, pelo contrário, há uma espécie de captação total das propriedades dos objectos, não há investigação. Compõe-se linguisticamente um conjunto de determinações e não há, propriamente, uma relação desperta com os conteúdos. Na exposição o assunto está &lt;em&gt;como que&lt;/em&gt; &lt;em&gt;dominado&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Há uma diferença entre expor e comprender no sentido forte. Na compreensão há uma espécie de determinação &lt;em&gt;a priori &lt;/em&gt;e não um &lt;em&gt;como que.&lt;/em&gt; Quando se houve uma exposição, pode-se receber o ouvido como &lt;em&gt;simplesmente recebido&lt;/em&gt; ou como um &lt;em&gt;recordar.&lt;/em&gt; Só o &lt;em&gt;recordar &lt;/em&gt;é &lt;em&gt;a priori. Recordar &lt;/em&gt;é qualquer coisa que aponta para a inutilidade dos apontamentos. Estes servem apenas como lembrete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usa-se conceitos para exprimir um conceito. Pode-se não perceber o exposto ou o discurso. Além disso os conceitos com que se foca o conceito podem estar adormecidos. Quando se é interrogado, é-se obrigado a rever o tipo de relação que se tem com aquilo que estava a falar. A interrogação altera a relação com as determinações. Estas deixam de estar nos bastidores e passam a estar à frente. A pessoa é obrigada a retorcer o discurso. Neste momento perde-se a posse do objecto, e então passo a procurá-lo. A interrogação ajuda a examinar algo tido como sabido . Fora da interrogação há o discurso da vida.&lt;br /&gt;O sujeito, pela interrogação, perde o objecto e ele resurge de forma completamente diferente. Santo Agostinho disse algo assim sobre o tempo: &lt;em&gt;Se não me perguntam, eu sei. Se me perguntam, não sei.&lt;/em&gt; A interrogação revela o nada. Revela autenticamente o tipo de detenção que tenho do objecto. Há um maior confronto quando a pergunta vem de fora, pois tendemos a condicionar o auto-exame, somos brandos connosco mesmos.&lt;br /&gt;A interrogação socrática visa apontar a ilusão de posse e a fixação de conteúdos subjectiva. Procura-se por o objecto numa estranheza em que ele habitualmente não está. Procura mostrar a não posse mantendo a tensão para o objecto. A ironia não é um processo de inteira destruição, deixa tudo em aberto. Pretende mobilizar o sujeito para que investigue as coisas que habitualmente tem por pressupostas e que são questões fundamentais.&lt;br /&gt;Ser irónico é complicado, pois é uma luta, vendo que está capturado e tem de dar um passo atrás. O resultado do processo irónico não é um resultado negativo, como o do céptico. É um não resultado, pois é uma suspensão. A ironia demonstra, objectivamente, que as coisas não são facilmente capturadas. Falar com um ironista pode ser impossível. A ironia é um convite a auto-ironizar e tornar-se livre. A ironia socrática mantém a tensão para a idealidade. Ataca a ilusão. A ilusão não é ignorância: A ignorância pode ser superada pelo aprendizado. A ilusão torna impossível a sabedoria entrar. O sujeito pode ainda estar iludido com a sua ilusão. Sócrates ataca a ilusão. É preciso assegurar o ponto de onde se parte. E o fundamental é a liberdade do sujeito relativamente às determinações mundanas. Um ponto fixo que dissipe a confusão constitui-se a partir da ironia. O ponto fixo é o primado da subjectividade. A ironia afirma que a fonte do sentido tem de estar na relação do sujeito com os conteúdos e não na consideração anónima e abstractas deles. O humano é movimento e o sentido está no movimento e não no resultado. Interessa se o movimento está fundamentado ou não. A solução é ética. Se anulo o fim concentro-me na acção. É como sentir o impulso para estudar mesmo que não haja teste. Estudar muito, ainda que a nota venha a ser baixa. Mas, de facto também queremos resultados. O resultado é o fim, que é abstracto. Os meios são palpáveis, e podemos executá-los e se o fim for bom tanto melhor. Na ética o que está em causa é a acção. O ponto de vista estético é mais fácil de executar, o humano tem dificuldade de se sustentar no ponto de vista puramente ético... Embora, por outro lado também a pura Estética se apresente um tanto quanto impossível de ser executada. Quem é que está preparado para integrar toda a miséria e sofrimento num ponto de vista estético?Mas é necessário assegurar o domínio da projecção de sentido. De facto a ironia é algo onde não se pode estar, embora toda a vida autêntica comece por aí. A ironia expulsa o distante e coloca a questão do próximo em carne viva, mas deixa a questão indeterminada. Sócrates vai-se embora&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Agradecimentos ao professor Nuno Ferro pelas excelentes análises nas aulas de Antropologia Filosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116983830662092124?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116983830662092124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116983830662092124' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116983830662092124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116983830662092124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/01/o-que-ironia_26.html' title='O que é a ironia?'/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116957742771436487</id><published>2007-01-23T19:31:00.000+01:00</published><updated>2007-01-23T19:37:07.726+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Puzzles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Recrio-te pelas manhãs&lt;br /&gt;Entre pétalas&lt;br /&gt; e orvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No encontro&lt;br /&gt;Há um dom&lt;br /&gt;Amar é já lá estar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmonto partes do teu corpo&lt;br /&gt;Tua boca não encontra o que procura&lt;br /&gt;A minha não encontra a tua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovem ecos do que somos&lt;br /&gt;A imagem&lt;br /&gt;Não é a ponte sobre as águas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo se esconde em nossas sombras&lt;br /&gt;E a saudade dedilha&lt;br /&gt;O tempo do pensamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar&lt;br /&gt;No percurso de cada onda&lt;br /&gt;Eterniza os meus desejos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto escrevo&lt;br /&gt;Versos&lt;br /&gt;Sobre a areia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116957742771436487?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116957742771436487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116957742771436487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116957742771436487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116957742771436487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/01/puzzles-recrio-te-pelas-manhs-entre.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116957617179004803</id><published>2007-01-23T17:56:00.000+01:00</published><updated>2007-02-02T15:46:46.740+01:00</updated><title type='text'>Quem é Machado de Assis?</title><content type='html'>&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;A obra é mais importante que o escritor e mais importante que as musas... Quem nunca leu Machado de Assis, poderá começar por saborear as "Memórias Póstumas de Brás Cubas", um mar de humor e ironia, aliada à cultura filosófica. Trata-se de um &lt;em&gt;defunto autor&lt;/em&gt; a relatar a sua vida, a partir da morte, onde, no prólogo, confessa ter adoptado &lt;em&gt;uma forma livre de um Sterne&lt;/em&gt; &lt;em&gt;ou Maistre&lt;/em&gt;, com a dúvida de lhe ter injectado&lt;em&gt; rabugens de pessimismo&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Uma &lt;em&gt;obra de finado&lt;/em&gt; escrita com &lt;em&gt;a pena da galhofa e a tinta da melancolia.&lt;/em&gt; E receia não vir a desfrutar nem da &lt;em&gt;estima dos graves nem da estima dos frívolos, que &lt;/em&gt;segundo&lt;em&gt; &lt;/em&gt;o morto,são as &lt;em&gt;colunas máximas da opinião.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Sua única esperança, de algum sucesso, é não se demorar com explicações, apostando num &lt;em&gt;prólogo curto e obscuro&lt;/em&gt;. Nem se arrisca a relatar o processo das ditas &lt;em&gt;Memórias, trabalhadas no outro&lt;/em&gt;&lt;em&gt; mundo. &lt;/em&gt;A obra em si é tudo. E, abstendo-se de agradar o leitor, ameaça-o com um piparote.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;A quem é dedicado o livro?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Ao primeiro verme roedor de suas frias carnes... Se a vida é cientificamente comemorada, na sua origem, pelo primeiro espermatozóide que penetra o óvulo, aqui a decomposição, na morte, tem o seu pioneiro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Depois de hesitar, se começaria as suas memórias pelo começo ou pelo fim, optou pelo menos vulgar, pelo óbito. Moisés foi um líder e relatou a sua morte, colocando-a no final, ele, sendo um &lt;em&gt;defunto autor&lt;/em&gt; e não um líder, começa por aquilo mesmo que ele é: um morto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Morreu na sua chácara em Catumbi, com seus 64 anos, solteiro, próspero, com 300 contos. &lt;em&gt;Onze&lt;/em&gt; &lt;em&gt;amigos!&lt;/em&gt; Era uma sexta-feira do mês de agô sto e nesse dia chovia. Um amigo que recebera de Brás Cubas vinte apólices, aproveita para relacionar a chuva, o mau tempo, com a saudade por um carácter extraordinário! Tenho a impressão que o autor achou um exagero, mas julgou ter empregue bem o seu dinheiro em beneficiá-lo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Sem as dúvidas de um &lt;em&gt;Hamlet,&lt;/em&gt; encaminhou-se para a obscuridade do seu país. &lt;em&gt;Pausado e trôpego.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Aguça a curiosidade do leitor ao mencionar a presença de uma anónima no seu leito de morte, aquela que mais terá sofrido com a sua transferência para o outro mundo. Aliás, conta em tom de quase queixa o facto de sua vida não reunir elementos de uma tragédia. Resta-lhe morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo o &lt;em&gt;soluço das damas, a fala baixa do homens , a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estrídulo de uma navalha...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;A vida estribucháva-lhe no peito com ímpetos de vaga marinha e a orquestra de morte foi menos triste do que podia parecer.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;De que morreu Brás Cubas?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Pôs em relevo a presença de uma ideia, que se lhe pendurára num trapézio que tinha no cérebro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Ideia que dava imensas voltas, ainda que não descodificada: Desfrutava de um ponto fixo, condição necessária do movimento ou alteração, e não livre da obrigação de contemplá-la, que entretanto &lt;em&gt;deu um grande salto, estendeu os braços e as pernas, até tomar uma forma de X: decifra-me ou devoro-te.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;A sua ideia, uma vez decifrada, acabou por matar Brás Cubas antes ainda de vê-la concretizada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Brás Cubas morreu de um pneumonia mal tratada, portanto mal curada. Estava tão entretido com a sua ideia, que relaxando nos cuidados do seu próprio mal original, a hipocondria, acabou por adoecer de modo fatal.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Qual era a sua ideia?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Sua ideia vinha ao encontro de uma vontade humana de vencer a obscuridade. Aquilo que moveu Aquiles ao heroísmo e todos que percorreram o caminho da glória. A ideia era inventar um medicamento anti-hipocondríaco, salvá-lo da própria doença e salvar a melancólica humanidade. Por um lado seria visto como filantropo e seria rico, e, para ele próprio ,que agora morto confessava, &lt;em&gt;teria o gosto de ver impressas nos jornais,... caixinhas do remédio, estas três palavras: Emplasto Brás Cubas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Comunicando directamente com o leitor, coloca-o entre duas hipóteses a decidir: à do seu tio religioso que afirmava que o amor da glória é a perdição das almas e à do seu tio militar que contrapunha dizendo que o amor da glória era a coisa mais verdadeiramente humana a que o homem poderia almejar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Depois eu conto o delírio de Brás Cubas, momentos antes de morrer!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116957617179004803?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116957617179004803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116957617179004803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116957617179004803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116957617179004803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/01/quem-machado-de-assis.html' title='Quem é Machado de Assis?'/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116947947471566838</id><published>2007-01-22T16:23:00.000+01:00</published><updated>2007-01-23T17:52:55.743+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/1600/521397/maria3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/400/228175/maria3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Olé!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116947947471566838?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116947947471566838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116947947471566838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116947947471566838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116947947471566838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/01/ol.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116897276497164161</id><published>2007-01-16T19:38:00.000+01:00</published><updated>2007-01-16T19:39:24.970+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/1600/490624/maria5.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/400/993941/maria5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116897276497164161?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116897276497164161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116897276497164161' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116897276497164161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116897276497164161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/01/blog-post.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116897236008725914</id><published>2007-01-16T19:26:00.000+01:00</published><updated>2007-01-16T19:37:24.430+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Já adorava gatos e encontrava na rua, chamava, e lá tinha a casa cheia deles, com a garantia das aparas de carne que a empregada generosamente lhes atirava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116897236008725914?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116897236008725914/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116897236008725914' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116897236008725914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116897236008725914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/01/j-adorava-gatos-e-encontrava-na-rua.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116888256950537391</id><published>2007-01-15T17:37:00.000+01:00</published><updated>2007-01-22T16:15:29.263+01:00</updated><title type='text'>"Ainda tenho de aprender a abordar-te mais discretamente: o meu coração ainda corre para ti com demasiado ímpeto" in Ecce Homo, Coisas de Ler Edições.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Identifico-me com Nietzsche. Li este fim de semana "Ecce Homo". Li o Zaratustra na minha adolescência e pouco recordo." O Nascimento da Tragédia" li uma quantidade de vezes, talvez nove, e ainda lerei outras nove antes de entregar o meu Trabalho Final do curso de Filosofia, pois a minha orientadora espera muito de mim, a minha querida professora Maria Filomena Molder. Nietzsche se intitula um discípulo de Dioniso e eu estou convencida que sou uma bacante. De facto somos muito amigos, ele um sátiro e eu uma ménade... Onde encontrei a força de sair do Brasil, andar pela Europa e parar em Lisboa para filosofar? Quando se vem por motivos económicos , os objectivos materiais são imediatos. Estudar sem ajudas... a força vem de outro lado...&lt;br /&gt;Uma pergunta fundamental: quanta verdade pode um espírito suportar? quanta verdade pode um espírito ousar? O herói não se sustenta em vida...&lt;br /&gt;Nietzsche diz que a resposta a estas duas perguntas tornou-se a verdadeira medida do valor. O erro não sendo cegueira, é covardia...e cada passo em direcção ao conhecimento configura-se como um acto de coragem. O saber é poder amar os inimigos e odiar os amigos...&lt;br /&gt;O Auto-Curado de Nietzsche: Aquele que adivinha remédios contra o que causa danos, e o que é-lhe nocivo transforma-se em benéfico e aquilo que não o mata, pelo contrário, o fortalece. De tudo que experimenta recolhe a suma. O Auto- Curado é um princípio selectivo, está sempre consigo próprio, fiel a si próprio em todas as situações. Reage lentamente, com circunspecção ,e um orgulho cultivado. A moral instituída fez o homem adoecer. Há que recuar no tempo para encontrar a pureza dos instintos. As naturezas mais elevadas encontram suas raízes em tempos remotos...&lt;br /&gt;Aponta para uma higiene: nela o despeito, a inveja... é uma reacção desvantajosa para quem se sente exausto. Agarrar só as causas vitoriosas, em que se encontre e possa permanecer solitário, e auscultar um estado geral de calamidade... Atacar o que não contenha divergências pessoais. Viver num processo de auto-superação, necessidade de solidão, necessidade de pureza...Ter antenas para as imundícies escondidas nas naturezas, disfarçadas pela educação. E não se deve dar crédito a qualquer pensamento que não tenha nascido ao ar livre, em movimento livre, onde os músculos também estejam em festa. Todos os males nascem dos intestinos. Nos homens bem dotados a ironia, a malícia e o refinamento se destacam como parte da felicidade, numa atmosfera seca. Refugia-se nos mesmos livros, os adequados ao próprio, pois uma sala de leitura torna-se insuportável. Ser poeta é criar a partir da sua própria realidade. Exigir da música que seja serena e profunda. A primeira astúcia é não deixar que se aproxime de nós aquilo que não queremos. Auto-preservação, uma necessidade, proferindo o "não" poucas vezes. Afastar-se das situações repetidas de" não".Ter Gosto. Subtrair-se a relacionamentos que nos conduz a perda de liberdade, ao culto da reacção.&lt;br /&gt;Obrigada Nietzsche! Ainda bem que você existe na minha vida!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116888256950537391?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116888256950537391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116888256950537391' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116888256950537391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116888256950537391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/01/ainda-tenho-de-aprender-abordar-te.html' title='&quot;Ainda tenho de aprender a abordar-te mais discretamente: o meu coração ainda corre para ti com demasiado ímpeto&quot; in Ecce Homo, Coisas de Ler Edições.'/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116861148268143971</id><published>2007-01-12T14:50:00.000+01:00</published><updated>2007-01-15T18:47:25.996+01:00</updated><title type='text'>O que é a coragem?</title><content type='html'>Tenho dez minutos para escrever, de memória, o que, no essencial, Platão e Aristóteles disseram sobre a Coragem. Bem, meus estudos éticos já lá estão no arquivo frágil da memória, há alguns anos. Lembro-me que Platão, através de Sócrates, em casa de amigos, comparou o corajoso a um bom cão, aquele que se porta bem entre amigos e diante de um desconhecido tolera-o até que, de facto haja uma situação de perigo. Não deve haver precipitações de reacções alteradas. O corajoso é aquele que persiste, pois, situações alheias aos seus interesses genuínos, não devem promover uma debandada nas intenções. Um corajoso é aquele que põe-se numa linha de acção consistente. Para ser corajoso é preciso conhecimento de si, conhecimento das circunstâncias. Trata-se de uma organização estrutural num universo da acção, da práxis humana.&lt;br /&gt;Um corajoso, diria Aristóteles, é uma pessoa que detém uma virtude que se encontra entre os limites do cobarde e do intrépido, entre os limites do medo e do desvario,e, entre os limites do sofrimento e do prazer, atendendo à uma situação da práxis, numa organização estrutural que envolve um justo saber. Saber que não o põe em fuga de toda e qualquer situação dolorosa, pois há situações que promovem dor, mas apontam para um bem, e não perseguir desvairadamente uma situação que provoque o prazer, se o final deste for um mal. O corajoso é aquele que está em condições de decidir, pois sabe deliberar sobre as hipóteses, sobre a situação humana, e, por onde quer trilhar. Portanto não poderá haver um corajoso, que, acaso, não saiba para onde quer caminhar, nem corajoso que não reconheça os caminhos, nem corajoso que se instale na busca do prazer, e fuga ao que promova a dor, nem o inverso. Um corajoso é aquele que repetidamente se mostra como tal, pois há um modo de ser constituído, tornado hábito, pois o hábito é uma segunda natureza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116861148268143971?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116861148268143971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116861148268143971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116861148268143971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116861148268143971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/01/o-que-coragem.html' title='O que é a coragem?'/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116827055159481064</id><published>2007-01-08T16:28:00.000+01:00</published><updated>2007-01-08T16:38:43.493+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Atrevo a minha alma na tua alma&lt;br /&gt;e os gestos revelam&lt;br /&gt;o brilho em que nos perdemos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos sempre sós&lt;br /&gt;e não falamos do passo&lt;br /&gt;que ainda não demos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não está gasto não é findo&lt;br /&gt;atrás dele temos o universo&lt;br /&gt;a galope&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sentimos&lt;br /&gt;os solavancos&lt;br /&gt;do nosso destino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro&lt;br /&gt;perder-me&lt;br /&gt;com o olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o teu corpo&lt;br /&gt;é todo meu&lt;br /&gt;de um só golpe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me nua&lt;br /&gt;na procura&lt;br /&gt;dos teus modos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E gosto de mim&lt;br /&gt;assim em ti&lt;br /&gt;à toa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116827055159481064?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116827055159481064/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116827055159481064' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116827055159481064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116827055159481064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/01/corpo-atrevo-minha-alma-na-tua-alma-e.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116784850470921626</id><published>2007-01-03T18:46:00.000+01:00</published><updated>2007-01-08T15:29:59.040+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#003300;"&gt;O meu amigo Nelson disse-me, numa mesa do Monumental, antes de entrarmos para o cinema, que eu sou a única mulher inteligente que ele conhece. Bem, fiquei assustada, primeiro porque não me julgo inteligente a este ponto, depois fiquei a pensar como é que certos homens olham para as mulheres. Ontem na Tertúlia de banda desenhada, sentei, junto do Álvaro e do Vítor, longe do Luís, pois estava zangado comigo, pois parti uma máquina de calcular na sua cabeça, como reacção aos maus tratos e porradas que tem prazer em dar-me quando o acordo(com a permissão da mãe), a desejar BOM ANO! Eu não sabia que aquela agendinha era uma máquina de calcular e além disso sua cara horrorizada por ver um objecto partido foi ridícula em confronto com o prazer que tem em me dar pancada. Eu, o Vítor e o Álvaro estivemos a conversar sobre Estética. Eu a defender os artistas e eles a censurá-los por não encontrar um ponto fixo que seja possível evocar em suas defesas. Falámos de Picasso, Duchamp, e outros que impõem a arte por meios ou não acadêmicos ou por conceitos...É difícil partilhar a arte em consenso. A arte é discutível e os critérios são por vezes mediáticos, económicos, uma decisão de poucos... Falamos de um sujeito que esquiava, teve um acidente e salvaram-no da hipotremia com banha, nos Alpes Suiços. A partir daí começou a ter por objecto de arte a própria banha... Achei interessante, mas mais ninguém achou. Falamos da inteligência da mulher ser prática, acho que tenho das duas e em pouca quantidade. Como tenho das duas, a prática e a teórica engano bem, e há quem me ache inteligente! Olhei ao redor e vi que a Tertúlia era composta, maioritariamente, por homens, e perguntei o que eles faziam com as mulheres( depois de lhes falarem ao telemóvel). Ficam a cuidar bebés? Insisti. Ninguém respondeu. Com um mundo desses, tão heterogéneo em oportunidade de partilha, ainda esperam que as mulheres sejam inteligentes. Trocamos blogs e sites. O Mascarenhas, que estava mais adiante com o Gastão e o Luis Salvado, desenhou-me uma boneca a fazer tricot, para dar a minha amiga Ana, que tem um site de tricotagem. O Gastão prometeu não se esquecer de gravar a minha música(dedicada a mim) da cassete para CD, e o Luis que estava distante e zangado, pagou-me o jantar.Um espetáculo! O Milhano perdeu as chaves do carro e andava à nora.Emprestei-lhe minha micro-lanterna, para a procura na escuridão do Parque Mayer. O Lino, o organizador, estava muito carinhoso e atencioso e conversamos um pouco. Foram depois para o Fox Trot e deixaram-me em casa, pois queria dar comida aos gatos e dormir para acordar bem disposta para a aula de Literatura Brasileira.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116784850470921626?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116784850470921626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116784850470921626' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116784850470921626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116784850470921626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2007/01/o-meu-amigo-nelson-disse-me-numa-mesa.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116757862954814841</id><published>2006-12-31T16:15:00.000+01:00</published><updated>2006-12-31T16:26:04.303+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/1600/507528/maria2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/400/444688/maria2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;FELIZ ANO NOVO CHEIO DE AVENTURAS, SAÚDE E O QUE MAIS PRECISAR...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Praia do Rio Vermelho, Salvador-Ba.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116757862954814841?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116757862954814841/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116757862954814841' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116757862954814841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116757862954814841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/feliz-ano-novo-cheio-de-aventuras-sade.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116734364175769495</id><published>2006-12-28T22:59:00.000+01:00</published><updated>2006-12-28T23:28:01.276+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;O que ainda ninguém sabe sobre João Sem Medo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;À José Gomes Ferreira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Numa página bem oportuna de uma história óptima, uma menina baloiça alegremente…&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;As horas passadas a brincar com aquela árvore parecem melhores que todos os chocolates proibidos. Poderia ficar ali, a baloiçar e sonhar, baloiçar e sonhar, sonhar, sonhar…&lt;br /&gt;Árvore mágica que resiste com coragem aos impulsos mais duros da técnica do baloiço violento!&lt;br /&gt;Pobre do João Sem Medo, ali especado, cheio de galhos desde que foi transformado em vegetal pelas Forças Secretas da Natureza, que, brincando, se empenham em pregar partidas aos mortais.&lt;br /&gt;Quando não era a menina a baloiçar, afrontando a paciência e resistência daquele ser de carácter avantajado, era um casal de namorados que, à procura de privacidade, encontrava naquele local a atmosfera ideal para as juras de amor eterno, enquanto escrevia os seus nomes, em nada menos do que na carne de João Sem Medo. Uma tortura difícil de ser suportada.&lt;br /&gt;Aquela árvore os acolhia no melhor dos modos, um misto de vegetal e humanidade. Uma humanidade elevada, a do João Sem Medo que, como podemos suspeitar, não tinha medo de nada!&lt;br /&gt;O nosso protagonista tinha descoberto que a verdadeira coragem é a força do coração!... E o facto de estar transformado em árvore e ter de sofrer passivamente maus tratos dizia respeito apenas a uma modalidade estética do estado físico. A coragem é uma das mais belas virtudes de um carácter. As Forças Secretas da floresta, tendo sim o poder de transformação das coisas, não ultrapassavam a capacidade de agir apenas sobre as aparências.O que há de mais profundo nos seres não é susceptível de mudança – Regra 1ª. da Constituição Secreta do Mundo.&lt;br /&gt;O Sem Medo, habitante de Chora que Logo Bebes, irritado com tantas mariquices, opta pela aventura, decidindo saltar o muro para a floresta de monstros de várias cabeças. Tendo de escolher entre o Caminho da Felicidade, de cabeça cortada, e o Caminho da Infelicidade.&lt;br /&gt;Convencido pela evidência de que o coração não vive bem sem a razão, prontifica-se com determinação à via árdua, onde até as pedras tinham dentes e atacavam impunemente… Ali experimentara o sabor de desagradáveis surpresas e a delícia de ser quem é, um rapaz virtuoso enfrentando com coragem a aventura do desconhecido.&lt;br /&gt;Sabia que a felicidade também era do âmbito da Metafísica, consistindo em resistir com teimosia a todas as infelicidades! Se estava ali para sofrer era porque assim o tinha escolhido.&lt;br /&gt;É com toda a admiração ao José Gomes Ferreira que Maria Sem Medo, ciumenta por não ter sido a escolhida para protagonista, rapta com convicção o João Sem Medo à quarta dimensão do absurdo mágico, aproveitando-se de um momento do sono do escritor deste conto genial…&lt;br /&gt;Sem Medo, enquanto árvore, não pôde reagir ao rapto, e sendo arrancado à pagina com a viva força do coração, cai na mais bela fonte mágica do subconsciente do escritor...&lt;br /&gt;José Gomes Ferreira acomoda melhor a cara na almofada enquanto João e Maria descem à região do pensamento sem tempo, ao local exacto que José Gomes Ferreira escolhera a personagem. Local onde Maria Sem Medo teria sido preterida e onde encontra legitimidade para a força da paixão pelo seu homólogo. Momento em que os corajosos se enamoram e por um fenómeno mágico se fundem numa unidade...&lt;br /&gt;Em comemoração do encontro, voltam ao livro para uma viagem pelo país dos gramofones de asas, onde, desafiando a vigília do escritor, se divertiram muito com a música e o passeio em cima daqueles aparelhos obsoletos.&lt;br /&gt;João Sem Medo e Maria Sem Medo vivem juntos toda a eternidade, e têm tantos filhos quantas as virtudes do carácter e tantos netos quantos os leitores de “As Aventuras do João Sem Medo”. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116734364175769495?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116734364175769495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116734364175769495' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116734364175769495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116734364175769495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/o-que-ainda-ningum-sabe-sobre-joo-sem.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116733308367844215</id><published>2006-12-28T19:54:00.000+01:00</published><updated>2006-12-28T20:14:06.273+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;EM DEVIR OU MEMÓRIA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;o abraço olvidado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;da boca esconde&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;o beijo apaixonado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;e o coração atado &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;acorda o espanto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;a coragem de ser amado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;por entre Musas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;dança&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;o amor suspenso&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;surgindo atrás&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;ao lado e diante&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;nobre anel&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;em devir ou memória&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;a quem louvam &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;sinos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;assim&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;dia e noite...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;...bel...bel...bel...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116733308367844215?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116733308367844215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116733308367844215' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116733308367844215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116733308367844215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/em-devir-ou-memria-o-abrao-olvidado-da.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116681661956659918</id><published>2006-12-22T19:21:00.000+01:00</published><updated>2006-12-29T21:46:14.926+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;strong&gt;UM MOMENTO PARA O TAROT&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Na primeira posição, representando o consulente, a carta O MUNDO. Imagem: Uma mulher no interior de uma coroa de louro, e nos quatro cantos:um touro, um leão, uma águia e um anjo. Cata XXI, significa a maturidade ou perfeição pela simbologia 3 x 7. A influência do Sol traz glória e o louro é a recompensa da vitória e da glória. A varinha na mão esquerda capta as energias positivas. Há triunfo, mas o mundo é um turbilhão que leva ao louco, a última carta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Personalidade: segurança e aptidão recompensatórias.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Sentimento:Acordos harmoniosos, protecção para as relações afectivas.Felicidade , alegria e amor...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Saúde: Mal estar controlado. Regresso da saúde.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Na segunda posição, simbolizando o presente: O AMOROSO. Caminhos diferentes a seguir e o cupido prestes a escolher. Ambiguidade e dificuldade. O principio de acção está na escolha. A hesitação e a incerteza dificultam a decisão. O AMOROSO anuncia a fraqueza, as provações, a inconstância...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Sentimento:Uma crise sentimental. Incertezas e aspectos superficiais desiludem e provocam mal-entendidos. Amizades contrariadas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Saúde: Receio de um estado anémico.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Espiritual: É aconselhável libertar-se da vida material e dos caminhos demasiado fáceis.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Na terceira posição, indicando o futuro, têm-se a Carroça ou Charrete. Uma carta que promete! Um homem triunfante puxado por dois cavalos . Usa uma coroa de ouro e um ceptro. Número sete é o número dos deuses, sagrado e de perfeição, marca uma transformação positiva. Há energia e é Senhor do seu destino. A coroa representa o Poder e o Querer. O ceptro representa o domínio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Personalidade: Ao sucesso e à vitória.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Sentimentos: Um possível encontro, controlo da emoções mais íntimas. As relações afectivas são felizes. O bom entendimento nelas favorece as uniões. Força de carácter.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Saúde: Vitalidade, vitória sobre os obstáculos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Síntese: Fins desejados alcançados.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Na posição quatro temos a PAPISA, que representa a atitude e conselho conveniente, juntamente com a quinta carta. A papisa é uma mulher sentada numa imobilidade calma e silenciosa. Coberta de véus e uma tiara de duas coroas. Nas mãos, um livro aberto. O número II simboliza a oposição e a reflexão. A unidade procura o seu complemento e o seu oposto. Há ordem e paciência, porém lentidão e dificuldade nas actividades. O livro aberto é o símbolo do universo que oferece os seus dons, sua sabedoria. A Papisa não tem necessidade de lê-lo, pois possui em si mesma a sabedoria e o conhecimento. Permitirá o iniciado levantar os véus...caso se mostre digno!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Personalidade: A discrição e concentração ajudam na busca da Sabedoria profunda.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Sentimento: É frequente o sinal de uma ligação secreta ou oculta. A vida afectiva decorre de forma invisível. A falta de abertura e de comunicação retarda a evolução sentimental.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Espiritual: Riqueza interior favorece meditação e reflexão.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Síntese: O domínio interior e a paciência permitem resolver problemas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Carta da quinta posição: A TORRE. A evitar a soberba (torre de Babel) e desafio ao que é mais elevado e espiritual. Do contrário haverá punição. Não desperdiçar a energia. Os choques e perturbações contrariam os projectos e as esperanças. A Torre anuncia as rupturas, as falências, as quedas, os acidentes e as destruições.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Sentimentos: Conflitos conjugais, entre amigos, separações... É sobretudo uma carta de aviso, que também permitirá o avanço e o progresso se bem observadas as pertubações e choques.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;A sexta carta são os obstáculos: O LOUCO ou O BOBO. Carta O. Evitar não poder guiar o seu próprio caminho. O louco é impulsionado por um cão que o morde. Não raciocina para onde vai com as suas atuitudes. Anuncia a impulsividade e a sua originalidade, em excesso, torna-se leviandade e promove separações.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Sentimento: Relações decepcionantes, tensão excessiva..., mal-estar nos sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Saúde: Problemas do foro psíquico.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Espiritual: Se houver inteligência espiritual, o estado de liberdade e de procura promoverá um novo equilíbrio. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Síntese: Necessidade de liberdade: já andou muito , mas volta ao Zero...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Para terminar, na sétima posição da "ferradura", A FORÇA, a carta que responde à pergunta. Uma mulher com um chapéu em forma de infinito, abre sem problemas a boca de um leão, que se submete sem violência. Marca um conflito, por um lado, a luta e a coragem, por outro, a eficácia, a autoridade e o poder. A Força é tanto mais força ao utilizar a sua força interior para a s realizações sem violência. Forte magnetismo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Personalidade: Energia psíquica, física, intelectual e espiritual dá hipóteses de sucesso aos empreendimentos. A força anuncia a coragem, o controlo, a vitalidade, o poder, a determinação.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Sentimento: Poderosos e fortes: Amizade de confiança.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Síntese: Todas as provações são vencidas graças ao domínio interior. Serão conhecidos os instrumentos para resolver os obstáculos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116681661956659918?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116681661956659918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116681661956659918' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116681661956659918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116681661956659918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/um-momento-para-o-tarot-na-primeira.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116646911521536387</id><published>2006-12-18T19:49:00.000+01:00</published><updated>2006-12-22T19:20:46.323+01:00</updated><title type='text'>Qual o diferencial do homem?</title><content type='html'>Querem, por força, reduzir o homem aos encantos do poder e do entretenimento. Que mais poderemos pensar de uma sociedade sem a aprendizagem das estruturas e do rigor do pensamento, pela palavra articulada? Sem a filosofia, num mundo empurrado para a ambição económica e catalizado pela velocidade informática, sem o longo aprendizado da liberdade e a consciência dela, com que alternativas ficamos? Foi sobre derivações e posições originárias destas perplexidades, que um grupo de defensores da Filosofia, como disciplina fundamental no ingresso à Faculdade, se reuniu no auditório da Universidade Nova de Lisboa, dia 15 de dezembro. À mesa estavam meus professores José Gil e Maria Filomena Molder, como moderadora. Havia também outros representantes de outras áreas, como o médico João Lobo Antunes, um matemático, uma representante do Direito, um físico, uma antropóloga...Acho bem reflectir sobre o assunto, pois a pergunta a fazer é: qual o próximo passo? qual a próxima subtração na dignidade e no direito do homem? Saí do Brasil, vítma da deslocação do estudo da Filosofia e também na Europa a seca mental acaba por se configurar. Nessa época o Brasil sofria uma ditadura militar e já sabemos que os militares pensam apenas estratégica e tacticamente...Se houve generais pensadores, não pensavam no momento do gatilho, da tensão do arco, no arremesso da lança, no cortar da espada...&lt;br /&gt;ACRESCENTO:Não tenho nada contra a ambição e o poder, o que me preocupa são as acções e intenções a ter quando lá se chega. A Ética é fundamental!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116646911521536387?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116646911521536387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116646911521536387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116646911521536387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116646911521536387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/qual-o-diferencial-do-homem.html' title='Qual o diferencial do homem?'/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116646764211690239</id><published>2006-12-18T19:45:00.000+01:00</published><updated>2006-12-18T19:47:22.116+01:00</updated><title type='text'>Homero</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/1600/531420/Untitled-105.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/400/429019/Untitled-105.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116646764211690239?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116646764211690239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116646764211690239' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116646764211690239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116646764211690239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/homero.html' title='Homero'/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116646745490782059</id><published>2006-12-18T19:36:00.000+01:00</published><updated>2006-12-19T20:44:01.036+01:00</updated><title type='text'>Feliz Natal!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/1600/580639/Untitled-101.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" height="400" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/400/830644/Untitled-101.jpg" width="443" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;FELIZ NATAL! UM ANO NOVO CHEIO DE NOVOS SABERES E SABORES!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116646745490782059?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116646745490782059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116646745490782059' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116646745490782059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116646745490782059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/feliz-natal.html' title='Feliz Natal!'/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116618373956619753</id><published>2006-12-15T12:50:00.000+01:00</published><updated>2006-12-15T12:55:39.573+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/1600/104352/Untitled-11.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 483px; CURSOR: hand; HEIGHT: 396px" height="399" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/400/974420/Untitled-11.jpg" width="276" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116618373956619753?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116618373956619753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116618373956619753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116618373956619753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116618373956619753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/blog-post.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116593437879582381</id><published>2006-12-12T15:34:00.000+01:00</published><updated>2006-12-13T18:42:50.026+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;MENINA BONITA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;eu te chamo/pergunto teu nome/traduzo:/ cidade clareada pela lua cheia/ digo meu nome/ eu quero te territoriar// segredo e mistério salta cedo, bem cedo, ao te ver no meu olhar/menina bonita/ me pedes uma foto/te vejo na moto/ na vela/ no mar/menina bonita/cabelos pretos/ corpo aberto sobre a cama/moreno momento de chama.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Letra de Claudius Portugal/1984/Bahia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116593437879582381?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116593437879582381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116593437879582381' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116593437879582381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116593437879582381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/menina-bonita-eu-te-chamopergunto-teu.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116592363346379374</id><published>2006-12-12T11:56:00.000+01:00</published><updated>2006-12-12T12:40:33.513+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Poema fresquinho, inédito, vindo da Bahia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;ao dizer o que é&lt;br /&gt;no que poderia ter sido&lt;br /&gt;o que dizer&lt;br /&gt;se quando o amor chegou&lt;br /&gt;eu já tinha saído&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;                        &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claudius Portugal&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116592363346379374?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116592363346379374/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116592363346379374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116592363346379374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116592363346379374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/poema-fresquinho-indito-vindo-da-bahia.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116591944072421864</id><published>2006-12-12T11:28:00.000+01:00</published><updated>2006-12-12T15:44:49.406+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;TRAMA DA MATÉRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desordem&lt;br /&gt;dos sentidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;incendeia&lt;br /&gt;distante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o corpo&lt;br /&gt;queima&lt;br /&gt;e teima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acolhe&lt;br /&gt;e reina&lt;br /&gt;ritmo de gestos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o olhar&lt;br /&gt;trama da matéria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;traduz&lt;br /&gt;o belo&lt;br /&gt;o desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as almas&lt;br /&gt;reclamam-se&lt;br /&gt;crepitantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao toque&lt;br /&gt;da chama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gémeas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116591944072421864?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116591944072421864/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116591944072421864' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116591944072421864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116591944072421864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/trama-da-matria-desordem-dos-sentidos.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116585320522758870</id><published>2006-12-11T16:35:00.002+01:00</published><updated>2006-12-12T11:16:50.416+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; Há os cultores do menoscabo! Aqueles que fazem de um acontecimento um não acontecimento, não sei como, talvez se adiantando no tempo, e, como um diabo, atrapalhando a formação do próprio tempo. No que depende destes cultores, é uma tristeza, pouco acontece, é o próprio menoscabo em pessoa... um tipo à toa, sem eira nem beira, nem vale a pena queixas...como o vento de " o gato malhado e a andorinha sinhá", tipo mesmo à toa...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O tempo dos heróis já lá vai, e também lá, Agamémnon, no seu menoscabo por Aquiles, é um cultor proeminente deste vocábulo! É Aquiles, que, com sua ira, espoleta um belo poema. Aristóteles diria que a constituição colérica é um mal menor... alguém disse que sem Aquiles o mundo estaria mais pobre. Concordo. Não deixo de enamorar-me pelo seu amor transparente, infinito e heróico por Pátroclo, que nem muitas voltas com Heitor arrastado, poderá sublimar tal dor, tal separação! Os cultores do menoscabo não sabem amar, não podem, desconhecem tal verbo, e, não estando à altura de tamanho acontecimento, restam-lhe ser co-actores de Agamémnon, perdendo o melhor, morre na mesma, mas de que maneira! Não respeita os sagrados terrenos de Ártemis, não pode salvar a filha do sacrifício, não devolve Criseida em tempo útil, ... , não compreende Cassandra, enfim, promove o crescimento do erro, como uma bola de neve, um crescimento geométrico, com sabor a Erínias...Que os anjos desçam e soprem os corações complicados!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116585320522758870?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116585320522758870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116585320522758870' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116585320522758870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116585320522758870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/h-os-cultores-do-menoscabo-aqueles-que.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116585069017590259</id><published>2006-12-11T16:07:00.000+01:00</published><updated>2006-12-12T12:56:34.943+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ao meu amigo Luis Graça, que por ocasião de um aniversário, não querendo uma prenda, pediu-me um poema:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;UM POETA NO DESERTO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;strong&gt;distinto encontro&lt;br /&gt;ao acaso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um beijo&lt;br /&gt;um abraço&lt;br /&gt;é o caso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entre a literatura&lt;br /&gt;e o afecto&lt;br /&gt;tão raro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cuidando rosas&lt;br /&gt;e vulcões&lt;br /&gt;sem atraso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;algures num planeta&lt;br /&gt;lúdica poeira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;um achado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;criando nuvem&lt;br /&gt;no deserto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um príncipe&lt;br /&gt;ou mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um poeta&lt;br /&gt;decerto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116585069017590259?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116585069017590259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116585069017590259' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116585069017590259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116585069017590259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/ao-meu-amigo-luis-graa-que-por-ocasio.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116533508836087804</id><published>2006-12-05T17:09:00.000+01:00</published><updated>2006-12-12T15:45:28.830+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;S/TÍTULO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;em curvas&lt;br /&gt;opostas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esconde&lt;br /&gt;o poeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;atado em beleza&lt;br /&gt;o tímido&lt;br /&gt;verso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desdobram-se&lt;br /&gt;em cantos&lt;br /&gt;incertezas&lt;br /&gt;doces&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à sorte&lt;br /&gt;aos dados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;operários&lt;br /&gt;do espírito&lt;br /&gt;rastreiam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em sorriso&lt;br /&gt;ou desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como o nó&lt;br /&gt;da madeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;comporta&lt;br /&gt;as crises&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;os saltos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;limites&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;à procura&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à dor&lt;br /&gt;do movimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sonho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116533508836087804?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116533508836087804/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116533508836087804' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116533508836087804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116533508836087804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/sttulo-em-curvas-opostas-esconde-o.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116522845342678060</id><published>2006-12-04T11:10:00.000+01:00</published><updated>2006-12-13T18:44:08.506+01:00</updated><title type='text'>O amor não é um acontecimento anónimo</title><content type='html'>&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eles falaram-se ao telefone. Há muito não reflectiam sobre a relação. Ela era estudante de comunicação, ele era da Fundação que organizava o curso, de uma semana, sobre a escrita criativa televisiva. Ela estava com as colegas, tinha seus 23 anos, ele seus 32 ou 33. Ela era luminosa e velejava, à serio, em regatas. Ele, parecia-lhe o vulto de um homem bonito no fundo da sala. Ela sentava à frente, raramente olhava para trás. Findo o curso, o destino tramava a sua morada, em minutos. No saguão de saída ele vinha atrás e ela não se apressou a deixar o lugar. Olharam o acontecimento, ainda sem o desfraldar, mas de frente. Em despedidas, a aproximação tornou-se possível e foram, em grupo, comemorar , pois o orientador era um convidado da Rede Globo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Trocaram contactos e ela telefonou.Saíram, beijaram-se e amaram-se numa relação de paixão, poesia, decobrimentos, birras e ciúmes. A atração tinha um magnetismo nunca discutido. Ela era dele e ele era dela, assim assumiam...Depois das brigas tornavam-se sorvete, disse ele a ela, pois que é poeta...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116522845342678060?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116522845342678060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116522845342678060' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116522845342678060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116522845342678060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/12/o-amor-no-um-acontecimento-annimo.html' title='O amor não é um acontecimento anónimo'/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116481580731988245</id><published>2006-11-29T16:51:00.000+01:00</published><updated>2006-11-29T16:56:47.320+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/1600/696081/Untitled-10.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/51/4108/400/968741/Untitled-10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Homero&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Bocage&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Clarice&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116481580731988245?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116481580731988245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116481580731988245' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116481580731988245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116481580731988245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/11/homerobocageclarice.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116471350719754276</id><published>2006-11-28T12:17:00.000+01:00</published><updated>2006-12-12T15:44:11.803+01:00</updated><title type='text'>O Andar é Nu</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;o andar é nu&lt;br /&gt;juízo do sentido&lt;br /&gt;tantos ventos assobiam&lt;br /&gt;poeira do destino&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;plexo contra o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no silêncio espreitam os mistérios&lt;br /&gt;o brilho do olhar&lt;br /&gt;acende as estrelas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;tácitos segredos&lt;br /&gt;ancorados entre folhas &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;enseada de papéis&lt;br /&gt;tece a imagem&lt;br /&gt;do jogo de pernas&lt;br /&gt;ciranda de mãos&lt;br /&gt;combustível da alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o desejo é uma concha&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;sonhos inerentes&lt;br /&gt;ao movimento de pássaros&lt;br /&gt;despertando o sol&lt;br /&gt;a dormir as sombras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o pranto se despede da noite&lt;br /&gt;a saudade é a companheira&lt;br /&gt;da viagem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116471350719754276?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116471350719754276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116471350719754276' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116471350719754276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116471350719754276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/11/o-andar-nu.html' title='O Andar é Nu'/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116462728052124009</id><published>2006-11-27T12:21:00.000+01:00</published><updated>2006-12-12T15:54:26.663+01:00</updated><title type='text'>À Bahia com Saudades</title><content type='html'>&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Saudade da Bahia! Do Acarajé, do aimpim frito e da água de côco verde! Saudade da minha mãe, pai, irmãs e sobrinhos. Saudade de Ucha, Dico, Drico, Guilherme e tios, Chica... Saudade de Claudius, meu amigo e poeta, saudade das praias de coqueiros e todas as velejadas de Laser que eu por lá &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;sulquei nas águas da baía de todos os Santos, saudade dos batuques dos terreiros, do sol, e do seu calor..., daquela preguiça tropical, dengosa...Hoje acordei fora do lugar.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116462728052124009?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116462728052124009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116462728052124009' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116462728052124009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116462728052124009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/11/bahia-com-saudades.html' title='À Bahia com Saudades'/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116428876345112491</id><published>2006-11-23T14:03:00.000+01:00</published><updated>2006-12-13T18:48:16.290+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;Quem escondeu o tempo da amizade?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Que género de frustação poderá degenerar um carácter numa índole perversa? Divertir-se em enganar alguém é, ao meu ver, uma espécie de baixa estima, mascarada de auto estima. Só uma pessoa que não conheceu o amor, não será suficientemente simples e capaz da generosidade, ao ocupar-se com jogos de manipulação, para colmatar uma carência, mascarar uma inferioridade... A pergunta a fazer seria: O que é que se esconde quando alguém mostra-se naquilo que decide mostrar-se? Que vazio leva uma pessoa a errância, preterindo a amizade, a construção?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;O vazio é uma sensação de nada haver, sem a possibilidade de rasgo de futuro, traz a angústia e , porventura, a borda do desespero. A salvação estará algures entre a Ética e a Estética, entre a amizade e a arte, na filosofia e na poesia, sem descurar a realidade, possibilidade do desvelamento da verdade, oferecida na relação. Só há amizade entre iguais, diria Aristóteles, e disse bem, todo o resto seria uma espécie de benevolência de alguma das partes. "Uma alma em dois corpos", é a imagem que o filósofo apresenta e eu tanto gosto!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116428876345112491?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116428876345112491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116428876345112491' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116428876345112491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116428876345112491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/11/quem-escondeu-o-tempo-da-amizade-que.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116419535876829059</id><published>2006-11-22T12:16:00.000+01:00</published><updated>2006-11-23T15:17:47.930+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/51/4108/1600/Bocage.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/51/4108/400/Bocage.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Chegou o momento de escrever sobre o Bocage. Já no gatil, chamou-me muito a atenção por ser pequenino e ágil, gingava muito bem e dava verdadeiros &lt;em&gt;olés!&lt;/em&gt; nos outros gatinhos. Muito proporcional, corporalmente falando, e, sem se aproximar muito de mim, fazia gracinhas à minha volta sem me deixar agarrá-lo. O Homero conquistou-me pelas qualidades opostas, carente, veio ter comigo, frágil e desproporcional, de pernas compridas pois se tornaria mais tarde num grande gato! O Homero escolheu-me e pensei em trazer o seu irmão idêntico, aliás eram quatro iguais. Até hoje penso no irmãozinho do Homero que também queria vir comigo e acabei por trazer o gatinho mais traquinas que lá havia, o meu Bocage.&lt;br /&gt;É o gato mais pachorrento para todos os mimos e apertos que eu lhe queira dar. No inverno dorme todos os dias agarrado a mim, debaixo ou ao lado do cobertor, e até me abraça! Só visto! É vidrado por mim. Nunca pensei que um gato pudesse ter uma relação afectiva tão profunda com um dono. Mas, quando se irrita, depois de uma briga com o Homero... ou seja, se depois de uma briga, apartada por mim, ele desconfie que eu esteja a proteger o Homero e não a ele...Ui Ui! tenho uma fera diante de mim pronta a tirar-me sangue! Muitas vezes tive que chamar o meu amigo Luis Graça para resolver a situação. Um presente dos deuses!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116419535876829059?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116419535876829059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116419535876829059' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116419535876829059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116419535876829059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/11/chegou-o-momento-de-escrever-sobre-o.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116403601133540886</id><published>2006-11-20T16:15:00.000+01:00</published><updated>2006-11-20T16:34:10.386+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/51/4108/1600/Homero%20e%20Clarice.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/51/4108/400/Homero%20e%20Clarice.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/51/4108/1600/Homero%20e%20Clarice.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como dizia, o Homero é o meu gato lindo! Parece um gato egípicio e fascina a todos...E a Clarice, que é uma estrela, aparece sempre!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116403601133540886?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116403601133540886/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116403601133540886' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116403601133540886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116403601133540886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/11/como-dizia-o-homero-o-meu-gato-lindo.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116377936072097272</id><published>2006-11-17T16:59:00.000+01:00</published><updated>2006-11-22T15:32:06.940+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/51/4108/1600/gato4.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/51/4108/320/gato4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Homero é o meu gato preto, elegante, social e nobre. Todos gostam dele, pois está sempre disposto a receber e dar mimos às pessoas. Quando acorda não sossega enquanto eu não levanto para dar-lhe de comer. Só come ração lights Royal Canin. É um pouco desastrado e muito meu amigo!Esta ainda não é a foto do Homero, a Clarice é mais rápida e engana-me no momento de editar a imagem!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116377936072097272?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116377936072097272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116377936072097272' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116377936072097272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116377936072097272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/11/homero-o-meu-gato-preto-elegante.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116377598207731127</id><published>2006-11-17T15:47:00.000+01:00</published><updated>2006-11-23T15:19:07.006+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Tudo o que julgamos ser devemos comprová-lo na experiência, senão nem a sombra do que somos temos a garantia de o ser. A morte, diria Epicuro, não é executável, quando ela vem deixamos de ter sensação e deste modo ela não é nada para nós. De facto todo o resto impera apenas na experiência. O amor, a amizade...O concurso da experiência é condição necessária. Ninguém ainda pode ser amigo de outro por imaginação ou jogo. Podemos julgar que gostamos de alguém, mas se o afecto não encontra a orientação do espaço e do tempo não se justifica, pois não se integra, não se revela, não existe, sendo subtraído no abismo da existência. A categoria aristotélica da relação a emergir como a catalizadora da verdade dos acontecimentos. Se Deus existe Se evidencia na relação. A relação é o por onde Deus quer ser conhecido. Se não há relação não se conhece o amor e nada acontece...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116377598207731127?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116377598207731127/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116377598207731127' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116377598207731127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116377598207731127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/11/tudo-o-que-julgamos-ser-devemos.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36698164.post-116376384717867285</id><published>2006-11-17T12:17:00.000+01:00</published><updated>2006-11-17T12:44:07.186+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Clarice foi adoptada por último, quando já não pensava em ter mais gatos em casa.Um ano antes fui à casa da presidente da Catus Portugal, que tem um gatil, e adoptei o Homero e o Bocage.Clarice foi encontrada,por mim, em frente de casa e miava muito à meia-noite, pois estava debaixo da roda de um carro a estacionar. Quase morre, fizemos sinal para o motorista e salvamos uma linda gatinha. Tinha um mês e uma semana e já há dias na rua e na chuva, estava tremendamente constipada. Fiquei com ela, pois estávamos à procura da ninhada perdida de uma gata tigrada, protegida por Sr. António Fialho, meu vizinho que cuida dos gatos da região.&lt;br /&gt;Introduzi soro fisiológico pelas narinas limpamdo-lhe o canal da respiração, altura que começou a me cheirar e a comer com volúpia.Fiquei com ela pois não achei, entre os meus amigos, quem quisesse uma gatinha. Os gatos ficaram furibundos, e tive que deixá-la na casa de banho, toda forrada e fechada. Até que um dia ela conseguiu escapar e encontrei os meus gatos a fugirem dela pois ela mordia-lhes a brincar... Conquistou os corações e hoje somos uma família felina feliz! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36698164-116376384717867285?l=odeiomundoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/feeds/116376384717867285/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36698164&amp;postID=116376384717867285' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116376384717867285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36698164/posts/default/116376384717867285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odeiomundoagora.blogspot.com/2006/11/clarice-foi-adoptada-por-ltimo-quando.html' title=''/><author><name>m.salles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08712078477803190346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
